Mato Grosso

Nove com mandados de prisão em aberto são capturados em várias cidades do estado

Publicado em

Mato Grosso

Da Redação

Oito Homens e uma mulher com mandado de prisão em aberto, foram capturadas por policiais militares neste fim de semana em Rondonópolis, Porto Esperidião, Barra do Garças, Novo Mundo, Várzea Grande e Cuiabá. 

Em Rondonópolis, dois homens foram presos por militares do 5º BPM. O primeiro foi B.H.G.S. (24), após patrulhamento preventivo na cidade. Na checagem foi encontrado mandado em aberto expedido pela 1ª Vara criminal de Paranatinga. O segundo foi no bairro Nossa Senhora do Amparo, durante abordagem, quando foi encontrado no nome de M.E.B.N.M. (26), um mandado de prisão por porte ilegal de arma de fogo.

No bairro Coophema, na capital, foi encontrado R.E.S. (37), que estava com dois mandados de prisão em aberto expedido pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul, desde o mês de abril de 2018, pelo crime de furto. Ele foi recapturado em uma abordagem.

No bairro Tijucal, os militares observaram O.S.C. (44), em atitude suspeita. Ao checarem os antecedentes criminais via Centro Integrado de Operações de Segurança Publica (Ciosp), foi encontrado em seu nome dois mandados de prisão em aberto.

Ainda em Cuiabá, no bairro Parque Cuiabá, policiais da Força Tática em ronda abordaram J.P.P. (28). Em checagem via Conselho Nacional de Justiça (CNJ), constou um mandado de prisão aberto.

Em Várzea Grande, um senhor de 54 anos foi capturado, após populares denunciarem que ele estaria fazendo uso de entorpecente na rua. No nome de V.D.A.S. foi encontrado, via Centro Integrado de Operações de Segurança Publica (Ciosp), mandado de prisão.

Em Porto Esperidião, policias em rondas prenderam O.G.G. (48). Ele foi abordado e a checagem do nome dele apontou que era procurado da justiça. O mandado em aberto foi expedido pela Comarca de São José dos Quatro Marcos.

Em Barra do Garças, policias militares do 2º BPM, prenderam uma mulher de 54 anos no dia do seu aniversário. Em abordagem de rotina os policiais checaram R.N.S. e encontraram o mandado de prisão por tráfico de drogas, expedido pela 1ª Vara Criminal de Barra do Garças.  

Em Novo Mundo, na zona rural, O.D.L (42), foi capturado depois de ameaçar sua companheira. A polícia chegou ao local e na checagem constou um mandado de prisão em aberto. Ele foi entregue na delegacia da cidade.

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Mato Grosso

TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



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