Mato Grosso

Nos quatro primeiros meses do ano foram registrados 38% a menos de homicídios em Cuiabá e Várzea Grande

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Da Redação – Jean Borsatti

Segundo dados da Secretaria de Segurança Pública de Mato Grosso (SESP) ouve uma queda significativa no número de homicídios registrados em Cuiabá e Várzea Grande nos quatro primeiros meses do ano.

Em 2018 foram registrados 198 casos de homicídio, sendo que 80 foram em Várzea Grande e 118 em Cuiabá, em relação aos quatro primeiros meses do ano passado, foram registrados 45 crimes em Cuiabá e 31 em Várzea Grande, totalizando 76 casos de homicídio.

Em 2019 foi registrado uma significativa queda, no mesmo período deste ano foram registrados 44 homicídios, sendo que 31 foram em Cuiabá e apenas 13 em Várzea Grande.

O trabalho que vem sendo desempenhado pelas equipes de segurança pública é primordial para esta queda que já representa 31% em Cuiabá e 58% em Várzea Grande, em modo geral se levarmos em conta os casos nas duas semanas foram registrados uma diminuição de 38% por cento.

Os dados disponíveis no portal do Sesp, impossibilita sabermos qual os números de homicídios foram registrados nos meses subsequentes a abril, já que estão disponíveis apenas os dados de Janeiro, Fevereiro, Março e Abril. Porém se fizermos uma análise superficial, podemos deduzir que este número vem diminuindo gradativamente.

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TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



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