Mato Grosso
Mulher é morta a facadas em bar pelo marido
Mato Grosso
Da Redação
Uma mulher de 28 anos, identificada como Renata Oscar de Castro, morreu após ser esfaqueada durante uma confusão em um bar, nesta quarta-feira (11), no município de Querência (927 km de Cuiabá–MT). Ela teria se negado a servir cerveja para o marido e acabou sendo atacada. Além dela, outra mulher e um homem também foram esfaqueados, um deles está internado em estado grave.
De acordo com as informações, uma das vítimas contou que a confusão começou após Renata se negar a pegar uma cerveja para o suspeito no freezer do bar. Com raiva, ele deu a volta no balcão, pegou uma faca e desferiu 3 golpes nela.
As vítimas foram socorridas e encaminhadas para uma unidade de saúde na região, mas Renata não resistiu aos ferimentos e veio a óbito. Um homem de 47 anos precisou passar por uma cirurgia e está internado em estado grave. A outra mulher atingida, de 25 anos, sofreu lesões na coxa, mas passa bem.
Policiais fizeram rondas na cidade para tentar localizar o suspeito, mas não obteve êxito.
O suspeito já é conhecido da polícia e tem várias passagens criminais por lesão corporal, dano e ameaça.
O caso foi registrado como feminicídio, e segue sob investigação da Polícia Civil.
Foto: Arquivo pessoal
Mato Grosso
TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.
A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.
O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.
“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.
A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.
“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.
Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.
O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.
Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.
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