Mato Grosso

Mulher é agredida e estuprada durante sequestro em Cuiabá

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Mato Grosso

Da Redação

No último domingo (14) uma mulher, de 34 anos, viveu uma noite de terror, após ter o carro invadido por três homens que a agrediram, sequestraram e estupraram, na Avenida Arquimedes Pereira Lima, em Cuiabá. O caso foi confirmado pela Polícia Judiciária Civil (PJC).

Segundo informações a vítima transitava pela via, em seu veículo, quando três homens pularam na frente do seu veículo e ela precisou frear bruscamente. Em seguida, os agressores entraram no e a obrigaram a seguir para o bairro Santa Cruz. Enquanto isso, o trio ameaçava a vítima, além de tapas e puxões de cabelo.

Ao passarem por um hospital abandonado, os criminosos deram ordem para que ela parasse. Um dos bandidos estuprou a mulher. Já os dois comparsas deram auxílio para que ele cometesse o crime.

Depois da violação sexual, os agressores fugiram a pé e levaram as chaves do carro da vítima. A mulher conseguiu acionar a Polícia Militar (PM), que a resgatou no local.

A mulher foi levada para o Hospital Júlio Muller, onde recebeu atendimento médico, já em companhia de sua família.

Em rondas, os militares procuraram pelo estuprador e seus comparsas, mas não foram encontrados.

O caso segue sob investigação pela Delegacia Especializada de Defesa da Mulher (DEDM).

Foto: PJC

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Mato Grosso

TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



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