Mato Grosso

MT terá 4,7 mil km de obras de asfalto novo e recuperação de rodovias

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Mato Grosso

Da Redação

O Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra), terá 4,7 mil quilômetros de obras rodoviárias em execução e contratadas até o fim de 2020. Desse total, 1.000 quilômetros de asfaltamento e 1.200 km de restauração de rodovias já estão em andamento. As demais obras estão em fase final de contratação pelo Poder Público.

“Entre as obras em execução, obras que estamos entregando e obras que vão entrar em fase de execução, nós teremos 312 canteiros em Mato Grosso. Neste mês sairão várias licitações para executar serviços em todas as regiões de Mato Grosso”, destacou o secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, Marcelo de Oliveira.

Ainda de acordo com ele, estão em processo de contratação 12 obras de pavimentação, 13 de pontes de concreto, além de mais uma obra de restauração, que começarão ainda neste ano. Serão 437 quilômetros de novas pavimentações nas regiões do Araguaia, Xingu, Centro Norte e Baixada Cuiabana e mais 45,42 quilômetros de rodovias recuperadas na região do Araguaia, na rodovia MT-100, entre os municípios de Ribeirãozinho e Torixoréu.

Essas obras vão complementar os investimentos de mais de R$ 1 bilhão já realizados neste ano de 2020 e que são executados em todas as regiões de Mato Grosso. Estão em andamento 46 obras de pavimentação, totalizando mil quilômetros, outras 27 obras de restauração e revitalização, em uma extensão de 1,2 mil quilômetros, além de 139 pontes de concreto, sendo 60 de médio e grande porte.

“Em outubro, sai o processo licitatório para a contratação de projeto executivo de 1.171 quilômetros de pavimentação em várias MTs e em todas as regiões do Estado, que totalizam 21 obras. E junto faremos a contratação de projetos de mais 50 pontes de concreto. A população precisa dessas estradas, principalmente em um Estado que produz 70 milhões de toneladas de grãos”, disse o secretário.

Marcelo de Oliveira destacou ainda que, além dos investimentos realizados diretamente pelo Governo do Estado, já foram contabilizadas 1.270 pequenas pontes de madeira que serão substituídas por aduelas de concreto, bueiros metálicos, pontes mistas, vigas metálicas e tabuleiros de concreto nas rodovias estaduais.

Também serão executadas outras obras em parceria com municípios, associações e consórcios intermunicipais nas estradas vicinais, por meio do programa de substituição de pontes de madeira de pequeno porte. Serão adquiridos pelo Governo do Estado e repassados aos municípios 5 mil metros de bueiros metálicos, 22 mil metros lineares de aduelas de concreto e 900 pares de conjuntos de vigas metálicas e lajes pré-moldadas.

“Estamos fazendo hoje um programa de 5 mil pontes nas estradas vicinais e também nas estaduais. São pontes de pequeno porte. E até o final de 2022 vamos entregar 350 pontes de médio e grande portes nas rodovias estaduais. O Governo não para. É trabalhar e cobrar a responsabilidade de todos. Fazer parcerias com prefeituras, associações, consórcios”, afirmou Oliveira.

O secretário ressaltou que, através dessas obras, o Governo do Estado está retirando verdadeiros obstáculos na vida daqueles que precisam transitar pelas rodovias estaduais.

“Estamos substituindo esses obstáculos para que possamos dar melhor qualidade no direito de ir e vir do cidadão, do ônibus escolar, da ambulância, do trabalhador rural, da agricultura familiar e, também, no transporte de grãos, de logística de Mato Grosso. É o Estado pensando, de um modo geral, em todas as regiões e em toda a sua população”, encerrou o secretário.

Muito mais por vir

Para 2021, o Governo do Estado já estabeleceu, no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA 2021), investimentos em infraestrutura na ordem de R$ 549 milhões. Os recursos serão aplicados na reforma e construção de 125 pontes, pavimentação e reconstrução de 35 rodovias, na retomada das obras do Hospital Universitário e em 45 obras conveniadas com municípios.

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Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri

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Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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