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MPE oferece nova denúncia contra Silval e mais sete pessoas

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Da Redação

Uma nova denuncia foi oferecida pelo Ministério Público Estadual (MPE) contra o ex-governador Silval Barbosa, e outras sete pessoas por suspeita na participação em um esquema criminoso que fraudava e desviava dinheiro de contratos do antigo Centro de Processamento de Dados do Estado (Cepromat), atualmente Empresa Mato-grossense de Tecnologia da Informação (MTI).

Os empresários Valdir Piran e Weydson Soares Fonteles, o ex-secretário da Casa Civil Pedro Nadaf, o ex-adjunto da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), Francisvaldo Pereira de Assunção, o ex-presidente da Cepromat, Wilson Celso Teixeira, os ex-diretores de gestão e tecnologia do órgão Edevamilton de Lima Oliveira e Djalma Souza Soares, também foram incluídos na denúncia.

A denúncia foi oferecida no último dia 10 de janeiro pelo promotor de Justiça Sérgio Silva da Costa e foi apresentada em resultado das investigações que fazem parte da “Operação Quadro Negro” que foi deflagrada pela Polícia Judiciária Civil (PJC) em outubro de 2019.

De acordo com a denúncia, após uma auditoria realizada na Controladoria Geral do Estado (GGE) um inquérito policial foi instaurado, a auditoria apontou diversas irregularidades em contratações e execução de contratos entre a Cepromat e a empresa Avançar Tecnologia em Software, o contrato em questão seria para o fornecimento de software educacional, customização, mídias de instalação, capacitação de professores, manutenção e acompanhamento técnico pedagógico no valor de R$ 7,9 milhões.

Nadaf e Silval afirmaram em seus depoimentos que os contratos foram manipulados para sanar dívidas de Silval com o empresário Valdir Piran.

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Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri

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Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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