Mato Grosso
MP destina recursos para centro de pesquisa sobre incêndios florestais
Mato Grosso
O Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) destinará cerca de R$ 2 milhões para a estruturação e implementação do Centro de Pesquisa Aplicada aos Incêndios Florestais, iniciativa que visa fortalecer o monitoramento, a prevenção e o combate aos incêndios florestais em todo o estado. O projeto será executado em parceria com o Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT).Os recursos são provenientes de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado pelo MPMT no âmbito de uma ação de compensação e reparação por danos ambientais, proposta pelo promotor de Justiça Marco Antonio Prado Nogueira Perroni, da 2ª Promotoria de Justiça de São Félix do Araguaia. A destinação ocorre por meio do Banco de Projetos, Fundos e Entidades (Bapre). O cronograma estabelecido no termo prevê o repasse dos valores de forma parcelada, com conclusão em junho de 2027, período em que também está prevista a inauguração do centro. A estrutura será inédita em Mato Grosso e é considerada pioneira na América Latina.Conforme o procurador-geral de Justiça do MPMT, Rodrigo Fonseca Costa, a atuação do Ministério Público vai além da responsabilização pelos danos ambientais. “Nosso compromisso é transformar recursos oriundos de reparações em investimentos capazes de gerar impacto duradouro, fortalecer a política ambiental e proteger de forma efetiva os biomas mato-grossenses para as atuais e futuras gerações”, garantiu.A escolha do projeto para receber os recursos do TAC ocorreu após apresentação institucional realizada pelo comandante-geral do CBMMT, coronel BM Flávio Glêdson Vieira Bezerra, ao promotor de Justiça, no fim do mês de março. De acordo com o comandante-geral do CBMMT, a destinação do recurso neste momento representa o reconhecimento da importância do projeto para a preservação ambiental e fortalece a atuação integrada entre as instituições envolvidas. “Essa parceria com o Ministério Público demonstra que o enfrentamento aos incêndios florestais exige uma atuação conjunta, estratégica e permanente. Trata-se de um esforço coletivo, que une diferentes instituições em torno de proteger nossos biomas e reduzir os impactos ambientais. Com esse centro, avançamos não apenas em estrutura, mas em cooperação e responsabilidade compartilhada”, destacou.O Centro de Pesquisa Aplicada aos Incêndios Florestais deverá atuar como referência na produção de conhecimento técnico-científico voltado aos biomas Pantanal, Cerrado e Amazônia mato-grossense. O projeto prevê a instalação de um laboratório de queima controlada, um laboratório de sensoriamento remoto e imageamento, além de bases de campo para pesquisas aplicadas.Os dados produzidos subsidiarão decisões estratégicas, qualificarão o planejamento operacional e contribuirão para a capacitação dos bombeiros militares e a articulação entre os órgãos responsáveis pela gestão ambiental.Para o promotor de Justiça Marco Antonio Prado Nogueira Perroni, a iniciativa representa uma aplicação efetiva dos recursos de compensação ambiental, com potencial de impacto permanente na prevenção de novos danos ambientais.“O Ministério Público recebeu com grande entusiasmo a intenção do Corpo de Bombeiros de criar um centro de estudos para aperfeiçoar o combate ao fogo que assola os três biomas mato-grossenses. Dada a grandeza do projeto, no ato da apresentação já externei meu compromisso com a destinação dos recursos. Trabalhamos com a margem entre um mês e um ano, mas graças da Deus conseguimos a totalidade do importe em uma semana”, concluiu o promotor.(Com informações do CBMMT).
Fotos: MPMT e CBBMMT.
Fonte: Ministério Público MT – MT
Mato Grosso
MPMT promove webinar sobre prevenção ao suicídio no Setembro Amarelo
O Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) promove, no dia 22 de setembro de 2026 (terça-feira), das 9h às 11h (horário de Mato Grosso), o webinar “É possível prevenir o suicídio?”. O evento será realizado de forma virtual, por meio da plataforma Microsoft Teams, com transmissão ao vivo pelo canal oficial do MPMT no YouTube. A iniciativa é da Procuradoria de Justiça Especializada na Defesa da Cidadania, Consumidor, Direitos Humanos, Minorias, Segurança Alimentar e Estado Laico, em parceria com o Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT.Em alusão ao Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio e à campanha Setembro Amarelo, o webinar tem como objetivo promover uma reflexão sobre as possibilidades de prevenção do suicídio, os fatores de risco e proteção, os sinais de alerta e as formas adequadas de acolhimento e encaminhamento. A proposta busca ampliar o conhecimento sobre o tema, reduzir estigmas relacionados ao sofrimento psíquico e sensibilizar os participantes para a importância da escuta atenta, do cuidado com a saúde mental e do reconhecimento precoce de situações que demandem intervenção profissional.A programação incluirá a palestra “É possível prevenir o suicídio?”, ministrada pela psiquiatra e psicoterapeuta Juliana Belo Diniz. O debate contará com a participação do promotor de Justiça Carlos Rubens de Freitas Oliveira Filho. A abertura do evento será conduzida pelo procurador de Justiça José Antônio Borges Pereira, titular da Procuradoria Especializada. O webinar é destinado a membros(as), servidores(as), estagiários(as), residentes e colaboradores(as) do Ministério Público, além do público externo interessado na temática. Haverá emissão de certificado, com carga horária de duas horas, mediante assinatura do formulário de presença. Sobre a palestrante – Juliana Belo Diniz é médica psiquiatra, psicoterapeuta e pesquisadora, reconhecida por sua atuação acadêmica e clínica na área da saúde mental. Graduada em Medicina pela Universidade de São Paulo (USP), concluiu residência médica em Psiquiatria e doutorado na mesma instituição. Também possui especialização em pesquisa clínica pela Universidade Harvard e pós-doutorado pela USP. Atualmente, é pesquisadora do Programa Transtornos do Espectro Obsessivo Compulsivo do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da USP e atua na prática clínica como psiquiatra e psicoterapeuta.Autora do livro “O que os psiquiatras não te contam”, a especialista defende uma abordagem humanizada da saúde mental, destacando a importância da escuta, da empatia e do cuidado integral no enfrentamento do sofrimento psíquico. Em sua obra, discute os impactos das transformações sociais na saúde mental contemporânea e propõe reflexões sobre temas como medicalização, produtividade excessiva e promoção do bem-estar.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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