Mato Grosso
Morre tenente fundador de um dos mais importantes projetos sociais da PM em Cuiabá
Mato Grosso
Da Redação
Morreu na madrugada desta quinta-feira (06.06), por volta das 05h, o tenente da reforma remunerada Carlos Alberto Lopes dos Reis, de 57 anos, fundador do projeto social Só Alegria, sediado no bairro Pedra 90.
A Polícia Militar lamenta a morte do policial e informa que o velório está acontecendo na Capela Jardim, sala Tulipas, em Cuiabá. O sepultamento ocorrerá na sexta-feira (07.06), as 17h, no Cemitério Parque Bom Jesus de Cuiabá, no Coxipó. As 16h o cortejo deixará a capela onde o corpo está sendo velado.
O tenente Lopes morreu em casa, enquanto dormia. Ele estava se recuperando de um infarto, o segundo, sofrido semanas atrás, mas há pelos menos três anos o militar fazia tratamento renal com sessões de homodiálise. O diagnóstico da insuficiência renal seria conseqüência de complicações decorrentes do primeiro infarto, que sofreu em 2016.
Com seis filhos e cinco netos, Lopes deixa um sentimento de orgulho entre familiares e colegas de profissão. A filha Karoline Lopes, de 27 anos, conta que o último ano de vida do pai, foi de alegria. No dia 12 do mês passado, por exemplo, além do aniversário, quando comemorou 57 anos, Lopes celebrou um ano sem internação hospitalar. Todavia, a vida o surpreendeu, dias depois, com o segundo infarto e retorno ao hospital.
“Meu pai amava a Polícia Militar, tinha orgulho de ser policial militar. Também amava a vida, lutou muito por viver”, define a filha Karoline.
Operacional e Social
Além servir nas ruas, atuando no policiamento, como fez em diversos batalhões e em setores administrativos nos 31 anos da carreira militar, Lopes trabalhou preventivamente com crianças e adolescente em situação de vulnerabilidade social.
Foi ele quem criou, em 2003, o projeto Só Alegria, uma das mais importantes ações sociais da Polícia Militar, desenvolvida atualmente em parceria com a Prefeitura de Cuiabá e o Sesc Balneário. Hoje o Só Alegria está sob a coordenação do sargento Renato Oliveira e atende 200 crianças e adolescentes com idade entre 9 e 16 anos. Aos participantes são oferecidas atividades de ordem unida, disciplina militar, aula de capoeira, dança e reforço escolar.
Fonte: PM/MT / LINK: http://www.pm.mt.gov.br/-/11939521-morre-tenente-fundador-de-um-dos-mais-importantes-projetos-sociais-da-pm-em-cuiaba / FOTO: Acervo Pessoal
Mato Grosso
TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.
A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.
O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.
“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.
A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.
“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.
Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.
O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.
Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.
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