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Moradores tentam tirar nome Emílio Odebrecht de rua em Salvador

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Moradores vão à prefeitura de Salvador para trocar nome da Rua Emílio Odebrecht, uma homenagem ao bisavô de Marcelo Odebrehct e não ao pai e delator

 

Da Redação

 

Um grupo de soteropolitanos procurou a prefeitura de Salvador com um pedido que releva a que ponto chegou a vergonha em estar associado ao nome Odebrecht, a maior empreiteira do país e outrora um símbolo do orgulho baiano. Eles queriam mudar o nome da rua onde vivem, no bairro da Pituba. Ela se chama Rua Emílio Odebrecht.

Os moradores foram demovidos da ideia. Por meio de consulta a registros oficiais, eles descobriram que o batismo da rua não era uma reverência ao hoje notório Emílio Odebrecht, o patriarca do clã que ao lado do filho Marcelo Bahia Odebrecht delatou com naturalidade à Operação Lava-Jato como corrompeu políticos e financiou irregularmente campanhas eleitorais por mais de trinta anos, em troca de benefícios para seu grupo empresarial.

SE ESSA RUA FOSSE MINHA – Moradores tentaram tirar o nome de Emílio Odebrecht, o avô, por causa do envolvimento do neto e atual patriarca do clã na Operação Lava-Jato, da qual é um dos delatores .

A rua homenageia outro Emílio Odebrecht, um dos precursores da construção civil no Nordeste, antigo sócio da Isaac Gondim e Odebrecht Ltda e criador, em 1923, da Emílio Odebrecht & Cia. O Emílio Odebrecht em questão foi pai de Norberto Odebrecht, fundador da atual construtora, avô de Emílio Odebrecht e bisavô de Marcelo Odebrecht – os dois últimos delatores da Lava-Jato.

Por enquanto, tudo como dantes na Rua Emílio Odebrecht, assim batizada em 1966, por meio de lei aprovada na Câmara Municipal e sancionada pelo então prefeito biônico Nelson de Oliveira. Mas o prestígio da família ficou abalado.

 

Fonte: Veja

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Naco cumpre 12 ordens por suspeita de fraude em licitações

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O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) cumpre, na manhã desta sexta-feira (25), 12 ordens judiciais em Pontes e Lacerda (a 483 km de Cuiabá) contra agentes públicos e pessoas ligadas à iniciativa privada investigados por supostas irregularidades em contratos firmados pela Prefeitura entre 2017 e 2024. A operação é coordenada pelo Núcleo de Ações de Competência Originária (Naco), que apura possíveis crimes de fraude em licitações, lavagem de dinheiro e associação criminosa. Segundo a investigação, há indícios de favorecimento da empresa Concretubos Pré-Moldados Ltda. em contratos celebrados com o município. Conforme o Naco, foram identificados sete contratos entre a empresa e a administração municipal. Desses, cinco foram firmados entre 2022 e 2023 e totalizaram cerca de R$ 4,7 milhões. Com a atualização monetária, o valor alcança R$ 5,78 milhões. As investigações também apontaram possíveis vínculos familiares, empresariais e funcionais entre agentes públicos e particulares relacionados às contratações. Relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) também identificaram movimentações financeiras suspeitas. A investigação também identificou a compra da propriedade rural Estância Rancho Fundo I pelo ex-prefeito de Pontes e Lacerda, Alcino Pereira Barcelos. De acordo com a apuração, a negociação previa o pagamento por meio da entrega de 100 cabeças de gado da raça Nelore. Os investigadores não encontraram registros oficiais de movimentação pecuária compatíveis com a transação. As medidas autorizadas pela Justiça incluem mandados de busca e apreensão, acesso a dados telemáticos, quebra dos sigilos bancário, fiscal e financeiro dos investigados, além da indisponibilidade de bens, direitos e valores. A ação conta com apoio da Polícia Civil ( PJC) e da Controladoria-Geral do Estado (CGE).

Fonte: Ministério Público MT – MT



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