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Moradores de Vila Picada acessam serviços essenciais durante Expedição Justiça Sem Fronteiras

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No arquivo Em uma região onde a distância dos centros urbanos e as particularidades da fronteira entre Brasil e Bolívia costumam dificultar o acesso a serviços essenciais, a segunda edição da Expedição Justiça Sem Fronteiras levou atendimentos e soluções a moradores de Vila Picada, em Porto Esperidião (323 km de Cuiabá).

Durante os dois dias de atendimentos, realizados na Escola Municipal Dona Lila Hill de Souza, brasileiros e bolivianos residentes na comunidade puderam regularizar documentos, buscar benefícios previdenciários e acessar diversos serviços públicos sem precisar percorrer longas distâncias.

Retrato em primeiro plano de uma idosa indígena de cabelos brancos compridos no arquivo Uma das atendidas pela expedição foi a aposentada Rafaela Chue Suquere Tossue, de 90 anos. O caso dela começou a ser acompanhado durante a primeira edição da Expedição Justiça Sem Fronteiras realizada na região.

Enfrentando dificuldades relacionadas ao recebimento de seu benefício previdenciário, após ser atendida ela teve sua situação encaminhada e saiu com a expectativa de receber valores retroativos que estavam pendentes. “Estou feliz. Agradeço a Deus e a todos que vieram ajudar. Agora está tudo resolvido”, afirmou.

O filho dela, João Marildo Suquere Tossue, conta que a família buscava uma solução para o problema. “Ela recebia o benefício, depois houve uma mudança e os pagamentos ficaram travados. No ano passado fizemos um pedido durante a expedição e agora conseguimos resolver. É muito bom porque não precisamos sair daqui para buscar atendimento em outra cidade. Tudo foi resolvido aqui”, relatou.

No arquivo Outro morador beneficiado foi Antônio Muquissai, de 60 anos. Ele aproveitou a presença do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) para dar andamento ao processo de aposentadoria. Acompanhado da filha, Mariely Muquissai, também buscou outros serviços oferecidos durante a expedição.

“Além da aposentadoria do meu pai, passamos por outros atendimentos, como de documentação e serviços da Caixa. Foi uma experiência muito boa e uma oportunidade importante para quem mora longe da cidade”, disse.

A ação também beneficiou famílias bolivianas que vivem em território brasileiro e enfrentam dificuldades para acessar serviços de documentação. Morador da região, João Paulo Massai aproveitou para emitir o CPF da filha brasileira e regularizar a própria documentação.

Uma família indígena de cinco pessoas posa junta ao ar livre diante de uma grande unidade móvel azul da Caixa Econômica Federal.Ele afirma que iniciativas como essa facilitam a vida de quem vive distante dos centros urbanos e dependem de deslocamentos longos para acessar serviços básicos. “É muito difícil a gente ter a oportunidade de fazer documentos aqui. Muitas vezes precisamos viajar para outras cidades, gastar dinheiro e nem sempre conseguimos resolver tudo. Agora deu certo e consegui fazer o CPF da minha filha”, ressaltou.

A esposa de João, Tereza Massai, também reforça a importância do atendimento próximo à comunidade. “Se não tivesse esse atendimento aqui, teríamos que ir até Cáceres para resolver a documentação. Isso ajuda muito a população e facilita bastante para quem não tem condições de viajar”, pontuou.

Expedição Justiça Sem Fronteiras

Promovida pelo Poder Judiciário de Mato Grosso (PJMT), por meio da Justiça Comunitária, a Expedição Justiça Sem Fronteiras reúne instituições parceiras para levar serviços de cidadania, documentação, orientação jurídica, assistência social, saúde e acesso a benefícios para comunidades localizadas na faixa de fronteira entre Brasil e Bolívia. Nesta segunda edição, os atendimentos passaram pelas comunidades de Palmarito e Santa Clara de Monte Cristo, em Vila Bela da Santíssima Trindade, e Vila Picada, em Porto Esperidião.

Autor: Emily Magalhães

Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT



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Cemulher-MT capacita mais de 200 servidores de Terra Nova do Norte e Nova Guarita

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Foto de um grupo grande de pessoas. Ao fundo uma parede verde.A Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (Cemulher-MT) capacitou, no dia 23 de julho, profissionais que atuam na Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher dos municípios de Terra Nova do Norte e Nova Guarita.

Promovido pela Cemulher-MT, sob a coordenação da desembargadora Vandymara Galvão Ramos Paiva Zanolo, o curso orientou os participantes sobre atendimento humanizado às vítimas, identificação dos sinais de violência, aplicação da legislação e realização de encaminhamentos adequados. A iniciativa busca evitar a revitimização e fortalecer a atuação integrada da rede de proteção.

Participaram da capacitação psicólogos, assistentes sociais, policiais, operadores do Direito e estudantes da Rede Estadual de Ensino. Ao todo, 260 pessoas, entre elas 221 servidores públicos, acompanharam as atividades conduzidas pela assessora técnica multidisciplinar da Cemulher-MT, Adriany Carvalho.

A Rede de Enfrentamento reúne órgãos públicos e entidades responsáveis pela prevenção, proteção e atendimento às mulheres em situação de violência, entre eles o Poder Judiciário, o Ministério Público e as secretarias municipais.

Para o juiz da Comarca de Terra Nova do Norte, que também atende Nova Guarita, Iorran Damasceno Oliveira, a atuação integrada da rede é essencial para ampliar as ações preventivas e conscientizar a população.

“Vivemos em tempos em que os dados são alarmantes e os casos de violência contra a mulher aumentam a cada dia. Além da repressão aos crimes, é fundamental investir na prevenção para conscientizar a população, reduzir esses números e alcançar resultados cada vez melhores”, afirmou o magistrado.

Adriany Carvalho destacou o comprometimento dos prefeitos dos dois municípios, que mobilizaram equipes do Poder Executivo para participar da capacitação, além da integração entre as administrações municipais e o Poder Judiciário.

O prefeito de Nova Guarita, Edson Gonzaga Ribeiro ressaltou a importância da iniciativa para qualificar os servidores e ampliar o trabalho desenvolvido pelos municípios.

“É muito importante termos essa capacitação em nossa região. Parabenizo o Judiciário e todos os envolvidos. Depois que assumimos a gestão, passamos a conhecer de perto a realidade de cada município. Precisamos preparar nossas equipes para atuar na prevenção e fortalecer a autonomia das mulheres. Infelizmente, Mato Grosso está entre os estados com maiores índices de violência contra a mulher. Se cada município fizer a sua parte, trabalhando de forma integrada, poderemos mudar essa realidade”, avaliou o prefeito.

Autor: Marcia Marafon

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT



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