Mato Grosso

Menino Claudemir continua desaparecido; mãe e padrasto são suspeitos

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Mato Grosso

Da Redação

O desaparecimento do menino Claudemir Ramos Quintino, 10 anos, completou cinquenta dias, até o momento a polícia ainda não tem pistas que levem até o paradeiro da criança desaparecida em dezembro de 2019, em Nova Ubiratã (506 km de Cuiabá).

A Polícia Judiciária Civil (PJC) através da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) estão investigando o caso, após as primeiras investigações, a mãe e o padrasto do garoto são considerados suspeitos do desaparecimento da criança, que revelou, foi o delegado Nilson Farias que conduz o caso.

De acordo com Farias, os celulares do irmão, da mãe e do padrasto foram apreendidos e passarão por uma perícia. O delegado ainda revelou que a polícia recebeu uma informação de que o garoto estaria escondido em um assentamento rural na cidade de Feliz Natal, a pessoa que fez a denúncia, teria ouvido um homem até o momento não identificado, dizer que estava com a criança.

Os agentes foram até o local apontado pelo denunciante, porém não localizaram o garoto, durante as diligências, moradores da região foram interrogados, mas os investigadores não conseguiram nenhuma informação que levasse ao paradeiro de Claudemir.

Na busca pela criança, as autoridades realizaram buscas com cães farejadores e com um helicóptero na cidade onde o menino desapareceu, porém, o mesmo não foi localizado até então.

A suspeita de que a família tenha envolvimento com o desaparecimento do garoto surgiu, após testemunhas afirmarem a polícia que Claudemir sofria abusos sexuais que que há a possibilidade de ele ter fugido de casa.

Ainda de acordo com o delegado, a testemunha relatou que teria ouvido o garoto dizer que “um dia seria homem”, a frase foi dita exatamente no dia que a criança desapareceu.

Um fato que chama a atenção no caso, foi que a família demorou quatro dias para registrar o desaparecimento do menor, após o desaparecimento do garoto, a mãe chegou a realizar a matricula do menino em uma unidade escolar, o que chama a atenção, é que o garoto não frequentava a escola nos anos anteriores.

Farias ressaltou em uma entrevista, que até o momento ninguém foi preso porque ainda não foi comprovado nenhum crime, porém, caso as suspeitas sejam comprovadas um mandado de prisão preventiva deverá ser decretado pela Justiça.

Sem muitas informações concretas que levem ao paradeiro do garoto, os investigadores continuam trabalhando para elucidar o caso.

Foto: Acervo Pessoal

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Mato Grosso

TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



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