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Mendes acredita que ainda no primeiro semestre de 2020 será apresentada uma solução para o VLT

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Da Redação

O Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), vem dando dor de cabeça para o governador do Estado, Mauro Mendes (DEM), a obra que deveria ter sido entregue ainda na Copa do Mundo de 2014, está longe de ser terminada, além disso, está paralisada a pelo menos cinco anos.

Porém, Mendes espera o resultado de um estudo para apresentar uma solução ao modal, no qual ele classifica como “grande confusão”. Durante uma inauguração na semana passada, Mendes lamentou não ter apresentado uma solução para os impasses em seu primeiro ano de mandato.

A expectativa de Mendes, é que ainda no primeiro semestre de 2020 uma solução seja apresentada, o governador lembrou ainda que existem outras obras paralisadas que serão entregues, mas destaca que a única que vem dando dor de cabeça é o VLT. “Temos ainda outras obras importantes iniciadas em tempos preteridos que não foram concluídas e que seguramente iremos concluir. A única que está sob judice ou sobre definição é com relação ao VLT. Essa grande confusão que armaram para o Estado de Mato Grosso”, afirmou Mendes.

Mendes afirmou ainda que a intensão era apresentar uma solução ainda em seu primeiro ano de mandato, mas garantiu que no primeiro semestre uma solução para o modal. “A intenção era fazê-lo no primeiro ano, lamentavelmente, não foi possível por conta das inúmeras variáveis pertinentes a esse processo, mas ao longo deste primeiro semestre tenho certeza que teremos todos os elementos para tomar a melhor decisão não só para baixada cuiabana, mas para todo o Estado de Mato Grosso”, disse.

Ainda em julho do ano passado, uma parceria entre o Governo de Mato Grosso e a Secretaria Nacional de Mobilidade Urbana, ligada ao Ministério de Desenvolvimento Regional, foi firmada para montar um grupo de trabalho e assim apresentar uma solução para o problema, porém, Ricardo Caiado de Alvarenga, secretário da pasta resolveu prorrogar por mais 120 dias a conclusão dos trabalhos.

Um estudo técnico que está sendo realizado deverá apontar se a continuação das obras ainda é viável, mas após uma nota técnica dos órgãos do ministério, apontou a necessidade de mais prazos para a conclusão da análise técnica sobre o VLT.

Iniciada em 2013, as obras do VLT deveriam ter sido entregues em 2014 durante a Copa do Mundo, porém não ficou pronta, no ano seguinte, em 2015, após uma determinação da Justiça as obras foram paralisadas após suspeitas de fraudes nos processos licitatórios do modal. Desde então, as obras se transformaram em uma verdadeira “pedra no sapato” do Governo que até o momento não conseguiu apresentar uma solução.

Foto: Mayke Toscano/Secom-MT

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Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri

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Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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