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Membro de facção apontado como autor de decapitação de duas pessoas é preso pela polícia

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(Foto: Á esquerda, o mototaxista Reinaldo Ribeiro de Barros, uma das vítimas. Á direita, Welligton Ferreira da Silva, acusado pelo crime)

Da Redação

Welligton Ferreira da Silva, também conhecido como Pateta, teve um mandado de prisão temporária cumprida pela Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção á Pessoa (DHPP) nesta segunda-feira (15).

De acordo com as informações, Pateta é acusado de ser um dos autores identificados pela morte de dois homens que foram decapitados em março de 2018, imagens do crime chegaram a ser divulgadas em redes sociais.

As vítimas, o mototaxista, Reinaldo Ribeiro de Barros, 38 anos e o vendedor, Rubens Eloi da Silva, 53 anos foram decapitados a mando de uma facção criminosa na qual Pateta faz parte. Os corpos de Reinaldo e Rubens foram encontrados na região do Brail 21, em Cuiabá.

Após se envolver em uma ocorrência na qual houve troca de tiros com policiais militares, Pateta foi atingido e encaminhado para o Pronto Socorro Municipal.

Ainda de acordo com as informações o inquérito que apurou a morte do vendedor e do mototaxista já foi concluído e os autores já foram identificados. Pateta era o único dos apontados como autores que ainda não havia sido preso, dois dos suspeitos foram mortos em confrontos com a polícia e um jovem que tinha 17 anos na época do crime está internado em um Centro Socioeducativo.

O crime ganhou bastante repercussão na época, principalmente em redes sociais e aplicativos de troca de mensagens, onde vídeos e imagens foram divulgados pelos próprios criminosos.

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TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



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