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Mauro Mendes diz que setor público precisa dar exemplo na aprendizagem de jovens do sistema socioeducativo

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Da Redação

O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (DEM), falou em entrevista que as instituições públicas precisam dar exemplo na questão de aprendizagem de jovens e adolescentes que ingressem no sistema socioeducativo.

De acordo com Mendes, com está ação, é possível fazer com que empresas tenham interesse em participar do programa de aprendizagem profissional, e assim cumpram o que é exigido na lei que obriga as empresas a reservarem um percentual para ações deste tipo.

 O governador falou sobre o assunto durante a abertura do painel “Política de Aprendizagem” que aconteceu na tarde desta terça-feira (12), no Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ-MT), na ocasião argumentou ainda que a união dos poderes, instituições e federações são fundamentais para que os jovens possas ser inseridos no mercado de trabalho, e assim poderem trilharem um caminho diferente. Disse ainda que o Governo do Estado dará exemplo e pretende buscar dentro das secretarias e dos órgãos públicos oportunidades.

“Esse trabalho é fundamental e tem que ser feito a quatro mãos por todas as instituições envolvidas, os poderes, as associações, federações e o setor produtivo. O Governo do Estado pretende dar o exemplo, buscando dentro das nossas secretarias e dos nossos órgãos criar essas oportunidades. E, a partir daí, cobrarmos da iniciativa privada para que também coopere e colabore, para que possamos através da educação profissional dar oportunidades e criar uma alternativa para esses jovens”, disse Mendes.

Já Carlos Alberto Alves, presidente do Tribunal de Justiça do Estado afirmou que o encontro é fundamental para que o setor empresarial possa se envolver nesta causa, e assim possa obter informações mais precisas sobre o procedimento para empregar um menor.

Para a presidente do Tribunal Regional do Trabalho, desembargadora Eliney Veloso, a aprendizagem é um “mundo novo e cabe a nós promovermos a transformação desses jovens”. 

“Colocá-los no mercado de trabalho é tirá-los do risco e de péssimas influências do mundo da criminalidade”, pontuou, defendendo ainda que o empresário precisa “se sensibilizar para o cumprimento da cota exigida na lei, pois a legislação tem uma finalidade, a de transformar a vida dos jovens”.

O evento também contou com a participação da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (Fecomércio), da Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt), da Assembleia Legislativa de Mato Grosso e da Superintendência Regional do Trabalho de Mato Grosso.

Com assessoria

Foto:  Marcos Vergueiro/Secom-MT

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Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri

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Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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