Mato Grosso
Mauro Mendes defende que países ricos paguem por preservação ambiental
Mato Grosso
Da Redação
O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (DEM) está participando de uma agenda em Nova York (EUA) na Semana do Clima, em seu discurso, Mendes defendeu que os países ricos e grandes empresas ressarçam os Estados e países pela conservação do meio ambiente.
O governador discursou e debateu sobre o assunto com autoridades internacionais, grandes empresários, investidores, financiadores, cientistas, Ongs ambientais, etc, sobre a importância de se preservar os ativos ambientais para o Estado.
Mendes disse em seu discurso que o Mato Grosso é o maior produtor de proteínas animais e vegetais e possui a capacidade de produzir alimento e ao mesmo tempo preservar os ativos ambientais. Ainda de acordo com o governador, a produção em Mato Grosso poderá ser duplicada já nos próximos dez anos, e ainda assim os 63% do território continuarão preservados.
Mendes aproveitou o momento para afirmar que gostaria que as demais partes do planeta possuísse o mesmo nível de produção com o mesmo nível de preservação que o Estado de Mato Grosso possui.
Ressaltou ainda que o povo de Mato Grosso possui consciência absoluta sobre os fenômenos que envolvem a questão do aquecimento global e que o grande desafio do mundo hoje é de fato a preservação.
Mendes aproveitou o momento para falar sobre o sistema adquirido pelo governo para realizar o monitoramento das áreas de matas no Estado, disse que o sistema que foi adquirido em parceria com o banco alemão KFW permite detectar e monitorar qualquer desmatamento que seja acima de meio hectare, tudo em tempo real.
O governador, porém, assumiu que isso ainda não é o suficiente para a proteção integral do meio ambiente, disse ainda que uma estratégia para o desenvolvimento sustentável não pode estar apenas ligado a repressão, e sim na criação de mecanismos para que o desenvolvimento sustentável de fato aconteça como uma forma de proteção e florestas.
Foto: Secom-MT
Mato Grosso
Júri de policiais penais é adiado após dissolução do conselho
O julgamento de três réus, dois deles policiais penais, acusados de envolvimento no homicídio de Giovanni Henrique Oliveira Lopes, ocorrido em 2018, foi interrompido nesta terça-feira (13) após a dissolução do Conselho de Sentença. A decisão foi proferida pelo Juízo responsável pelo caso em razão da apresentação, pela defesa, de um relatório sigiloso que não constava nos autos disponíveis na Comarca de Primavera do Leste.A controvérsia sobre o documento foi levantada pelos advogados dos réus, que sustentaram que o relatório já havia sido juntado ao processo quando o feito tramitava na Comarca de Poxoréu. Segundo a defesa, o material não teria sido encaminhado quando os autos foram transferidos para Primavera do Leste, após o desaforamento do julgamento.Os promotores de Justiça Fabison Miranda Cardoso e Eduardo Antônio Ferreira Zaque, integrantes do Grupo de Atuação Especial do Tribunal do Júri (GaeJúri) do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), manifestaram-se pela impugnação do relatório, sustentando a impossibilidade de utilização do documento nas circunstâncias apresentadas e prosseguimento do Júri.“Após a oitiva de várias testemunhas, a defesa apresentou um relatório supostamente sigiloso. O processo tramitava em Poxoréu e foi desaforado para Primavera do Leste. Quando os autos foram encaminhados, esse anexo sigiloso não foi enviado. Todos fomos surpreendidos em plenário. O Ministério Público suscitou questão de ordem para que o relatório fosse excluído ou não fosse utilizado”, explicou o promotor de Justiça Fabison Miranda Cardoso.Diante da situação, a magistrada determinou a dissolução do Conselho de Sentença e redesignou o julgamento para o dia 20 de janeiro de 2027, às 8h. Antes da interrupção dos trabalhos, dez testemunhas chegaram a ser ouvidas em plenário.“Com a dissolução do Conselho de Sentença, é designada uma nova data para o julgamento. Um novo conselho será sorteado e as testemunhas arroladas pelo Ministério Público, pela defesa e pela assistência de acusação voltarão a ser ouvidas. O Júri recomeça desde o início, com novo sorteio dos jurados, já que os integrantes do conselho dissolvido tiveram contato direto com os fatos discutidos nesta sessão”, explicou o promotor de Justiça Eduardo Antônio Ferreira Zaque.O processo apura o assassinato de Giovanni Henrique Oliveira Lopes, ocorrido em 1º de maio de 2018, em Poxoréu. Conforme a denúncia do Ministério Público, após uma discussão iniciada durante o evento denominado Encontro de Violeiros, a vítima foi perseguida até uma residência, onde foi atingida por disparo de arma de fogo.Respondem ao júri o policial penal Fábio Domingos, acusado de homicídio qualificado por recurso que dificultou ou impossibilitou a defesa da vítima e apontado pelo Ministério Público como autor do disparo fatal; o policial penal Carlos Jesus de Oliveira, denunciado por homicídio qualificado em concurso de pessoas; e Josane Francisca Dias de Souza, denunciada por disparo de arma de fogo.Segundo a acusação, durante a discussão ocorrida no estacionamento da festa, Josane Francisca Dias de Souza, esposa de Fábio Domingos, teria efetuado um disparo que atingiu a lataria do veículo conduzido por Giovanni Henrique Oliveira Lopes.Também figurava entre os denunciados por homicídio qualificado Patrício Francisco Dias, apontado pelo Ministério Público como participante da ação criminosa em concurso de pessoas. O processo em relação a ele, entretanto, foi extinto em razão de seu falecimento.De acordo com a denúncia, após a discussão ocorrida durante a festa, Fábio Domingos, Carlos Jesus de Oliveira e Patrício Francisco Dias teriam seguido a vítima e invadido a residência onde ela se encontrava, apresentando-se como policiais. Conforme a acusação, Giovanni Henrique Oliveira Lopes foi surpreendido dentro do imóvel e atingido por um disparo na cabeça, na frente do filho de 4 anos, na época.Com o adiamento, o caso voltará a ser submetido ao Tribunal do Júri em janeiro do próximo ano, quando um novo Conselho de Sentença será constituído para analisar as acusações formuladas pelo Ministério Público e as teses apresentadas pelas defesas.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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