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“Março Mulher” terá a presença da secretária nacional

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Da Redação.

A primeira-dama de Cuiabá, Márcia Pinheiro e a titular da pasta da Mulher, Luciana Zamproni recebem no próximo dia 11, a secretária nacional de Mulheres, do Ministério dos Direitos Humanos, Cristiane Britto, para dar início a programação do “Março Mulher”, promovido pela Prefeitura de Cuiabá. O encontro acontece na sede do Senai Cuiabá, às 13 horas.

Durante o evento, a primeira-dama Márcia Pinheiro irá apresentar à  secretária nacional as ações e projetos desenvolvidos pela gestão no combate e prevenção à violência contra mulher.

Referência para o fomento ao empreendedorismo e o empoderamento feminino, o programa Qualifica 300 também terá destaque. A iniciativa de oferta de cursos profissionalizantes já atendeu cerca de 3,5 mil mulheres no primeiro ano da gestão Emanuel Pinheiro.

O programa Siminina (que atende a garotas na faixa etária de 6 a 14 anos), além do Espaço de Acolhimento (que oferta assessoria jurídica, assistencial e psicológica à mulher vítima de violência) que funciona nas dependências do Hospital Municipal de Cuiabá também será apresentado à secretária.

De acordo com a primeira-dama, o município vem investindo em uma série de ações que valorizam não apenas as mulheres, mas todas as pessoas em situação de vulnerabilidade. Essas ações são desenvolvidas em um sistema integrado.

“Nós estivemos em 2019 em Brasília apresentando o nosso Qualifica à  ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves. Ela  ficou encantada com o programa chegando a nos convidar a ir à Organização das Nações Unidas (ONU) apresentar o projeto junto a delegação brasileira. No ano passado recebemos a notícia que o Governo Federal lançaria o mesmo programa para ajudar mulheres a deixarem a dependência financeira de seus companheiros, isso nos motivou ainda mais para continuarmos trabalhando”, contou Márcia.

Para a secretária da pasta, Luciana Zamproni, a programação “Março Mulher”, foi pensada para valorização do público e vai contar com um extensa programação. Ela ainda destaca que na  gestão Emanuel Pinheiro são inúmeras as ações que valorizam ainda mais o gênero feminino. Destaca, por exemplo, oito  mulheres atuarem no gerenciamento de pastas do Executivo Municipal.

“Queremos avançar em políticas públicas para mulheres, precisamos avançar e cuidar das nossas meninas, jovens e da terceira idade. Já fizemos muito desde a implantação da Secretaria da Mulher e vamos fazer ainda mais”, afirmou.

Confira a Programação:

05/03 – Palestra sobre Autoestima – Jardim Liberdade

9/03 – Lançamento roda de conversa “AutoAmor”

11/03- Abertura oficial “Março Mulher”

15/03 – Homenagem “Mulheres que mudam Cuiabá” – Motoristas de ônibus

18/03- Blitz Parada Segura

19/03- Homenagem “Mulheres que mudam Cuiabá” 

22 à 26/03 – Semana de capacitação

31/03- Roda de conversa Coletivo Trans

 

Foto: Vicente Aquino

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Júri condena trio a mais de 68 anos pela morte de Zampieri

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Após três dias de julgamento e a análise de um processo com mais de 55 mil páginas, o Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá condenou três acusados de serem executores e intermediários da morte do advogado Roberto Zampieri. As penas somadas alcançam 68 anos, 9 meses e 30 dias de reclusão. Antônio Gomes da Silva foi condenado a 21 anos, 10 meses e 15 dias de prisão, Hedilerson Fialho Martins Barbosa a 25 anos de reclusão e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas a 21 anos, 10 meses e 15 dias. A decisão foi proferida às 00h49 da madrugada desta sexta-feira (2), ao término dos debates entre acusação e defesa e da deliberação dos jurados.Atuaram na acusação os promotores de Justiça Samuel Frungilo e Vinícius Gahyva Martins, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), além do assistente de acusação Giovani Santin, vice-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT).Ao longo de três dias de julgamento, jurados acompanharam depoimentos de testemunhas, interrogatórios dos réus, exposição de provas e sustentações orais das partes.No primeiro dia de julgamento, foram ouvidas seis testemunhas, entre elas os delegados da Polícia Judiciária Civil Nilson André Farias de Oliveira e Edilson Ricardo Pick, responsáveis por etapas da investigação, além do delegado da Polícia Federal Marco Bontempo. Também prestaram depoimento José Marcos Marini, Mariana Costa Pinto e Lucilene Gonçalves da Silva. As oitivas abordaram a dinâmica da execução do crime, o papel atribuído a cada acusado e os elementos reunidos durante a apuração.O segundo dia foi dedicado aos interrogatórios dos réus Antônio Gomes da Silva, Hedilerson Fialho Martins Barbosa e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas. Já no terceiro dia, acusação e defesa apresentaram seus argumentos finais aos jurados. Durante a réplica, os promotores de Justiça reforçaram provas que, segundo a acusação, demonstraram a participação dos três condenados na execução do homicídio. Entre os elementos destacados esteve o rastreamento da movimentação financeira relacionada ao crime. Conforme sustentado pelo Ministério Público, ficou comprovado o pagamento de R$ 124.250,00 antes da execução e outros R$ 60 mil após o homicídio. Segundo a acusação, os valores tiveram origem nos recursos pagos pelos apontados mandantes do crime.Também foi destacado durante os debates que, ao longo das investigações, surgiram elementos indicando que Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas teria solicitado valores entre R$ 500 mil e R$ 750 mil para que ele e os demais envolvidos não entregassem os mandantes às autoridades.Ao defender a condenação dos acusados, o promotor de Justiça Samuel Frungilo ressaltou a robustez do conjunto probatório reunido ao longo da investigação e da tramitação processual. “Eu tenho 27 anos de Ministério Público. Eu nunca vi um crime de recompensa e homicídio mercenário com tantas provas”, afirmou aos jurados.O promotor de Justiça Vinícius Gahyva Martins destacou o planejamento empregado para a execução do crime e a gravidade da conduta atribuída aos acusados. “Planejaram e esperaram o melhor momento de vulnerabilidade da vítima para poder retirar o seu bem mais precioso, o direito de viver. O maior roubo que alguém pode sofrer é a interrupção do curso da sua existência”, sustentou.Conforme a denúncia do MPMT, Antônio Gomes da Silva foi apontado como o autor dos disparos que mataram Roberto Zampieri. Hedilerson Fialho Martins Barbosa foi acusado de ter participado da execução do plano criminoso, inclusive com o fornecimento da arma utilizada no crime. Já Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas respondeu à acusação de integrar a empreitada criminosa.Ao final do julgamento, o Conselho de Sentença acolheu integralmente a tese sustentada pelo Ministério Público e reconheceu a responsabilidade dos três réus pelo homicídio de Roberto Zampieri. Os jurados condenaram os acusados e reconheceram todas as qualificadoras apresentadas na denúncia: homicídio cometido mediante paga ou promessa de recompensa, com emprego de recurso que dificultou a defesa da vítima e com utilização de arma de fogo de uso restrito.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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