Mato Grosso
Mais MT Muxirum avança e é finalista nacional em prêmio de inovação pública
Mato Grosso
O Programa Mais MT Muxirum, da Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc-MT), conquistou projeção nacional ao se tornar finalista na Área I – Projeto Concluído com Êxito, durante a Convergência 2026: Inovação Pública. Conexão Humana, que será realizada entre os dias 11 e 13 de março, em Goiânia (GO).
A classificação ocorre após o programa ter sido destaque na 2ª Edição do Prêmio de Eficiência e Inovação – 2025, na Categoria C – Satisfação ao Cidadão, consolidando-se como uma das principais iniciativas públicas do país voltadas à transformação social por meio da educação.
Além da disputa técnica, o Mais MT Muxirum também concorre ao 6º Prêmio Conexão Inova, na categoria Votação Popular. A mobilização segue até o dia 16 de janeiro, e qualquer cidadão pode apoiar a iniciativa reagindo à publicação oficial (clicando em “gostei”) e deixando um comentário de incentivo.
Convergência 2026
A Convergência 2026: Inovação Pública. Conexão Humana é um dos maiores eventos do país voltados à inovação no setor público. O encontro é gratuito, presencial e com certificação, reunindo mais de 100 atividades, entre palestras, oficinas, encontros de laboratórios de inovação, desafios municipais e apresentações culturais.
O evento é realizado pela Rede Conexão Inovação Pública, em parceria com o Governo de Goiás, por meio da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (SECTI), da Secretaria-Geral de Governo (SGG) e da Secretaria de Estado de Administração (Sead), e marca também a fase final e cerimônia de premiação do 6º Prêmio Conexão Inova.
Para fortalecer essa conquista e levar Mato Grosso ainda mais longe, a Seduc reforça o chamado à população: vote, curta e comente, apoiando uma política pública que já mudou, e continua mudando, milhares de vidas por meio da educação.
Mais MT Muxirum
Criado em 2021, o Mais MT Muxirum promove aprendizagem significativa e o desenvolvimento de habilidades de alfabetização para jovens, adultos e idosos, a partir de uma abordagem inclusiva, comunitária e humanizada. O foco vai além da leitura e escrita: o programa busca melhorar a qualidade de vida e ampliar o acesso à cidadania da população mato-grossense.
Somente em 2025, a iniciativa alfabetizou 18 mil pessoas. Desde a sua criação, já são mais de 85 mil cidadãos alfabetizados, em parceria com as prefeituras dos 142 municípios de Mato Grosso, consolidando o programa como uma das mais robustas políticas públicas de enfrentamento ao analfabetismo no Estado.
Para o secretário de Estado de Educação, Alan Porto, o reconhecimento nacional reforça a efetividade da política educacional adotada em Mato Grosso.
“O Muxirum demonstra que, quando o Estado atua de forma articulada com os municípios e a comunidade, é possível transformar realidades. Estamos garantindo o direito básico à alfabetização e ampliando o acesso à cidadania”, afirmou.
Os resultados também aparecem nos indicadores oficiais. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que a taxa de analfabetismo em Mato Grosso caiu para 3,8% em 2025, o menor índice desde 2010, quando o percentual era de 7,1%.
“Superamos a meta prevista para o ano, que era reduzir o analfabetismo para 4%. Isso comprova o impacto direto do Mais MT Muxirum na vida da população”, destacou o secretário.
Estrutura e alcance estadual
Atualmente, o programa está presente em todos os 142 municípios mato-grossenses, com uma estrutura que envolve 149 coordenadores locais e 1.238 alfabetizadores, garantindo capilaridade e atendimento direto às comunidades.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Evento debate segurança jurídica na era da inteligência artificial
O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) realizou, na manhã desta quarta-feira (21), o webinar “Sistema de Justiça na Era da Inteligência Artificial”, reunindo especialistas para discutir os desafios, riscos e oportunidades trazidos pelas novas tecnologias para as instituições públicas e para a garantia dos direitos fundamentais. O evento foi transmitido de forma virtual e contou com a participação de membros, servidores, estagiários, residentes, colaboradores do Ministério Público e público externo. Na abertura, o procurador de Justiça José Antônio Borges Pereira destacou a importância de promover o debate sobre inteligência artificial sob a perspectiva dos direitos humanos e do acesso à Justiça. Ele ressaltou a relevância da participação do especialista Ronaldo Lemos no encontro. “Pensando nessa situação da inteligência artificial e dos direitos humanos, pensamos em trazê-lo para esse debate tão importante dessa discussão do acesso à Justiça e da forma que vai ocorrer e já está ocorrendo com essas transformações”, afirmou. A palestra principal foi ministrada pelo advogado e especialista em tecnologia Ronaldo Lemos, que apresentou um panorama sobre a rápida expansão da inteligência artificial no mundo, seus impactos no setor público e privado e os desafios regulatórios enfrentados pelos países. Durante a exposição, ele defendeu que o desenvolvimento e a utilização da tecnologia devem ocorrer com responsabilidade e supervisão humana.“O humano precisa ter uma centralidade, ele precisa assinar e se responsabilizar com relação a qualquer criação, inclusive aquelas que são assistidas por IA. Os sistemas de IA precisam ser auditáveis e precisam ser contestáveis”, enfatizou o palestrante. Ronaldo Lemos também alertou para a necessidade de o poder público preservar sua autonomia tecnológica e evitar dependência excessiva de fornecedores externos. Segundo ele, a expansão da inteligência artificial no Sistema de Justiça deve ocorrer com transparência, mecanismos de controle e respeito às garantias fundamentais. “A infraestrutura que a gente usa para exercer as nossas tarefas no serviço público precisa ser controlada por quem usa. Não dá para a gente ficar dependente de tecnologias que vêm 100% de fora”, observou. Na sequência, o promotor de Justiça Daniel Carvalho Mariano, integrante do Comitê Estratégico de Tecnologia da Informação e do Laboratório de Inovação do MPMT, participou do debate e abordou os desafios da implementação responsável da inteligência artificial no setor público. Para ele, é necessário investir na capacitação dos usuários e estabelecer uma cultura institucional voltada ao uso adequado dessas ferramentas.“O usuário final precisa ter o mínimo de conhecimento e aplicar as regras. Podemos entrar em todas as outras questões, mas se o usuário final não tem o mínimo de conhecimento, não adianta apenas teorizar”, ponderou. Daniel Carvalho Mariano também reforçou a importância da supervisão humana sobre os sistemas inteligentes e da transparência nos processos de treinamento dos algoritmos. Segundo o promotor, a inteligência artificial deve atuar como ferramenta de apoio, sem substituir a análise crítica e a responsabilidade dos profissionais que atuam no Sistema de Justiça. Ao longo do webinar, foram debatidos temas como eficiência e celeridade proporcionadas pelas novas tecnologias, proteção de dados pessoais, ética, transparência, segurança jurídica, riscos da automação excessiva e mecanismos de governança para o uso responsável da inteligência artificial. Os participantes também discutiram experiências nacionais e internacionais relacionadas à aplicação dessas ferramentas em tribunais, órgãos de controle e instituições públicas. O webinar “Sistema de Justiça na Era da Inteligência Artificial” foi realizado pela Procuradoria de Justiça Especializada na Defesa da Cidadania, Consumidor, Direitos Humanos, Minorias, Segurança Alimentar e Estado Laico, por meio do Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do Ministério Público do Estado de Mato Grosso.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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