Mato Grosso

Mais de 200 pessoas são presas nas primeiras horas da operação Bairro Seguro

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Mato Grosso

Da Redação

 

Duzentas e trinta e seis pessoas são presas e 2.138 foram abordadas apenas nas primeiras horas da operação “Bairro Seguro”, deflagrada na manhã desta quarta-feira (28.03), pela Secretaria Estadual de Segurança Pública (Sesp-MT), nos 141 municípios de Mato Grosso. O foco desta ação integrada é o combate ao tráfico de drogas e a redução da criminalidade.

O secretário estadual de Segurança Pública, Gustavo Garcia, destacou que o combate ao tráfico de drogas é uma forma de dar respostas à sociedade, garantindo paz e ordem em Mato Grosso. “Dentro do tráfico de drogas pode ter pessoas que tenham relações com facções. Caso seja constatado com as investigações que a pessoa faz parte de uma facção, ela vai responder por isso, com pena que pode chegar até a oito anos de prisão”, explicou.

Das 236 prisões, são: 48 mandados de busca e apreensão, 68 mandados de prisão, internação cautelar e prisão temporária, 38 em flagrante e 82 pessoas foram conduzidas para prestar esclarecimento.

Um dos reflexos da operação “Bairro Seguro” é a redução de crimes em todos os municípios. Na região metropolitana de Cuiabá, por exemplo, não é registrado nenhum homicídio há seis dias. “A operação Bairro Seguro vem justamente para isso, dar tranquilidade à sociedade”, disse o delegado Cley Celestino Batista, da Delegacia Regional de Cuiabá.

Entre as primeiras apreensões realizadas no Estado estão 11 armas de fogo, 16 veículos e 10 kg de drogas. Foram abordados 1.196 automóveis e 10 foram recuperados e/ou localizados. “A Secretaria de Estado de Segurança Pública quer garantir a sensação de segurança, aumentar a repressão contra o tráfico e contra facções criminosas que atuam no Estado, tirar de circulação armas de fogo, afim de reduzir índices de homicídios e de roubos e sufocar o tráfico de drogas”, disse o secretário Gustavo Garcia

O delegado-geral da Polícia Judiciária Civil, Fernando Vasco Spinelli, reforçou que as ações integradas são contínuas e importante. “Com isso os criminosos são retirados das ruas e levamos [Segurança Pública] resultados que a população de Mato Grosso espera e merece”.

Para o subchefe de Estado Maior, coronel Henrique Correia da Silva Santos, a ação conjunta entre as instituições de segurança pública representa “uma resposta rápida e eficiente, garantindo mais sensação de segurança aos cidadãos”.

Uma das ações do Corpo de Bombeiros na “Bairro Seguro” é a fiscalização em casas noturnas, bares, lanchonetes, etc. Até agora foram fiscalizados 46 estabelecimentos. O helicóptero do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) também tem realizando apoio na operação.

A operação “Bairro Seguro” conta com mais de 1.200 profissionais das forças de segurança., entre Policia Militar, Polícia Judiciária Civil, Corpo de Bombeiros Militar, Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), Departamento Estadual de Trânsito (Detran) e Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer). “Os servidores das forças de segurança estão extremamente motivados e por conta disso os índices estão melhorando cada vez mais”, observa Gustavo Garcia.

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Júri do caso Zampieri encerra segundo dia com interrogatórios

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O segundo dia de julgamento dos três acusados de participação no homicídio do advogado Roberto Zampieri foi encerrado na noite desta quarta-feira (30), após cerca de dez horas de sessão no Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá. Os trabalhos foram marcados pelos interrogatórios dos réus e pela análise de pedidos apresentados pela defesa.Atuam na acusação os promotores de Justiça Samuel Frungilo e Vinícius Gahyva Martins, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do MPMT. A sessão é presidida pelo juiz José Mauro Nagib Jorge, titular da 11ª Vara Criminal, Justiça Militar e Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá.Durante o interrogatório, Antônio Gomes da Silva confirmou ter recebido uma fotografia de Roberto Zampieri quando ainda estava em Belo Horizonte (MG). Em outro momento, questionado sobre o sentimento após o homicídio, respondeu que foi o de “missão cumprida”.Antônio ainda evitou, em depoimento, comentar sobre eventual participação do Coronel Caçadini e confirmou o envolvimento de Hedilerson.O segundo interrogatório foi o de Hedilerson Fialho Martins Barbosa, que negou participação no homicídio, apesar de reconhecer que a arma utilizada por Antônio era sua. Já o terceiro a ser interrogado foi Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas – coronel Caçadini. Ele confirmou que conheceu Antônio Gomes da Silva em setembro de 2023, quando o contratou para realizar uma reforma em seu escritório.Caçadini ainda relatou manter relação próxima com o empresário Aníbal Manoel Laurindo, apontado nas investigações como um dos mandantes do crime. Conforme afirmou, os dois mantinham conversas frequentes.A defesa de Antônio Gomes da Silva requereu a suspensão do julgamento, com o desmembramento do processo em relação ao acusado e sua submissão a incidente de insanidade mental. Alternativamente, pediu que os jurados fossem chamados a deliberar, em quesitos específicos, sobre eventual inimputabilidade ou semi-imputabilidade do réu. Os promotores de Justiça manifestaram-se contra os pedidos, que foram indeferidos pelo José Mauro Nagib Jorge.O julgamento será retomado na quinta-feira (1º), quando terão início os debates entre acusação e defesa perante o Conselho de Sentença, etapa que antecede a deliberação dos jurados e a definição do veredicto.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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