Mato Grosso
Mais de 130 agentes públicos participam de workshop visando o combate a fraudes de combustíveis
Mato Grosso
Da Redação
Realizado na manhã de quarta-feira (11.09) em Cuiabá, o Workshop “Combustível Legal” promovido pela Associação Nacional das Distribuidoras de Combustíveis, Lubrificantes, Logística e Conveniência (Plural) em parceria com a Delegacia Especializada do Consumidor (Decon) e Academia de Polícia Judiciária Civil (Acadepol) reuniu mais de 130 servidores de diferentes órgãos voltados ao combate a fraudes de combustíveis.
O evento realizado no Hotel Deville foi ministrado pelos consultores da Plural, Carlos Trindade e Roberto Egydio e abordou temas como Setor de Combustíveis, Contexto Tributário, Contexto de Preços, Problemas do Setor e Combustível Legal.
A capacitação contou com a participação de 134 agentes públicos de diferentes órgãos entre eles, Polícia Civil, Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz), Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Instituto de Pesos e Medidas (Ipem/Inmetro-MT), MT Gás, Perícia Oficial e Identificação Técnica, Polícia Militar, Polícia Rodoviária Federal, Procon Estadual e Municipal, Procuradoria-Geral do Estado e Superintendência de Infraestrutura Mineração, Indústria e Serviços.
De acordo com o palestrante Carlos Trindade, o Workshop tem o objetivo de passar informações bastante claras sobre o mercado de combustível, suas fraudes, tributação, composição, e outras questões como o que é um produtor, um distribuidor, um revendedor. “A ideia é repassar o conhecimento básico sobre combustíveis em diferentes áreas de atuação. A nossa experiência demonstra que esse conhecimento auxilia o combate a fraudes, sendo obtidos resultados palpáveis após a capacitação”, disse o palestrante.O Workshop promovido pela Plural desde 2016 visa capacitar diferentes agentes públicos sobre atividades ilícitas que assolam o setor de combustíveis e suportar medidas visando mitigar um conjunto de fraudes que prejudicam a sociedade como um todo. O Movimento Combustível Legal defende e sustenta ações que combatam atividades anticoncorrenciais e fraudulentas, como sonegação, inadimplência de tributos, e fraudes nas bombas.
Na abertura do evento, o delegado geral adjunto, Gianmarco Paccola Capoani, destacou que a causa é extramente complexa, que esbarra em questões como sonegação gravíssima, problemas ambientais, fraudes, além de atingir a concorrência econômica do mercado, sendo assim um assunto de grande relevância para a sociedade. “É um problema crônico que envolve todas as sociedades federativas, razão pela qual essa capacitação, que o reúne a sociedade civil organizada e diversas autoridades, é de extrema importância, que se refere ao setor público em parceria com o privado”, disse.
“É bom relatar que hoje o ICMS sobre os combustíveis ao lado da energia elétrica compõe quase 50% da arrecadação que sustentam as políticas públicas do Estado de Mato Grosso, ou seja, os rendimentos desses dois setores sustentam 33% de todo orçamento público do Estado”, enfatizou.Também presente no evento, o secretário de Fazenda, Rogério Gallo, destacou que o Workshop qualifica os servidores para um assunto recorrente para todas as organizações, que reunidas combatem a fraude na adulteração de combustíveis que trazem reflexos, nas relações consumistas, e tributárias.
O deputado estadual, delegado Claudinei do Souza Lopes, lembrou que parabenizou a parceria entre a Polícia Civil e a Plural pelo evento e pelas operações desenvolvidas junto a outros órgãos fiscalizadores, “É uma parceria que deve ser permanente, uma vez que são crimes vários crimes contra a ordem tributária, contra o consumidor, diversos prejuízos contra o Estado, sonegações fiscais, adulterações nos combustíveis e bombas fraudadas”, disse.
O delegado da Decon, Antonio Carlos de Araújo, ressalta que a capacitação é fundamental para a continuidade do bom desenvolvimento dos trabalhos, uma vez que traz novos conhecimentos e proporciona a troca de informações entre agentes públicos de diversos órgãos.
“O evento é amplo com a abordagem de diferentes temas, desde a produção do combustível até o momento em que o produto chega as bombas. Uma parte do evento também é voltado a outras questões como sonegação tributária, roubo de carga, ou seja, situações complexas, tendo um público específico que busca o aprimoramento dos conhecimentos para continuar o combate das infrações penais”, destacou o delegado.
Fonte: PJC-MT / Foto: PJC-MT
Mato Grosso
Júri de policiais penais é adiado após dissolução do conselho
O julgamento de três réus, dois deles policiais penais, acusados de envolvimento no homicídio de Giovanni Henrique Oliveira Lopes, ocorrido em 2018, foi interrompido nesta terça-feira (13) após a dissolução do Conselho de Sentença. A decisão foi proferida pelo Juízo responsável pelo caso em razão da apresentação, pela defesa, de um relatório sigiloso que não constava nos autos disponíveis na Comarca de Primavera do Leste.A controvérsia sobre o documento foi levantada pelos advogados dos réus, que sustentaram que o relatório já havia sido juntado ao processo quando o feito tramitava na Comarca de Poxoréu. Segundo a defesa, o material não teria sido encaminhado quando os autos foram transferidos para Primavera do Leste, após o desaforamento do julgamento.Os promotores de Justiça Fabison Miranda Cardoso e Eduardo Antônio Ferreira Zaque, integrantes do Grupo de Atuação Especial do Tribunal do Júri (GaeJúri) do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), manifestaram-se pela impugnação do relatório, sustentando a impossibilidade de utilização do documento nas circunstâncias apresentadas e prosseguimento do Júri.“Após a oitiva de várias testemunhas, a defesa apresentou um relatório supostamente sigiloso. O processo tramitava em Poxoréu e foi desaforado para Primavera do Leste. Quando os autos foram encaminhados, esse anexo sigiloso não foi enviado. Todos fomos surpreendidos em plenário. O Ministério Público suscitou questão de ordem para que o relatório fosse excluído ou não fosse utilizado”, explicou o promotor de Justiça Fabison Miranda Cardoso.Diante da situação, a magistrada determinou a dissolução do Conselho de Sentença e redesignou o julgamento para o dia 20 de janeiro de 2027, às 8h. Antes da interrupção dos trabalhos, dez testemunhas chegaram a ser ouvidas em plenário.“Com a dissolução do Conselho de Sentença, é designada uma nova data para o julgamento. Um novo conselho será sorteado e as testemunhas arroladas pelo Ministério Público, pela defesa e pela assistência de acusação voltarão a ser ouvidas. O Júri recomeça desde o início, com novo sorteio dos jurados, já que os integrantes do conselho dissolvido tiveram contato direto com os fatos discutidos nesta sessão”, explicou o promotor de Justiça Eduardo Antônio Ferreira Zaque.O processo apura o assassinato de Giovanni Henrique Oliveira Lopes, ocorrido em 1º de maio de 2018, em Poxoréu. Conforme a denúncia do Ministério Público, após uma discussão iniciada durante o evento denominado Encontro de Violeiros, a vítima foi perseguida até uma residência, onde foi atingida por disparo de arma de fogo.Respondem ao júri o policial penal Fábio Domingos, acusado de homicídio qualificado por recurso que dificultou ou impossibilitou a defesa da vítima e apontado pelo Ministério Público como autor do disparo fatal; o policial penal Carlos Jesus de Oliveira, denunciado por homicídio qualificado em concurso de pessoas; e Josane Francisca Dias de Souza, denunciada por disparo de arma de fogo.Segundo a acusação, durante a discussão ocorrida no estacionamento da festa, Josane Francisca Dias de Souza, esposa de Fábio Domingos, teria efetuado um disparo que atingiu a lataria do veículo conduzido por Giovanni Henrique Oliveira Lopes.Também figurava entre os denunciados por homicídio qualificado Patrício Francisco Dias, apontado pelo Ministério Público como participante da ação criminosa em concurso de pessoas. O processo em relação a ele, entretanto, foi extinto em razão de seu falecimento.De acordo com a denúncia, após a discussão ocorrida durante a festa, Fábio Domingos, Carlos Jesus de Oliveira e Patrício Francisco Dias teriam seguido a vítima e invadido a residência onde ela se encontrava, apresentando-se como policiais. Conforme a acusação, Giovanni Henrique Oliveira Lopes foi surpreendido dentro do imóvel e atingido por um disparo na cabeça, na frente do filho de 4 anos, na época.Com o adiamento, o caso voltará a ser submetido ao Tribunal do Júri em janeiro do próximo ano, quando um novo Conselho de Sentença será constituído para analisar as acusações formuladas pelo Ministério Público e as teses apresentadas pelas defesas.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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