Mato Grosso

Mãe é esfaqueada pelo próprio filho com transtorno mentais

Publicado em

Mato Grosso

Da Redação

Uma mulher de 38 anos foi esfaqueada pelo próprio filho de 19 anos na tarde desta quarta-feira(19), no bairro São Mateus, em Cuiabá. O jovem tem transtornos mentais, toma remédios controlados e faz tratamento psiquiátricos

De acordo com as informações,a mulher chegou a se trancar no banheiro para não ser morta, mas o filho derrubou a porta e a esfaqueou, os golpes atingiram a costela e o braço esquerdo, ele só parou após os vizinhos tentarem segura-lo, em seguida ele correu para um córrego ali próximo.

A mãe do jovem,  foi levada ao Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), por familiares.

A Policia Militar (PM) foi acionada por moradores da região, que pediram apoio a equipe da ROTAM, e acionou o Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu), para a captura do rapaz.

Encontraram ele dentro do córrego sentado segurando a faca que usou na tentativa do homicídio. Logo após negociações o rapaz soltou a faca, momento em que foi imobilizado e entregue aos cuidados dos paramédicos do Samu, em seguida ele foi encaminhado à Policlínica do bairro Verdão, onde foi sedado e ficou sob cuidados médicos.

A guarnição militar, em seguida, foi ao HMC e conversou com a vítima, ela disse que estava com o filho em casa, conversando, quando de repente ele teve uma crise de surto e foi para cima dela com chutes e socos, e a jogou no chão. Nesse momento ela conseguiu se levantar e correu para a casa vizinha. O acusado foi atrás, invadiu a residência e chegou a derrubar a porta do banheiro, onde a vítima estava trancada para se proteger. Com a faca nas mãos começou a desferir golpes na mãe..

O boletim foi confeccionado e encaminhado para a Delegacia de Polícia Civil, responsável pela providencias cabíveis do ocorrido.

 

Foto: Repórter MT

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TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



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