Mato Grosso

Multas pelo não uso de máscaras poderão ser aplicadas a partir de 01 de maio; Lei entra na pauta da ALMT ainda nesta semana

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Mato Grosso

Da Redação

O governador de mato Grosso, Mauro Mendes (DEM), criou por meio de decreto publicado no  último dia 3 de abril em uma edição extra do Diário Oficial do Estado o programa “Eu cuido de você e você cuida de mim”, que incentiva o uso de máscaras em estabelecimentos públicos e privados.

Este decreto prevê que as empresas deverão incentivar o uso de máscaras pelos seus funcionários e clientes, mesmo que sejam as máscaras artesanais. Desde a última segunda-feira (13), os estabelecimentos públicos ou privados passaram a ter a obrigatoriedade de exigir o uso de máscaras para seus funcionários.

Porém, o Executivo pretende endurecer ainda mais as regras para o uso de máscaras, exemplo disso, será a abrangência da obrigatoriedade para toda a população, sob pena de multa caso seja descumprida.

Para tanto, o Governo encaminhou para a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), um projeto de lei que amplia a obrigatoriedade e também estipula multa de R$ 140 para a pessoa que descumprir a lei, este projeto, entra na pauta do Legislativo já nesta quarta-feira (15) ou na quinta-feira (16) e deve ser votado em regime de urgência.

“Está lei estabelece obrigatoriedade do uso em todos os estabelecimentos públicos, municipais, estaduais, em todas as empresas, todo cidadão teria a obrigação de usar essa máscara” afirma Mendes.

O projeto de lei estabelece que a competência para fiscalizar o cumprimento da obrigatoriedade será do Procon e dos órgãos de vigilância sanitária estadual e municipal, além da Polícia Militar.

Já em relação aos recursos arrecadados com a aplicação das multas, será destinado para ações de enfrentamento da pandemia do novo coronavírus.

O Governo ainda deixa claro que neste momento serão tomadas medidas orientativas para que a população possa aderir ao uso de máscaras, a multa começará a ser aplicada a partir do dia 01 de maio.

A medida tomada pelo Governo do Estado segue as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS), nas quais afirmam que o uso de máscaras diminui significativamente a disseminação do vírus entre as pessoas, além de Mato Grosso, outros Estados também estão tomando estas medidas.

“Está muito claro que muitos países adotaram está estratégia do uso da máscara, isso se mostrou uma estratégia extremamente positiva, porque nesses países, o nível de contaminação está muito abaixo de outros países que não tiveram a mesma linha de trabalho junto com a sua população” acrescentou.

Foto: Vicente Aquino/Prefeitura CBA

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Mato Grosso

TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



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