Mato Grosso
Indignada, vereadora repudia atitude de Valcir e pede que respeite o município
Mato Grosso
Da Redação.
Uma mulher, agente política, competente, digna, de família, que trabalha para proporcionar melhorias para população, a vereadora Maviane Ramalho Souza (PROS) repudiou o discurso considerado ofensivo, que o prefeito de Sapezal, Valcir Casagrande fez menosprezando os políticos de Campos de Júlio.
O vídeo que tomou conta das redes socais, gerou muita polêmica, quando aparece o prefeito Valcir Casagrande falando de forma agressiva, sobre adversários do candidato que ele está apoiando em Campos de Júlio.
Frases do prefeito, Valcir Casagrande:
“Nego politiqueiro, que vive da política”.
“Esses caras que vive da política, são Vermes da política”.
A única vereadora, representando as mulheres no poder legislativo de Campos de Júlio, Maviane Ramalho Souza usou da Tribuna da Câmara Municipal, para repudiar totalmente o discurso, que pela parlamentar foi ofensivo, desrespeitoso, desmerecendo e menosprezando a capacidade do município.
“Ele menosprezou os agentes políticos de Campos de Júlio desde a sua emancipação, até hoje, ele disse que nenhum político teve competência, ele foi muito infeliz na fala dele”, relatou a vereadora Maviane que concluiu, pedindo respeito.
A vereadora Maviane é vista como um exemplo na vida pública de Campos de Júlio, onde muitas mulheres estão participando hoje da política do município, devido os trabalhos prestados pela vereadora à população da cidade.
“Quero pedir a este senhor (Valcir Casagrande) respeito, nós temos potencial, nós temos capacidade e soberania. Há 26 anos, que Campos de Júlio não é mais puxadinho de cidade nenhuma, nós somos uma cidade independente, por gentileza, prefeito de Sapezal, pondere suas palavras e cuide de sua casinha respeitosamente”, declarou a vereador.

Neste período eleitoral, quando o número de mulheres ingressando na vida pública é crescente, concorrendo aos cargos de prefeita, vice-prefeita e vereadora, um discurso que caracteriza agressão e ofensas, não condiz com as orientações garantidas pela Lei Maria da Penha, de como se deve tratar uma mulher.
Após várias décadas de repressão, falta de respeito e desvalorização, a mulher mais do nunca, mostra seu valor, e merece ser respeitada, já que todos sabem que, o lugar da mulher é onde ela quiser.
Com a evolução dos tempos, o reconhecimento da importância da mulher na sociedade é merecido e crescente, com Leis que amparam os seus direitos, mesmo assim, infelizmente, ainda existem pessoas, que insistem em viver de forma retrograda, com ações que desrespeitam a todos, inclusive, as mulheres.
Mato Grosso
Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri
Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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