Mato Grosso

Hospital de Referência para tratamento de pacientes com COVID-19 conta com 225 leitos

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Mato Grosso

Da Redação

Desde que o  Pronto Socorro antigo foi escolhido para ser o Hospital Referência para COVID-19, uma série de ações são desenvolvidas  para que a unidade acolha os pacientes da melhor forma possível, com qualidade, tranquilidade e a humanização que os pacientes necessitam.

O hospital, que oferta total de 225 leitos,  passou por uma reforma em caráter de urgência e atualmente disponibiliza 40 leitos de UTI adulto e mais 15 leitos de UTI infantil, além de 170 leitos de enfermaria. Durante a coletiva de imprensa desta sexta-feira (29), o prefeito Emanuel Pinheiro anunciou que a Prefeitura está estudando abrir mais 10 leitos de UTI no hospital.

Durante a preparação do antigo PS para se transformar em referência ao tratamento de COVID-19, toda a equipe da ponta, que são os profissionais que lidam diretamente com pacientes, receberam capacitações para lidar com pacientes de coronavírus, desde o acolhimento dos doentes até a correta utilização de EPIs pela equipe.

O trabalho realizado no Hospital de Referência tem sido acompanhado pelos Conselhos Regionais das áreas afins e por uma equipe da Secretaria de Saúde do Estado, que desde o dia 6 de maio tem realizado visitas e vistorias diariamente no local, incluindo sábados, domingos e feriados.

Nesta sexta-feira (29), a SES realizou mais uma vistoria no Hospital Referência para COVID-19. Estiveram presentes a secretária adjunta do Complexo Regulador, Fabiana Bardi, acompanhada de duas enfermeiras técnicas de urgência e emergência, que visitaram todos os leitos da unidade, inclusive as que abrigam pacientes positivados. A visita foi acompanhada pelo secretário adjunto de Planejamento e Operações da Secretaria Municipal de Saúde, Milton Correa e pelo diretor do hospital, Douglas Dolce.

O secretário Milton reiterou os cuidados que o município vem tomando para receber os pacientes de COVID-19. “Estamos vivendo um momento inédito para esta geração. Essa doença é nova e sabemos bem pouco sobre ela. Preparamos o antigo Pronto Socorro para receber estes pacientes e estamos tratando deles com todo o zelo e humanização possíveis. O compromisso do prefeito Emanuel Pinheiro durante esta pandemia é salvar vidas e nós estamos fazendo todo o possível para cumprir esta missão”, concluiu.

 

Foto: Davi Valle

 

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Júri condena trio a mais de 68 anos pela morte de Zampieri

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Após três dias de julgamento e a análise de um processo com mais de 55 mil páginas, o Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá condenou três acusados de serem executores e intermediários da morte do advogado Roberto Zampieri. As penas somadas alcançam 68 anos, 9 meses e 30 dias de reclusão. Antônio Gomes da Silva foi condenado a 21 anos, 10 meses e 15 dias de prisão, Hedilerson Fialho Martins Barbosa a 25 anos de reclusão e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas a 21 anos, 10 meses e 15 dias. A decisão foi proferida às 00h49 da madrugada desta sexta-feira (2), ao término dos debates entre acusação e defesa e da deliberação dos jurados.Atuaram na acusação os promotores de Justiça Samuel Frungilo e Vinícius Gahyva Martins, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), além do assistente de acusação Giovani Santin, vice-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT).Ao longo de três dias de julgamento, jurados acompanharam depoimentos de testemunhas, interrogatórios dos réus, exposição de provas e sustentações orais das partes.No primeiro dia de julgamento, foram ouvidas seis testemunhas, entre elas os delegados da Polícia Judiciária Civil Nilson André Farias de Oliveira e Edilson Ricardo Pick, responsáveis por etapas da investigação, além do delegado da Polícia Federal Marco Bontempo. Também prestaram depoimento José Marcos Marini, Mariana Costa Pinto e Lucilene Gonçalves da Silva. As oitivas abordaram a dinâmica da execução do crime, o papel atribuído a cada acusado e os elementos reunidos durante a apuração.O segundo dia foi dedicado aos interrogatórios dos réus Antônio Gomes da Silva, Hedilerson Fialho Martins Barbosa e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas. Já no terceiro dia, acusação e defesa apresentaram seus argumentos finais aos jurados. Durante a réplica, os promotores de Justiça reforçaram provas que, segundo a acusação, demonstraram a participação dos três condenados na execução do homicídio. Entre os elementos destacados esteve o rastreamento da movimentação financeira relacionada ao crime. Conforme sustentado pelo Ministério Público, ficou comprovado o pagamento de R$ 124.250,00 antes da execução e outros R$ 60 mil após o homicídio. Segundo a acusação, os valores tiveram origem nos recursos pagos pelos apontados mandantes do crime.Também foi destacado durante os debates que, ao longo das investigações, surgiram elementos indicando que Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas teria solicitado valores entre R$ 500 mil e R$ 750 mil para que ele e os demais envolvidos não entregassem os mandantes às autoridades.Ao defender a condenação dos acusados, o promotor de Justiça Samuel Frungilo ressaltou a robustez do conjunto probatório reunido ao longo da investigação e da tramitação processual. “Eu tenho 27 anos de Ministério Público. Eu nunca vi um crime de recompensa e homicídio mercenário com tantas provas”, afirmou aos jurados.O promotor de Justiça Vinícius Gahyva Martins destacou o planejamento empregado para a execução do crime e a gravidade da conduta atribuída aos acusados. “Planejaram e esperaram o melhor momento de vulnerabilidade da vítima para poder retirar o seu bem mais precioso, o direito de viver. O maior roubo que alguém pode sofrer é a interrupção do curso da sua existência”, sustentou.Conforme a denúncia do MPMT, Antônio Gomes da Silva foi apontado como o autor dos disparos que mataram Roberto Zampieri. Hedilerson Fialho Martins Barbosa foi acusado de ter participado da execução do plano criminoso, inclusive com o fornecimento da arma utilizada no crime. Já Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas respondeu à acusação de integrar a empreitada criminosa.Ao final do julgamento, o Conselho de Sentença acolheu integralmente a tese sustentada pelo Ministério Público e reconheceu a responsabilidade dos três réus pelo homicídio de Roberto Zampieri. Os jurados condenaram os acusados e reconheceram todas as qualificadoras apresentadas na denúncia: homicídio cometido mediante paga ou promessa de recompensa, com emprego de recurso que dificultou a defesa da vítima e com utilização de arma de fogo de uso restrito.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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