Mato Grosso
Hospitais adotam medidas para agilizar regulação de pacientes na área de ortopedia
Mato Grosso
Da Redação
A fim de articular medidas que possam agilizar a transferência de pacientes que aguardam por algum tipo de cirurgia, na área de ortopedia, diretores gerais e técnicos dos hospitais Pronto Socorro Municipal de Várzea Grande (HPSM-VG) e Metropolitano de Várzea Grande se reuniram com representantes de vários setores do Pronto Socorro que executam funções ligadas às transferências e realizações de exames de pacientes internados.
Segundo a coordenadora do Núcleo de Internação e Regulação do HPSM-VG, Paula Moreninha, a cooperação entre os hospitais vai agilizar as transferências de pacientes de unidade hospitalar para a unidade referência no atendimento. “A parte da clínica médica tem que estar 100% documentalmente e de acordo com o protocolo clínico do paciente, para não ocorrer atraso na transferência e dar maior fluidez no serviço.
“Muitos pacientes entram na unidade na urgência e emergência e os familiares demoram com a entrada de documentos, como exemplo o número do cartão SUS, e outros pessoais, o que gera transtorno quando se trata de caso de transferência. Pensando em apresentar resultados que revertam essa situação, o Pronto Socorro está fazendo uma minuciosa checagem no fluxo documental para identificar as possíveis fragilidades no processo de levantamento de documentação necessária para a regulação do paciente, desde a entrada na unidade, com todos os boletins médicos e documentos pessoais em dias, e estabelecer novo protocolo que ajude a agilizar esta parte burocrática”, explica Moreninha. Ainda segundo ela a ideia é pontuar essas divergências a fim de buscar resultados que aceleram esse processo regulatório, trazendo facilidades tanto ao paciente como também para as duas unidades públicas de saúde.
O diretor geral do HPSM-VG, Ney Provenzano, frisou que a reunião discutiu muitos aspectos que possuem o principal objetivo, a agilidade na transferência do paciente. Formas de implantar na unidade medidas que colaborem na rapidez e aplicabilidade desses processos. “Buscamos ampliar o potencial de resolutividade dos serviços de transferência, por intermédio da estruturação e adequação físicas e técnicas, aliadas à reorganização dos fluxos assistenciais (fluxos de referência e contra referência), à qualificação do atendimento e a estratégias de capacitação dos servidores são aspectos que indicam a melhoria dos processos de gestão, ampliando e qualificando o acesso nesta área considerada urgente”, explica Ney.
“O hospital Metropolitano tem como referência receber pacientes do Pronto socorro, estamos aqui hoje para conhecer in loco a estrutura e a demanda que o hospital tem e afinar a relação entre os dois hospitais, buscando assim acelerar o fluxo de pacientes atendendo a demanda cada vez melhor e de forma mais rápida. Estamos montando um fluxo interno e solicitamos ao PS para que esse fluxo também seja montado aqui na unidade, para que as equipes comuniquem-se de maneira mais rápida e sucinta para que o paciente fique internado o mínimo de tempo possível, no processo do atendimento integral”, disse o diretor técnico do Hospital Metropolitano, Nabih Fares Fares.
A direção do Hospital Metropolitano visitou a unidade hospitalar municipal, com foco no departamento de regulação. Ney Provenzano reforçou que parceria como essa contribui e muito para um atendimento de excelência e mais humanizado ao paciente do Sistema Único de Saúde (SUS).
“A agilidade nos trabalhos da regulação beneficia a todos os envolvidos. O hospital quando agiliza uma transferência de um paciente para outra unidade referência, já automaticamente está abrindo nova vaga, para que seja realizado um novo atendimento a outro paciente que está na fila de espera do Sistema Único de Saúde. O SUS é uma Rede de serviços integrada, onde existem unidades referência para atendimentos de alta complexidade. Agilizando a regulação quem ganha é o paciente que terá seu caso resolvido em curto tempo, de maneira segura e com resolutividade no atendimento, e ao mesmo tempo dando fluxo a regulação”.
Mato Grosso
Júri de policiais penais é adiado após dissolução do conselho
O julgamento de três réus, dois deles policiais penais, acusados de envolvimento no homicídio de Giovanni Henrique Oliveira Lopes, ocorrido em 2018, foi interrompido nesta terça-feira (13) após a dissolução do Conselho de Sentença. A decisão foi proferida pelo Juízo responsável pelo caso em razão da apresentação, pela defesa, de um relatório sigiloso que não constava nos autos disponíveis na Comarca de Primavera do Leste.A controvérsia sobre o documento foi levantada pelos advogados dos réus, que sustentaram que o relatório já havia sido juntado ao processo quando o feito tramitava na Comarca de Poxoréu. Segundo a defesa, o material não teria sido encaminhado quando os autos foram transferidos para Primavera do Leste, após o desaforamento do julgamento.Os promotores de Justiça Fabison Miranda Cardoso e Eduardo Antônio Ferreira Zaque, integrantes do Grupo de Atuação Especial do Tribunal do Júri (GaeJúri) do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), manifestaram-se pela impugnação do relatório, sustentando a impossibilidade de utilização do documento nas circunstâncias apresentadas e prosseguimento do Júri.“Após a oitiva de várias testemunhas, a defesa apresentou um relatório supostamente sigiloso. O processo tramitava em Poxoréu e foi desaforado para Primavera do Leste. Quando os autos foram encaminhados, esse anexo sigiloso não foi enviado. Todos fomos surpreendidos em plenário. O Ministério Público suscitou questão de ordem para que o relatório fosse excluído ou não fosse utilizado”, explicou o promotor de Justiça Fabison Miranda Cardoso.Diante da situação, a magistrada determinou a dissolução do Conselho de Sentença e redesignou o julgamento para o dia 20 de janeiro de 2027, às 8h. Antes da interrupção dos trabalhos, dez testemunhas chegaram a ser ouvidas em plenário.“Com a dissolução do Conselho de Sentença, é designada uma nova data para o julgamento. Um novo conselho será sorteado e as testemunhas arroladas pelo Ministério Público, pela defesa e pela assistência de acusação voltarão a ser ouvidas. O Júri recomeça desde o início, com novo sorteio dos jurados, já que os integrantes do conselho dissolvido tiveram contato direto com os fatos discutidos nesta sessão”, explicou o promotor de Justiça Eduardo Antônio Ferreira Zaque.O processo apura o assassinato de Giovanni Henrique Oliveira Lopes, ocorrido em 1º de maio de 2018, em Poxoréu. Conforme a denúncia do Ministério Público, após uma discussão iniciada durante o evento denominado Encontro de Violeiros, a vítima foi perseguida até uma residência, onde foi atingida por disparo de arma de fogo.Respondem ao júri o policial penal Fábio Domingos, acusado de homicídio qualificado por recurso que dificultou ou impossibilitou a defesa da vítima e apontado pelo Ministério Público como autor do disparo fatal; o policial penal Carlos Jesus de Oliveira, denunciado por homicídio qualificado em concurso de pessoas; e Josane Francisca Dias de Souza, denunciada por disparo de arma de fogo.Segundo a acusação, durante a discussão ocorrida no estacionamento da festa, Josane Francisca Dias de Souza, esposa de Fábio Domingos, teria efetuado um disparo que atingiu a lataria do veículo conduzido por Giovanni Henrique Oliveira Lopes.Também figurava entre os denunciados por homicídio qualificado Patrício Francisco Dias, apontado pelo Ministério Público como participante da ação criminosa em concurso de pessoas. O processo em relação a ele, entretanto, foi extinto em razão de seu falecimento.De acordo com a denúncia, após a discussão ocorrida durante a festa, Fábio Domingos, Carlos Jesus de Oliveira e Patrício Francisco Dias teriam seguido a vítima e invadido a residência onde ela se encontrava, apresentando-se como policiais. Conforme a acusação, Giovanni Henrique Oliveira Lopes foi surpreendido dentro do imóvel e atingido por um disparo na cabeça, na frente do filho de 4 anos, na época.Com o adiamento, o caso voltará a ser submetido ao Tribunal do Júri em janeiro do próximo ano, quando um novo Conselho de Sentença será constituído para analisar as acusações formuladas pelo Ministério Público e as teses apresentadas pelas defesas.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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