Mato Grosso

Homem é preso acusado de pedofilia e exploração sexual em Água Boa

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Mato Grosso

Da Redação

Um homem suspeito de crimes de pedofilia e exploração sexual contra menores foi preso pela Polícia Civil do município de Água Boa, a 736 km de Cuiabá, nessa terça-feira (17), em cumprimento de mandado de prisão e busca e apreensão domiciliar.

Além da prisão do suspeito, a ação resultou na apreensão de materiais eletrônicos que serão periciados.

As investigações conduzidas pela Delegacia de Água Boa iniciaram há cerca de três meses, sendo apurado que os crimes eram praticados pela internet por meio de redes sociais. O suspeito entrava em contato com as vítimas, adolescentes, com idades entre 13 a 14 anos, oferecendo vantagens em troca de fotos e vídeos íntimos.

“A Polícia Civil alerta os pais, responsáveis e adolescentes quanto ao uso consciente das redes sociais. O diálogo na família é muito importante, bem como o conhecimento dos conteúdos acessados na internet, para que não sejam nocivos na formação de valores dos jovens e crianças. São precisos cuidados com os pedófilos e outros criminosos, que utilizam dessa facilidade do meio de comunicação para se aproximar das vítimas. A sociedade pode auxiliar no combate de crimes pelo disque denúncia 197”, destacou Gutemberg de Lucena Almeida.

Um inquérito foi instaurado e finalizado com indiciamento do suspeito pelos crimes de favorecimento e aliciamento a exploração sexual de adolescentes e pela prática de atos de pedofilia, sendo encaminhado para o Poder Judiciário para o trâmite do processo criminal.

 

Foto: Secon-MT

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TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



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