Mato Grosso

Homem com tornozeleira desligada e mandado de prisão em aberto é preso em esconderijo de assassino

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Mato Grosso

Da Redação

 

Enquanto procurava por um suspeito de assassinato, policiais da Força Tática da 14ª Companhia prenderam W.F.S., 25 anos, com mandado de prisão em aberto e que estava com a tornozeleira eletrônica desligada. Ele foi localizado, na sexta-feira (13.04) num sítio, na Vila Canaã, em Rondonópolis, onde denúncias apontavam ser esconderijo do adolescente D. C. S. suspeito de ter cometido um latrocínio (roubo seguido de morte) no dia oito de abril deste ano.

Desde a data do crime, no início do mês, os policiais procuram por D.C. S., que ainda não foi localizado. No dia do crime, o suspeito usou uma motocicleta CG 150 preta para fugir da cena, tendo recebido apoio de seu irmão M. M. C. S., que o teria levado até o sítio próximo a estrada Campo Limpo. E a denúncia recebida nesta sexta-feira (13.04), era de que ele estaria no sítio, fato que mobilizou a polícia.

M.M.C.S. foi visto pilotando a referida moto na vila Canaã e fugiu quando foi dada ordem para que parasse. Mas acabou abandonando o veículo em certa altura do trajeto e fugiu para uma zona de mata não sendo mais localizado.

Na continuidade do trabalho, policiais foram até o sítio onde estaria o autor do latrocínio. Ele não foi localizado, mas a polícia acabou encontrando W.F.S. que usa tornozeleira e estava desligada, o qual consta um mandado de prisão em aberto.

W.F.S ainda apresentou um Alvará de soltura com data do dia 26 de fevereiro de 2013, mas estava sem validade, pois o sistema apresenta o mandado de prisão ter sido atualizado em 28 de fevereiro deste ano.

No local também estava uma mulher, S. B. O, 19 anos,  que assumiu ser dona de uma porção de maconha encontrada na casa. Os dois negaram conhecer ou ter alguma relação com D.C.S.

Ambos foram encaminhados para a 1ª Delegacia de Polícia, ele com algemas. A moto também foi apreendida.

Roubo seguido de morte

As vítimas M.S. O., 42 e seu esposo A. N., 53 anos, estavam em casa, no loteamento Jacob, em Rondonópolis, quando dois indivíduos de estatura média entraram, um deles armados. O outro estava com fita crepe, possivelmente para amordaçar as vítimas. E ao levar as vítimas para o quarto anunciaram o roubo, sendo  que  o senhor A.N. entrou em luta corporal com os dois indivíduos, onde um deles atirou levando-o a morte, já na porta da sala. E saíram pela frente da residência, pulando a grade. Câmeras do circuito interno registraram o fato.

A suspeita é de que eles queriam levar a caminhonete Hilux, de propriedade do casal.

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Júri condena trio a mais de 68 anos pela morte de Zampieri

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Após três dias de julgamento e a análise de um processo com mais de 55 mil páginas, o Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá condenou três acusados de serem executores e intermediários da morte do advogado Roberto Zampieri. As penas somadas alcançam 68 anos, 9 meses e 30 dias de reclusão. Antônio Gomes da Silva foi condenado a 21 anos, 10 meses e 15 dias de prisão, Hedilerson Fialho Martins Barbosa a 25 anos de reclusão e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas a 21 anos, 10 meses e 15 dias. A decisão foi proferida às 00h49 da madrugada desta sexta-feira (2), ao término dos debates entre acusação e defesa e da deliberação dos jurados.Atuaram na acusação os promotores de Justiça Samuel Frungilo e Vinícius Gahyva Martins, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), além do assistente de acusação Giovani Santin, vice-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT).Ao longo de três dias de julgamento, jurados acompanharam depoimentos de testemunhas, interrogatórios dos réus, exposição de provas e sustentações orais das partes.No primeiro dia de julgamento, foram ouvidas seis testemunhas, entre elas os delegados da Polícia Judiciária Civil Nilson André Farias de Oliveira e Edilson Ricardo Pick, responsáveis por etapas da investigação, além do delegado da Polícia Federal Marco Bontempo. Também prestaram depoimento José Marcos Marini, Mariana Costa Pinto e Lucilene Gonçalves da Silva. As oitivas abordaram a dinâmica da execução do crime, o papel atribuído a cada acusado e os elementos reunidos durante a apuração.O segundo dia foi dedicado aos interrogatórios dos réus Antônio Gomes da Silva, Hedilerson Fialho Martins Barbosa e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas. Já no terceiro dia, acusação e defesa apresentaram seus argumentos finais aos jurados. Durante a réplica, os promotores de Justiça reforçaram provas que, segundo a acusação, demonstraram a participação dos três condenados na execução do homicídio. Entre os elementos destacados esteve o rastreamento da movimentação financeira relacionada ao crime. Conforme sustentado pelo Ministério Público, ficou comprovado o pagamento de R$ 124.250,00 antes da execução e outros R$ 60 mil após o homicídio. Segundo a acusação, os valores tiveram origem nos recursos pagos pelos apontados mandantes do crime.Também foi destacado durante os debates que, ao longo das investigações, surgiram elementos indicando que Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas teria solicitado valores entre R$ 500 mil e R$ 750 mil para que ele e os demais envolvidos não entregassem os mandantes às autoridades.Ao defender a condenação dos acusados, o promotor de Justiça Samuel Frungilo ressaltou a robustez do conjunto probatório reunido ao longo da investigação e da tramitação processual. “Eu tenho 27 anos de Ministério Público. Eu nunca vi um crime de recompensa e homicídio mercenário com tantas provas”, afirmou aos jurados.O promotor de Justiça Vinícius Gahyva Martins destacou o planejamento empregado para a execução do crime e a gravidade da conduta atribuída aos acusados. “Planejaram e esperaram o melhor momento de vulnerabilidade da vítima para poder retirar o seu bem mais precioso, o direito de viver. O maior roubo que alguém pode sofrer é a interrupção do curso da sua existência”, sustentou.Conforme a denúncia do MPMT, Antônio Gomes da Silva foi apontado como o autor dos disparos que mataram Roberto Zampieri. Hedilerson Fialho Martins Barbosa foi acusado de ter participado da execução do plano criminoso, inclusive com o fornecimento da arma utilizada no crime. Já Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas respondeu à acusação de integrar a empreitada criminosa.Ao final do julgamento, o Conselho de Sentença acolheu integralmente a tese sustentada pelo Ministério Público e reconheceu a responsabilidade dos três réus pelo homicídio de Roberto Zampieri. Os jurados condenaram os acusados e reconheceram todas as qualificadoras apresentadas na denúncia: homicídio cometido mediante paga ou promessa de recompensa, com emprego de recurso que dificultou a defesa da vítima e com utilização de arma de fogo de uso restrito.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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