Mato Grosso
“Havendo eleição, meu nome está a disposição do partido para ser candidato.” diz Júlio Campos
Mato Grosso
Da Redação
Com a possibilidade de haver uma nova eleição para o senado, caso a cassação da senadora Selma Arruda (Podemos) seja confirmada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), se levantam as especulações de quem poderá se candidatar para a vaga.
Apesar dos nomes colocados como supostos candidatos ainda falarem sobre o assunto de forma cautelosa, é evidente de que já existe uma articulação para a apresentação dos nomes que podem concorrer a vaga.
Ao ser questionado pela nossa equipe de reportagem, o ex-governador e ex-senador, Júlio Campos (DEM) afirmou que caso haja uma nova eleição seu nome está à disposição do partido para concorrer a vaga.
“Primeiro tem que ter a vaga, vamos respeitar por enquanto a titular desta cadeira, a ilustre senadora Selma Arruda, que ainda não foi cassada pelo TSE. Existe um processo em andamento, decidido a nível estadual e agora a nível da Procuradoria Geral da República mantendo a decisão local de cassar o mandato da ilustre senadora, agora o TSE irá decidir soberanamente se aceita essa sugestão ou não, se acata essa decisão ou não. Acatando esta decisão é claro que o TSE vai mandar convocar uma nova eleição e o TER em noventa dias terá de fazer uma nova eleição para preencher está vaga, porque nenhum Estado pode ficar com menos de três senadores […] Havendo eleição, meu nome está à disposição do partido para ser candidato e sendo candidato vou lutar para ser eleito”. Afirmou Júlio Campos.
Já o senador Jayme Campos (DEM), irmão de Júlio Campos, é ainda mais cauteloso ao comentar sobre o assunto, ao ser questionado o senador afirmou que não gostaria de comentar sobre o assunto, já que enquanto não houver uma confirmação em relação a cassação de Selma Arruda ela continua no cargo, disse ainda que torce para que Selma Arruda continue no cargo, mas caso haja a confirmação da saída da senadora, futuramente será discutido um nome dentro do partido.
“[…]Eu particularmente torço para que a senadora Selma Arruda continue exercendo o cargo, agora este é um assunto que está sendo tratado a nível de TSE que vai discutir, quando, se vai cassar, se não vai cassar, este não é um assunto que me compete manifestar, por outro lado, eventualmente tiver, lá na frente nós vamos discutir essa possibilidade seja um nome que certamente agrega o maior número de companheiros e aliados para uma possível eleição, mas de qualquer forma, eu sou daqueles que não faço velório sem defunto.” Disse o senador.
Já em relação a prefeita de Várzea Grande, Lucimar Campos (DEM), que na última semana falou que gostaria de um dia ser governadora, questionamos se talvez ela não gostaria de ser candidata ao senado. Lucimar, que não pode mais ser candidata a prefeitura da cidade industrial, já que está em seu segundo mandato consecutivo, disse que que atualmente trabalha para Várzea Grande e que no momento não pensa a respeito.
“A gente nunca pode falar que ‘dessa água não beberei’, o que eu quero dizer é que hoje eu trabalho para Várzea Grande, a minha cidade tão querida, porque eu vejo que um gestor tem que ter compromisso e responsabilidade, e hoje meu trabalho está voltado para Várzea Grande.” Afirmou Lucimar.
Já o presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado estadual Eduardo Botelho (DEM), foi questionado sobre a declaração da deputada estadual Janaína Riva (MDB), que a cerca de duas semanas afirmou a nossa equipe de reportagem que a ALMT busca um nome de comum acordo para concorrer a vaga, um nome que possa atender aos interesses municipalistas, na ocasião, a deputada colocou o nome de Botelho como sendo este nome. Botelho disse que foram colocados também os nomes de Dilmar Dal’Bosco (DEM), Maxi Russi (PSB) e também o nome do petista Lúdio Cabral para concorrer a vaga, sem dizer se aceitaria a missão de ser candidato, Botelho disse que a ideia de Janaína é muito boa.
“Tem vários nomes, Dilmar Dal’Bosco, Maxi Russi, tem o nome de Lúdio Cabral, que é um grande parlamentar e outros deputados que também podem ser candidatos, eu acho que a ideia dela é muito boa.” Afirmou Botelho.
Mato Grosso
Mutirão de Conciliação do 2º Grau busca destravar demandas ambientais
A quarta edição do Mutirão de Conciliação Ambiental do 2º Grau foi aberta na manhã desta terça-feira (13), na sede do Complexo dos Juizados Especiais de Cuiabá. Promovida pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), Poder Judiciário de Mato Grosso e Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), a ação busca estimular a autocomposição em processos ambientais que tramitam no Tribunal de Justiça. Ao longo dos dias 13 e 14 de outubro, serão realizadas 67 audiências.Pelo MPMT, participam dos trabalhos as equipes da Procuradoria de Justiça Especializada em Defesa Ambiental e Ordem Urbanística, do Centro de Autocomposição de Conflitos (Compor) e do Centro de Apoio Técnico à Execução (Caex) Ambiental. As audiências contam ainda com a atuação dos promotores de Justiça Adalberto Biazotto Junior, Miguel Slhessarenko Junior, Rinaldo Ribeiro de Almeida Segundo, Roberta Câmara Vieira Jacob e Rodrigo Ribeiro Domingues.Durante a abertura, a procuradora de Justiça Eliana Cícero de Sá Maranhão Ayres Campos, titular da Procuradoria de Justiça Especializada em Defesa Ambiental e Ordem Urbanística e ouvidora-geral do MPMT, ressaltou a relevância do mutirão para a construção de soluções consensuais em demandas que poderiam levar anos para alcançar uma definição. De acordo com ela, a iniciativa beneficia tanto as partes envolvidas quanto a sociedade, ao reduzir o tempo de tramitação dos processos e ampliar a efetividade das decisões.“Estamos novamente reunidos para o último mutirão ambiental deste ano, com a expectativa de alcançar resultados positivos para todas as partes. A conciliação permite a construção de soluções amigáveis, reduz o tempo de tramitação dos processos e contribui para a efetividade da prestação jurisdicional”, afirmou. A procuradora também agradeceu o empenho dos membros, servidores e demais profissionais das instituições parceiras envolvidos na realização dos trabalhos.O presidente do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec), desembargador Mário Roberto Kono de Oliveira, destacou que a proposta vai além da solução dos processos judiciais, ao buscar alternativas capazes de conciliar a proteção ambiental, a recuperação de créditos públicos e a continuidade de atividades econômicas desenvolvidas de forma responsável. “Estamos aqui para solucionar problemas e construir soluções que atendam ao interesse público e às necessidades das partes envolvidas. Para isso, é fundamental que todos participem com espírito colaborativo e disposição para o diálogo”, afirmou.O desembargador observou ainda que os casos incluídos no mutirão apresentam maior complexidade por já estarem em fase recursal e, em muitos casos, se arrastarem há anos sem uma definição. Coordenador do Centro de Autocomposição de Conflitos (Compor), o promotor de Justiça Miguel Slhessarenko Junior destacou a atuação integrada das instituições envolvidas e agradeceu o empenho dos membros e servidores do Ministério Público e do Poder Judiciário na realização do mutirão. “É com muita honra que o Compor participa de mais esta edição. Toda essa estrutura e apoio são fundamentais para viabilizar acordos e soluções mais rápidas e eficientes para as demandas ambientais”, afirmou.O promotor de Justiça explicou que, por envolver processos já em tramitação no Tribunal de Justiça, o mutirão tem como objetivo acelerar a resolução dos conflitos e ampliar a eficiência da autocomposição. Segundo ele, os acordos contribuem para a regularização de áreas, permitem o uso responsável dos recursos naturais e garantem que os valores obtidos com as composições sejam revertidos em benefício da proteção ambiental. “Buscamos acordos que resultem em benefícios para o meio ambiente, na reparação dos danos ambientais e na regularização das áreas para aqueles que precisam explorá-las de forma responsável”, ressaltou.O promotor de Justiça Rinaldo Ribeiro de Almeida Segundo ressaltou que o diálogo e a construção de consensos são ferramentas essenciais para superar conflitos prolongados. Para ele, o mutirão representa uma oportunidade de solucionar demandas que poderiam permanecer em discussão por décadas, produzindo resultados concretos para todos os envolvidos.Edição anterior – A terceira edição do Mutirão de Conciliação Ambiental do 2º Grau, realizada entre os dias 17 e 19 de agosto deste ano, resultou na celebração de acordos em aproximadamente 32% dos processos pautados. Os entendimentos firmados viabilizaram a destinação de cerca de R$ 5 milhões para projetos ambientais, evidenciando a efetividade da conciliação na solução de conflitos e no fortalecimento das ações de proteção ambiental em Mato Grosso.Fotos: Josi Dias | TJMT.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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