Mato Grosso

Governo realiza obras de conservação em mais de 4 mil km de rodovias na Baixada Cuiabana

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Mato Grosso

Da Redação

O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra), vai realizar a conservação corretiva de 4,1 mil quilômetros de rodovias na Baixada Cuiabana, beneficiando dez municípios de Mato Grosso. O resultado da licitação para realização dos serviços foi publicado no Diário Oficial Estado que circulou na última semana.

Os serviços de conservação vão abranger trechos de 24 rodovias pavimentadas, totalizando 977,1 quilômetros. Já as obras de melhoramento e de manutenção das rodovias não pavimentadas englobam trechos de 33 rodovias, totalizando 3,17 mil quilômetros.

Ao todo, serão investidos R$ 6 milhões na conservação das estradas, oriundos de recursos do Fundo de Transporte e Habitação (Fethab). Os serviços serão executados pela empresa Enpa Engenharia e Parceria Eireli, vencedora da licitação.

De acordo com o secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, Marcelo de Oliveira, a empresa dará o apoio na conservação das rodovias, de forma a garantir a trafegabilidade dos usuários. Além disso, a conservação vai evitar o surgimento de pontos críticos que possam interromper o fluxo nessas rodovias.

“Vai beneficiar a região da planície pantaneira, em que praticamente todas as estradas chegam ao município de Cuiabá e cujas manutenções têm que estar sempre em dia. A Capital é onde todas essas rodovias se encontram, trazendo as pessoas das regiões Sul, Norte e Oeste do Estado. Daí a importância de manter essas estradas sempre em perfeitas condições”, disse.

As obras de conservação vão beneficiar os moradores e todos aqueles que precisam transitar pelos municípios de Cuiabá, Acorizal, Barão de Melgaço, Chapada dos Guimarães, Jangada, Nossa Senhora do Livramento, Poconé, Rosário Oeste, Santo Antônio de Leverger e Várzea Grande.

“Com essas obras, o Governo do Estado está dando ao cidadão – e a todos aqueles que pagam impostos – estradas em condições de trânsito agradável e, acima de tudo, seguro”, afirmou.

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Mato Grosso

TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



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