Mato Grosso

Governo quita salários atrasados dos servidores da Santa Casa de Misericórdia

Publicado em

Mato Grosso

Da Redação

O pagamento dos salários atrasados dos servidores da Sociedade Beneficente Santa Casa de Cuiabá foi finalizado. O Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT), pagou, na última quarta-feira (23.10), a última parcela no valor de R$ 1,1 milhão, referente ao acordo de indenização em razão da utilização da unidade hospitalar pelo Estado.  

Ao todo, o Estado pagou R$ 10.852.378.75, que foram parcelados em seis vezes e transferidos para a conta bancária da Justiça do Trabalho, na Caixa Econômica Federal, conforme acordo firmado em audiência pública realizada no dia 10 junho, no Centro Judiciário de Métodos Consensuais de Solução de Disputas no Tribunal Regional de Trabalho da 23ª Região (TRT-MT). 

Segundo o secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo, o Governo tem cumprido com todas as propostas de acordos financeiros, e no caso da Santa Casa, solucionou o atraso de salário dos servidores que estavam sem receber.

“O Governo do Estado tem honrado os compromissos que assume. Este é um motivo para comemorarmos, pois, essa gestão trabalha com seriedade, honrando todos os compromissos assumidos. Pagamos o salário de mais de 600 servidores que estavam há seis meses sem receber. Honramos de forma rigorosamente o cronograma”.

Além disso, o gestor destacou que essa gestão está “adimplente com os repasses financeiros aos 141 municípios no Estado de Mato Grosso, investindo para melhorar a qualidade da saúde oferecida aos usuários do Sistema Único de Saúde”.

Conforme o calendário de pagamento, o Executivo pagou a primeira parcela no início do mês de junho. Após 12 dias, efetuou o pagamento de mais uma parcela do acordo, quitando aproximadamente 50% dos salários atrasados. As demais parcelas restantes, foram pagas sempre no dia 24 de cada mês, conforme tabela abaixo.

Calendário de Pagamento

Parcela Dia e data Valor Situação
1° Quarta-feira (12.06) R$ 3.000.000,00 Pagamento efetuado
2° Segunda-feira (24.06) R$ 3.170.475,75 Pagamento efetuado
3° Quarta-feira (24.07) R$ 1.170.475,75 Pagamento efetuado
4° Sábado (24.08) R$ 1.170.475,75 Pagamento efetuado
5° Terça-feira (24.09) R$ 1.170.475,75 Pagamento efetuado
6° Quinta-feira (24.10) R$ 1.170.475,75 Pagamento efetuado

O Poder Executivo cumpriu integralmente o acordo de indenização à Sociedade Beneficente Santa Casa, pagando antecipadamente por 30 meses de uso dos bens móveis e imóveis, em razão da utilização da unidade hospitalar pelo Estado.

Histórico

Os salários foram atrasados pela antiga administração da unidade hospitalar, que funcionava de maneira filantrópica. O Governo de Mato Grosso requisitou a administração da Santa Casa no dia 02 de maio de 2019.

A atual gestão trabalhou intensamente e fundou o Hospital Estadual Santa Casa, reabrindo as portas da unidade e prestando atendimentos aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). Atualmente, a unidade é o maior hospital estadual de Mato Grosso, possui 242 leitos e presta atendimentos de média e alta complexidade.

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Júri de policiais penais é adiado após dissolução do conselho

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O julgamento de três réus, dois deles policiais penais, acusados de envolvimento no homicídio de Giovanni Henrique Oliveira Lopes, ocorrido em 2018, foi interrompido nesta terça-feira (13) após a dissolução do Conselho de Sentença. A decisão foi proferida pelo Juízo responsável pelo caso em razão da apresentação, pela defesa, de um relatório sigiloso que não constava nos autos disponíveis na Comarca de Primavera do Leste.A controvérsia sobre o documento foi levantada pelos advogados dos réus, que sustentaram que o relatório já havia sido juntado ao processo quando o feito tramitava na Comarca de Poxoréu. Segundo a defesa, o material não teria sido encaminhado quando os autos foram transferidos para Primavera do Leste, após o desaforamento do julgamento.Os promotores de Justiça Fabison Miranda Cardoso e Eduardo Antônio Ferreira Zaque, integrantes do Grupo de Atuação Especial do Tribunal do Júri (GaeJúri) do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), manifestaram-se pela impugnação do relatório, sustentando a impossibilidade de utilização do documento nas circunstâncias apresentadas e prosseguimento do Júri.“Após a oitiva de várias testemunhas, a defesa apresentou um relatório supostamente sigiloso. O processo tramitava em Poxoréu e foi desaforado para Primavera do Leste. Quando os autos foram encaminhados, esse anexo sigiloso não foi enviado. Todos fomos surpreendidos em plenário. O Ministério Público suscitou questão de ordem para que o relatório fosse excluído ou não fosse utilizado”, explicou o promotor de Justiça Fabison Miranda Cardoso.Diante da situação, a magistrada determinou a dissolução do Conselho de Sentença e redesignou o julgamento para o dia 20 de janeiro de 2027, às 8h. Antes da interrupção dos trabalhos, dez testemunhas chegaram a ser ouvidas em plenário.“Com a dissolução do Conselho de Sentença, é designada uma nova data para o julgamento. Um novo conselho será sorteado e as testemunhas arroladas pelo Ministério Público, pela defesa e pela assistência de acusação voltarão a ser ouvidas. O Júri recomeça desde o início, com novo sorteio dos jurados, já que os integrantes do conselho dissolvido tiveram contato direto com os fatos discutidos nesta sessão”, explicou o promotor de Justiça Eduardo Antônio Ferreira Zaque.O processo apura o assassinato de Giovanni Henrique Oliveira Lopes, ocorrido em 1º de maio de 2018, em Poxoréu. Conforme a denúncia do Ministério Público, após uma discussão iniciada durante o evento denominado Encontro de Violeiros, a vítima foi perseguida até uma residência, onde foi atingida por disparo de arma de fogo.Respondem ao júri o policial penal Fábio Domingos, acusado de homicídio qualificado por recurso que dificultou ou impossibilitou a defesa da vítima e apontado pelo Ministério Público como autor do disparo fatal; o policial penal Carlos Jesus de Oliveira, denunciado por homicídio qualificado em concurso de pessoas; e Josane Francisca Dias de Souza, denunciada por disparo de arma de fogo.Segundo a acusação, durante a discussão ocorrida no estacionamento da festa, Josane Francisca Dias de Souza, esposa de Fábio Domingos, teria efetuado um disparo que atingiu a lataria do veículo conduzido por Giovanni Henrique Oliveira Lopes.Também figurava entre os denunciados por homicídio qualificado Patrício Francisco Dias, apontado pelo Ministério Público como participante da ação criminosa em concurso de pessoas. O processo em relação a ele, entretanto, foi extinto em razão de seu falecimento.De acordo com a denúncia, após a discussão ocorrida durante a festa, Fábio Domingos, Carlos Jesus de Oliveira e Patrício Francisco Dias teriam seguido a vítima e invadido a residência onde ela se encontrava, apresentando-se como policiais. Conforme a acusação, Giovanni Henrique Oliveira Lopes foi surpreendido dentro do imóvel e atingido por um disparo na cabeça, na frente do filho de 4 anos, na época.Com o adiamento, o caso voltará a ser submetido ao Tribunal do Júri em janeiro do próximo ano, quando um novo Conselho de Sentença será constituído para analisar as acusações formuladas pelo Ministério Público e as teses apresentadas pelas defesas.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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