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Governo esclarece ação para desobstrução de ruas

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Da Redação

 

O Governo do Estado se pronunciou sobre ação da Polícia Militar que desobstruiu as vias ocupadas por manifestantes na manhã desta terça-feira (31.10). Em coletiva de imprensa realizada nesta tarde, o secretário chefe da Casa Civil, Max Russi, lamentou o ocorrido e enfatizou que as manifestações podem acontecer dentro da legalidade.

“A manifestação é válida, é legítima, mas não podemos aceitar que as ruas do Palácio, do Tribunal de Justiça, Tribunal de Contas, e Assembleia Legislativa sejam trancadas. A Policia Militar agiu de forma correta, esteve presente naquilo que é dever da polícia, de manter a ordem pública”, frisou.

Max lembrou que ao longo de mais de 50 dias de greve dos servidores do Departamento Estadual de Trânsito (Detran) foram realizadas várias reuniões para negociação na sede do governo. Os servidores pedem a atualização da tabela salarial.

“Eu recebi o sindicato por algumas vezes, tentamos fazer alguns encaminhamentos, fomos muito francos naquilo que era possível, mas o sindicato vem desde o início da sua condução dificultando a negociação, devido ao radicalismo. Em nenhum momento o governo se furtou a atender”.

O secretário também ressaltou efeitos negativos da greve, como prejuízos na arrecadação e receita do Estado, e problemas no atendimento ao público.

“O Governo do Estado continua com a negociação aberta com o sindicato, lembrando, que neste momento a questão salarial, nós estamos impedidos por causa do limite da Lei de Responsabilidade Fiscal”, concluiu.

O secretário de Segurança Pública, Gustavo Garcia, classificou a atuação da polícia como necessária para garantir a prestação de serviços a sociedade e informou que um procedimento administrativo será instaurado.

“Temos total confiança no trabalho da Polícia Militar, os nossos servidores são treinados com conhecimentos técnicos para gerenciamento de crises. A Polícia Militar muito atenta a tudo, instaurou um procedimento administrativo para apurar o que foi dito na questão do uso moderado da força. A Polícia Civil lavrou um Termo Circunstanciado de Ocorrência e também fez encaminhamento ao comando da PM”, esclareceu o secretário.

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Saúde mental de servidores do sistema prisional é debatida em reunião

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O Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) participou de uma reunião interinstitucional no Tribunal Regional do Trabalho de Mato Grosso (TRT/MT) voltada à discussão das condições de trabalho, da saúde mental e da valorização dos profissionais que atuam no sistema prisional mato-grossense. Representando a instituição, a procuradora de Justiça Josane Fátima de Carvalho Guariente destacou a necessidade de ampliar o olhar das instituições para o bem-estar dos servidores, diante dos elevados índices de adoecimento registrados na categoria.Durante o encontro, realizado na sexta-feira, 09/10, a procuradora de Justiça ressaltou que a valorização dos trabalhadores do sistema penitenciário é fundamental para o fortalecimento das políticas públicas voltadas à execução penal. Segundo dados apresentados na reunião, 80% dos afastamentos por motivos de saúde registrados entre esses profissionais em 2025 estão relacionados ao sofrimento psíquico. “É muito importante que todas as instituições voltem um olhar para perceber o quanto esse servidor necessita ser valorizado”, afirmou Josane Guariente.Conduzida pelo presidente do TRT/MT, desembargador Aguimar Peixoto. Também participaram das discussões o secretário de Estado de Justiça, Valter Furtado Filho, o coordenador do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário (GMF), juiz Geraldo Fidelis Neto, representantes sindicais e gestores ligados à política prisional.O objetivo da reunião foi ampliar a participação dos profissionais que atuam diretamente nas unidades prisionais nas discussões e ações previstas pelo Plano Pena Justa. Iniciativa nacional coordenada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, com o objetivo de promover melhorias estruturais e institucionais no sistema prisional brasileiro, incluindo ações voltadas à valorização dos profissionais que atuam nas unidades penais.A pauta contemplou as demandas de policiais penais e de outros profissionais essenciais ao funcionamento do sistema, como psicólogos, médicos, dentistas e psiquiatras. Como encaminhamento, foi definida a realização de uma audiência pública para aprofundar o debate sobre saúde, condições de trabalho e valorização dos servidores do sistema prisional. A expectativa é que o evento ocorra em dezembro, reunindo instituições e profissionais envolvidos na temática.Informações: TRT-MT

Fonte: Ministério Público MT – MT



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