Mato Grosso
Governo assina contrato de concessão do Terminal Rodoviário de Cuiabá
Mato Grosso
Terminal passará a ser administrado pela empresa Sinart, que deverá fazer reformas e melhorias no período de 25 anos. Investimento será de R$ 18 milhões
Da Redação
O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra), assinou o contrato para a concessão do terminal rodoviário Engenheiro Cássio Veiga de Sá, em Cuiabá, que passa a ser administrado pela empresa Sinart – Sociedade Nacional de Apoio Rodoviário e Turístico Ltda. O prazo de concessão é de 25 anos, período em que a empresa deverá investir em melhorias no terminal.
Assinaram o contrato o secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, Marcelo de Oliveira, o presidente da Sinart, Eduardo Pedreira, e o presidente da Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos Delegados (Ager), Luís Alberto Nespolo, durante reunião na terça-feira (25.05). O contrato assinado é no valor de R$ 240 milhões e os investimentos a serem aplicados diretamente em melhorias estruturais e reforma do terminal, a partir do primeiro ano de concessão, somam R$ 18,9 milhões.
De acordo com o secretário de Estado Marcelo de Oliveira, a assinatura do contrato de concessão é resultado de um grande trabalho do Governo de Mato Grosso para trazer nova gestão à rodoviária de Cuiabá, com reforma do espaço e melhoria dos serviços para oferecer qualidade, acessibilidade e conforto aos usuários, sem perder as caraterísticas marcantes do projeto estrutural e arquitetônico do terminal, elaborado em 1977.

Foto por: Tchélo Figueiredo/Secom-MT
“O terminal rodoviário de Cuiabá é um projeto inovador e muito interessante para a época em que foi construída. Quando anunciaram no passado uma reforma para transformá-lo em um shopping, confesso que fiquei bem chateado, pois ali é um projeto arquitetônico belíssimo. E assim que assumimos esse trabalho de concessão, priorizamos o que as pessoas querem de uma rodoviária: um banheiro decente, chuveiro decente, um ambiente limpo e seguro. O terminal é um patrimônio de Cuiabá e precisa ser valorizado. E assim será feito com essa concessão”, afirmou o secretário.

A concessão prevê que a empresa Sinart seja a responsável pela elaboração e execução de projetos necessários para as obras de conservação, manutenção, operação e a gestão dos serviços públicos delegados a serem prestados pela empresa concessionária, bem como investimentos e melhorias no terminal.
Dentre as melhorias a serem realizadas estão adequações nos banheiros, modificações na área de embarque e desembarque, central de operações, que deverá funcionar com monitoramento do fluxo dos usuários, além de melhorias no estacionamento e sinalização visual dos serviços prestados à população dentro do terminal, por exemplo.
Também estão previstas a instalação de um elevador panorâmico, implantação de vigilância armada e de espaços para serviços comerciais, como caixa eletrônico, restaurante, banca de jornais, lotérica, bem como internet wi-fi, entre outras melhorias.
Segundo o presidente da Sinart, Eduardo Pedreira, a partir dessa concessão a empresa poderá dar início às melhorias previstas que não poderiam ser realizadas antes, em razão de a empresa ter um contrato emergencial de seis meses para a administração da rodoviária. O contrato foi firmado pelo Estado em caráter temporário até a finalização do processo licitatório, sendo que a Sinart foi a única empresa a participar do certame que culminou na assinatura da concessão.
“A rodoviária de Cuiabá é uma concessão que estávamos namorando há bastante tempo. Quando teve esse processo de licitação, mandamos nosso pessoal para cá e começamos a fazer os estudos. Entramos no contrato emergencial para conhecer a realidade daqui e estamos muito motivados com essa conquista do nosso grupo agora. Podemos dizer que esse governo, não apenas pela rodoviária, mas pelas obras e uma série de outras medidas, tem feito um belo trabalho, marcante em nível de Brasil. Mato Grosso tem sido um dos estados que mais tem feito em termos de infraestrutura no país inteiro”, disse.

Ainda segundo ele, a empresa vai se utilizar de toda sua experiência e conhecimento em administração de terminais rodoviários para que possa realizar trabalho de excelência em Cuiabá. A empresa opera há 37 anos em 12 estados brasileiros. “Agora nós vamos fazer os projetos executivos, vamos submetê-los ao poder concedente para aprová-los e, tão logo seja aprovado, podemos dar início à execução das obras. Será feita uma reforma e modernização total. Será padrão aeroporto. Vai ficar uma rodoviária muito bela”, garantiu.
Com a assinatura da concessão, a fiscalização de todo o trabalho a ser realizado, bem como os serviços a serem prestados diariamente de atendimento ao usuário e manutenção predial deverão ser fiscalizados pela Ager, segundo Luís Alberto Nespolo, presidente da Ager. Hoje o terminal rodoviário atende aproximadamente 1,5 milhão de passageiros por ano no transporte intermunicipal e interestadual de passageiros.
“Essa concessão significa ter um parceiro de longa data que tem a obrigação de investir. Enquanto estávamos na precariedade do contrato emergencial de seis meses, esse parceiro não investe, não melhora e é isso o que nós temos enxergado na nossa rodoviária. Agora, com a concessão, estamos em um momento histórico, de ter um parceiro que está obrigado contratualmente a fazer investimentos – e nós temos esse dever de acompanhar e regular, através da Ager, para que tudo que foi combinado e pactuado aconteça para que o Estado e a cidade possam colher essa melhora desse ponto tão importante para a logística de passageiros de Cuiabá”, disse o presidente da Ager.

Mato Grosso
Moradores relatam falta de água e problemas no asfalto
Durante a realização da Ouvidoria Itinerante no Centro Comunitário do bairro Asa Bela, em Várzea Grande, o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), por meio da Ouvidoria Geral, promoveu uma vistoria em sete bairros da região para ouvir de perto as principais demandas da população. A iniciativa integrou a programação da ação realizada no sábado (26) e teve como objetivo aproximar ainda mais a instituição da realidade vivenciada pelos moradores.A equipe da Ouvidoria percorreu os bairros Asa Bela, Asa Branca, Jardim Eldorado, Cidade de Deus, Ataíde Ferreira, Renato Santos e Alice Gonçalves, onde conversou com lideranças comunitárias e moradores para identificar problemas que afetam o cotidiano da população e necessitam de atenção do poder público.Entre as principais reclamações apresentadas à equipe do Ministério Público estão questões relacionadas ao abastecimento de água e às condições da infraestrutura viária. Os relatos apontam dificuldades enfrentadas pelos moradores devido à falta de regularidade no fornecimento de água e à deterioração de ruas e avenidas, situação que compromete a mobilidade e a segurança de motoristas, ciclistas e pedestres.“Vamos encaminhar diretamente para a Secretaria de Infraestrutura da prefeitura de Várzea Grande, porque realmente esses sete bairros precisam de manutenção no asfalto”, destacou a procuradora de Justiça e ouvidora-geral do MPMT, Eliana Cícero de Sá Maranhão Ayres Campos.Durante as visitas, moradores destacaram que alguns dos trechos com problemas na pavimentação já foram palco de acidentes graves, inclusive com registro de mortes, reforçando a necessidade de intervenções que garantam mais segurança à população.“O problema do bairro é infraestrutura e falta de águas. As ruas estão com muitos buracos e nós já tivemos acidentes com morte por aqui. Nós procuramos a Ouvidoria do Ministério Público pra fazer esse canal com o Poder Público”, asseverou o vice-presidente da Associação de Moradores do Asa Bela, Teodoro Monge de Arruda.A vistoria integra a proposta da Ouvidoria Itinerante de levar o Ministério Público para mais perto das comunidades, ampliando os canais de comunicação com a sociedade e possibilitando que as demandas locais sejam acompanhadas diretamente pela instituição. A partir das informações coletadas durante as visitas, serão adotadas as medidas cabíveis para análise e encaminhamento das questões apresentadas pelos moradores.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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