Mato Grosso
Golpistas são presos em operação que investiga venda falsa de veículos
Mato Grosso
Da Redação
A Polícia Civil do Maranhão com apoio da Divisão de Combate a Corrupção (DCCO) de Cuiabá e o Centro de Inteligência de Ribeirão Preto – SP deram simultaneamente o cumprimento de mandados de prisão e de busca e apreensão contra suspeitos de praticarem golpes através de sites de compra e vendas.
Em Cuiabá, foram presos Elzyo Jardel Xavier Pires e Gabriella Vanuzzi Pouso Gomes, ambos estão sendo investigados por receber valores provenientes de vendas fraudulentas de veículos na cidade de São Luís – MA.
Os criminosos replicam anúncios em sites de compra e venda e a partir do determinado anúncio fazem vendas falsas. Em 2018, duas pessoas caíram no golpe após os suspeitos terem anunciado e negociado um veículo Toyota Corolla, na ocasião a vitima teve um prejuízo de mais de R$ 39 mil que foram transferidos para a conta bancária dos investigados.
Elzyo possui inúmeras passagens pela polícia por estelionato nos estados do Acre, Pernambuco e Paraíba, e agora deve responder novamente pelo crime.
Após a prisão, todos ficam disposição da justiça que continua investigando o caso para chegar em outras possíveis vítimas que também teriam sido enganadas pelos golpistas.
Mato Grosso
TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.
A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.
O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.
“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.
A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.
“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.
Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.
O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.
Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.
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