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Força-tarefa com mais de 150 policiais recaptura 13 foragidos de cadeia

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Mato Grosso

Da Redação

 

Mais de 150 policiais estão mobilizados diretamente, além de agentes penitenciários, nas ações de recaptura dos fugitivos da Cadeia Pública de Poconé (104 km de Cuiabá). Quatro foram recapturados pela Polícia Militar imediatamente após a fuga. São eles: Cleomar Gomes de Souza, José Zacarias de Oliveira Gomes, Cleyton Sebastião Pereira e Rogério Rodrigues dos Santos.

Após um trabalho intenso na madrugada adentro pelas forças de segurança, a Polícia Judiciária Civil conseguiu prender Hanfley Railes da Silva, Rodrigo Francisco Marques da Cruz, Welder Batista Brito de Oliveira, João Bruno Proença Sales, Eduardo Manoel Pereira da Silva, Claudiomiro José da Silva, e Odailson Pontes da Silva. Já Thulio Rafael de Souza Fiúza e Valdinez de Souza  se apresentaram espontaneamente na delegacia da Polícia Civil.

Policiais civis prenderam quatro suspeitos durante a troca de vigias do Sesc Pantanal. Equipes já estavam em diligências pela região e conseguiram prender os bandidos. Os presos, além de renderem os vigias, roubaram um veículo. O carro foi recuperado, assim como uma espingarda calibre 12, roubada durante a fuga da Cadeia Pública. 

Equipes especializadas da PJC, PM, Corpo de Bombeiros, policiais do Gefron e do Ciopaer estão percorrendo todo perímetro de Poconé, estradas vicinais, reforçando o policiamento também em Cuiabá, Várzea Grande e Cáceres. A segurança dentro das unidades prisionais e no perímetro externo também ganhou reforço.

Para tratar sobre o assunto será realizada uma coletiva de imprensa às 14h30, na sala de crise da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), em Cuiabá, com representantes das forças de segurança e do sistema prisional.

Fuga

Os presos da Cadeia Pública de Poconé agrediram os agentes que estavam de plantão no momento do recolhimento do banho de sol, quando eram conduzidos para as celas. Um dos agentes disparou munição não letal tentando impedir a fuga, contudo os presos partiram pra cima do servidor e o prenderam em uma das celas. Antes de fugir, os presos ainda roubaram armas e munições da unidade.

O agente agredido durante a fuga dos presos foi atendido e passa bem. 

Os presos foragidos roubaram armamentos e munições da cadeia, como pistolas .40 e espingardas calibre 12.

Foram deslocadas de Cuiabá três equipes de agentes penitenciários de Cuiabá para dar apoio na unidade prisional e auxiliar na recaptura dos foragidos.

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Julgamento é retomado com interrogatório dos réus

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O julgamento dos três acusados de participação no homicídio do advogado Roberto Zampieri foi retomado na manhã desta quarta-feira (30), no Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá. Após o encerramento do primeiro dia de instrução, as partes desistiram da oitiva das testemunhas que ainda estavam arroladas para depor, permitindo o avanço da sessão para a fase de interrogatório dos réus.Os trabalhos foram reiniciados com o interrogatório de Antônio Gomes da Silva, apontado pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) como o autor dos disparos que resultaram na morte do advogado. Na sequência, também deverão ser interrogados os demais réus, Hedilerson Fialho Martins Barbosa e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas.Atuam na acusação os promotores de Justiça Samuel Frungilo e Vinícius Gahyva Martins, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida (NDV). A sessão é presidida pelo juiz José Mauro Nagib Jorge, titular da 11ª Vara Criminal, Justiça Militar e Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá. Também integra a acusação, como assistente, o advogado Giovani Santin.Durante o primeiro dia de julgamento, realizado na terça-feira (29), foram ouvidas seis testemunhas, entre elas delegados da Polícia Civil e da Polícia Federal que atuaram nas investigações do caso. As oitivas abordaram a dinâmica do crime, o planejamento da ação criminosa e os elementos probatórios reunidos ao longo da apuração conduzida pelas forças de segurança.O promotor de Justiça Vinícius Gahyva Martins avaliou o primeiro dia como produtivo no que se refere à instrução e ao esclarecimento dos fatos. Ele destacou o papel do Ministério Público no Tribunal do Júri e criticou estratégias utilizadas para atacar a imagem da vítima.“Estamos defendendo a vida de um ser humano e aqui o Ministério Público tutela o direito à vida de qualquer pessoa, sem fazer qualquer tipo de discriminação. Justificar esse tipo de situação atacando a figura da vítima nada mais é do que uma retórica colocada a serviço da injustiça, da impunidade e daquilo que a sociedade não deseja”, afirmou o promotor de Justiça.O promotor de Justiça Samuel Frungilo lembrou ainda que, segundo a acusação, o envolvimento dos réus como executores e intermediários está demonstrado tanto pelas oitivas das testemunhas realizadas no primeiro dia quanto pelas investigações conduzidas pela Polícia Civil e pela Polícia Federal. “Essa organização foi contratada para matar Roberto Zampieri, e foi isso que fez”, afirmou.Conforme a denúncia oferecida pelo MPMT, Antônio Gomes da Silva é acusado de executar o homicídio. Hedilerson Fialho Martins Barbosa teria participado da execução do plano criminoso, inclusive com o fornecimento da arma utilizada no crime. Já Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas é apontado como integrante da empreitada criminosa.O julgamento prossegue ao longo do dia com os interrogatórios e as demais fases processuais previstas para o Tribunal do Júri.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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