Mato Grosso
Fim da “Era Campos” pode estar numa eventual candidatura do vice de Lucimar
Mato Grosso
Da Redação
Os boatos de que o atual vice-prefeito José Hazama seria o nome previamente escolhido para suceder a prefeita Lucimar Campos no Paço Municipal, com aval da prefeita e do senador Jayme Campos, caíram como uma bomba entre os partidários. Isso porque, no entendimento geral dos seguidores tradicionais da família, a inclusão de Hazama na cabeça de chapa das próximas eleições seria um tiro no pé contra a própria estabilidade e credibilidade política que os Campos conquistaram em anos de gestão à frente de governos (municipal/estadual) e em cargos parlamentares.
Em síntese, argumentaram, falta claramente a José Hazama totais condições de sequenciar a marcha exitosa da administrativa da prefeita Lucimar Campos, principalmente pelo fato de não possuir nenhuma tradição política e, dessa forma, serem quase nulas as suas chances de vitória nas urnas. Ainda foi lembrado o desastrado apoio concedido pelos Campos ao nome de Wallace Guimarães, prefeito cassado.
Na opinião geral de quantos acompanham a longa trajetória política dos Campos, “lançar Hozama à Prefeitura de Várzea Grande é colocar a cabeça na guilhotina por antecipação”.
Há quem o descreveu como um vice somente figurante, testemunha ocular de uma gestão da qual não participa com nenhuma ação concreta. José Hazama tampouco tem colaborado nas incursões políticas perpetradas pelos Campos para solidificar suas bases.
Em síntese, o vice de Lucimar Campos se tornou figura de descarte imperceptível nesses últimos meses, praticamente invisível num cenário de grande movimentação de trabalho pela reconstrução da cidade e na celeridade de ações contínuas desenvolvidas pela titular do cargo, sempre apoiada politicamente pelo esposo senador, Jayme Campos.
A indicação de Hazama, acaso seja oficializada, representa ingestão de essência danosa à saúde política do grupo.
Hazama é um empresário sem perspectivas de amplitude comercial. Detém somente o conhecimento prático no comércio
no qual militou por anos seguidos. Mesmo salientando ter base eleitoral no Cristo Rei, é justamente lá que ele tem sido minado politicamente, não agregando o apoio necessário (mínimo) de quem postula alcançar postos mais elevados no âmbito político. Então, fica a pergunta: mesmo com a amizade e clara simpatia evidenciada pelos Campos à sua pessoa ele conseguirá se eleger? O elemento chave desta pergunta tem nome: povo. Se ele {povo} não quiser, determinado candidato não sai do lugar comum, mantendo-se travado no trono da derrota.
Ademais, pesa ainda sobre José Hazama outras questões de curioso estudo: o empresário é cunhado do ex-prefeito Tião da Zaeli, e tenta dobradinha com Kalil Baracat, neto da ex-prefeita Sarita Baracat, que militou, por mais de meio século, contra a família Campos. E o filho de Sarita, pai de Kalil, o saudoso Nico Baracat, também sequenciou clara oposição à família Campos.
Como alguém com tanto envolvimento com opositores tradicionais da família Campos, da qual busca futuro apoio e aposta fichas de vitória, conseguirá convencer o desconfiado eleitorado várzea-grandense?
Se efetivamente os boatos se confirmarem, com os Campos lançando José Hazama em 2020, atual vice-prefeito de atuação displicente no governo municipal, a família que tem representado tantos avanços em MT pode estar contabilizando mais uma grande derrota nas urnas. Na verdade, será difícil convencer os
eleitores de Várzea Grande que Hazama é o nome ideal para suceder Lucimar, em face do anonimato de sua presença na administração. Falta a Hazama a mobilização que fez Lucimar chegar à Prefeitura, bem como o tato político para arregimentar apoios cruciais a projetos políticos de qualquer espécie.
Foto: Internet
Mato Grosso
Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri
Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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