Mato Grosso
Fábio Tardin: O Mandato da Vergonha
Mato Grosso
Da Redação
O presidente da Câmara de Vereadores de Várzea Grande, vereador Fábio Tardin (DEM), mais uma vez mostra seu despreparo em conduzir a Casa de Leis. Diante do escândalo que foi a prisão do vereador Jânio Calistro (PSD), ou “Jânio Escobar”, como já está sendo chamado pela população em alusão ao famoso traficante colombiano Pablo Escobar, que era responsável pela venda de 90% de toda a cocaína distribuída no mundo. De acordo com as investigações da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), Jãnio Calistro e sua quadrilha eram responsáveis pela venda de 90% do entorpecente comercializado em Várzea Grande.
Diante de tão vergonhosa situação, Tardin afirmou para uma equipe de reportagem da TV Centro América, afiliada da Rede Globo, não saber o que fazer diante da situação do vereador preso.
Na manhã desta terça-feira (14), veio a público, que mesmo preso, Jânio Calistro recebeu seus honorários referentes ao seu salário que passa dos R$ 10 mil e de sua verba indenizatória que chega aos R$ 9 mil, no total foram R$ 19 mil depositados na conta do vereador preso desde o dia 19 de dezembro de 2019.
Segundo Tardin, medidas contra o mandato de Calistro serão tomadas apenas após o retorno dos vereadores do recesso parlamentar que está previsto para acontecer no próximo dia 18 de fevereiro de 2020, uma verdadeira afronta ao povo várzea-grandense que elegeu seus representantes.
É importante ressaltar, que apesar dos trabalhos da câmara se encontrarem em recesso, os vereadores ficam de sobreaviso para eventuais sessões extraordinárias que possam ser convocadas neste período, nas quais são sessões convocadas fora da agenda comum das chamadas sessões ordinárias. Portanto, seria cabível a convocação de uma sessão extraordinária para tratar do assunto e assim, dar inicio ao processo de cassação do vereador preso por tráfico de drogas.
Diante da omissão por parte do presidente, Fábio Tardin, em não tomar uma posição diante da vergonhosa situação em que se encontra a Casa de Leis dos várzea-grandenses, a sociedade já passa ter a certeza que a Câmara Municipal é de fato de “Câmara da Vergonha”, transformando assim o mandato do vereador e presidente do Legislativo, em o “Mandato da Vergonha”.
Pois Tardin, durante a campanha eleitoral de 2016, foi as ruas para convencer o eleitorado de Várzea Grande que ele seria a melhor opção para representa-los no Poder Legislativo, na ocasião, ele afirmava que sabia exatamente o que fazer, diferente de seu atual discurso.
Com tamanho despreparo, Tardin joga a Câmara Municipal e a história do Poder Legislativo a uma vala de decepção e vergonha perante ao cidadão.
Foto: Facebook
Mato Grosso
Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri
Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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