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estante em trabalho de parto em engarrafamento é levada para maternidade de viatura

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Da Redação

 

No início da noite desta segunda-feira (23.04), três policiais da 4ª Companhia de Polícia Militar do Palácio Paiaguás, em Cuiabá, tiveram uma missão diferente: resgatar uma gestante em trabalho de parto do meio do engarrafamento da Avenida Rubens de Mendonça(do CPA) e transportá-la até a maternidade mais próxima.

Os soldados Mascarenhas, Ormond e Cardoso, faziam policiamento ostensivo nessa avenida, nas proximidades do ponto de ônibus da frente do TRT (Tribunal Regional do Trabalho), quando perceberam o desespero de um motorista. O homem estava no meio do engarrafamento, entre carros e ônibus, acenando com as mãos para fora do carro pedindo ajuda.

Ao aproximar do veículo os policiais viram que a esposa do condutor, Edilene dos santos Silva, 22, estava em trabalho de parto e o bebê poderia nascer ali, dentro do carro. Era praticamente certo que não teria tempo para chegar à maternidade se o marido prosseguisse em um carro comum.

Os policiais então transferiram a gestante para a viatura e com sirenes e sinais de luzes ligados foram abrindo caminho no trânsito até o Hospital Júlio Muller. Lá, menos de 10 minutos depois eles ouviram o choro do bebê, um menino, que acabara de nascer.

Há menos de três anos na carreira policial, o soldado Mascarenhas disse que durante essa ocorrência sentiu que estava fazendo algo comprometedor e ao mesmo tempo muito gratificante. Primeiro pela responsabilidade de chegar ao hospital antes do parto, depois, por concluir a missão em segurança para mãe e filho.

A principal preocupação de Mascarenhas e seus colegas, Ormond e Cardoso, era que a mãe e a criança tivessem assistência médica, fossem atendidas em ambiente adequado e seguro para ambas. Antes de deixar a maternidade os policiais foram convidados pela mãe a conhecer o bebê e eternizar o encontro com uma fotografia.  

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Júri do caso Zampieri encerra segundo dia com interrogatórios

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O segundo dia de julgamento dos três acusados de participação no homicídio do advogado Roberto Zampieri foi encerrado na noite desta quarta-feira (30), após cerca de dez horas de sessão no Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá. Os trabalhos foram marcados pelos interrogatórios dos réus e pela análise de pedidos apresentados pela defesa.Atuam na acusação os promotores de Justiça Samuel Frungilo e Vinícius Gahyva Martins, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do MPMT. A sessão é presidida pelo juiz José Mauro Nagib Jorge, titular da 11ª Vara Criminal, Justiça Militar e Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá.Durante o interrogatório, Antônio Gomes da Silva confirmou ter recebido uma fotografia de Roberto Zampieri quando ainda estava em Belo Horizonte (MG). Em outro momento, questionado sobre o sentimento após o homicídio, respondeu que foi o de “missão cumprida”.Antônio ainda evitou, em depoimento, comentar sobre eventual participação do Coronel Caçadini e confirmou o envolvimento de Hedilerson.O segundo interrogatório foi o de Hedilerson Fialho Martins Barbosa, que negou participação no homicídio, apesar de reconhecer que a arma utilizada por Antônio era sua. Já o terceiro a ser interrogado foi Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas – coronel Caçadini. Ele confirmou que conheceu Antônio Gomes da Silva em setembro de 2023, quando o contratou para realizar uma reforma em seu escritório.Caçadini ainda relatou manter relação próxima com o empresário Aníbal Manoel Laurindo, apontado nas investigações como um dos mandantes do crime. Conforme afirmou, os dois mantinham conversas frequentes.A defesa de Antônio Gomes da Silva requereu a suspensão do julgamento, com o desmembramento do processo em relação ao acusado e sua submissão a incidente de insanidade mental. Alternativamente, pediu que os jurados fossem chamados a deliberar, em quesitos específicos, sobre eventual inimputabilidade ou semi-imputabilidade do réu. Os promotores de Justiça manifestaram-se contra os pedidos, que foram indeferidos pelo José Mauro Nagib Jorge.O julgamento será retomado na quinta-feira (1º), quando terão início os debates entre acusação e defesa perante o Conselho de Sentença, etapa que antecede a deliberação dos jurados e a definição do veredicto.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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