Mato Grosso

Equipe de escola de Cuiabá percorre mais de 200 km para entregar kits de alimentação escolar

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Mato Grosso

Da Redação.

Em duas semanas de junho, a Secretaria de Estado de Educação (Seduc) entregou 51.400 kits de alimentação escolar aos estudantes da rede estadual de ensino de Mato Grosso. Os produtos foram preparados e distribuídos pelos gestores das unidades escolares, com a colaboração dos técnicos e apoio educacional. Os pais estão sendo informados pelos gestores que fazem o agendamento da entrega para evitar aglomeração.

O coordenador de Alimentação Escolar da Seduc, Hesloam Maia, esclarece que nem todas as famílias receberam o kit ainda, uma vez que os diretores das escolas fazem a compra e preparam os kits e também a entrega.

A equipe da escola usou máscaras o tempo todo.
Créditos: Divulgação

Em Cuiabá, a Escola Estadual Filogônio Corrêa preparou um esquema especial para fazer a entrega nas comunidades rurais. Localizada na Comunidade da Guia, na Capital, a unidade escolar possui salas anexas em comunidades próximas. Foram quatro veículos para transportar os 55 kits para os locais mais distantes onde funcionam as unidades escolar. Os pais já estavam aguardando, conforme agendamento.

Os veículos percorreram mais de 200 quilômetros – sendo a maior parte em estrada de chão – para chegar até as salas anexas ou mesmo na casa dos pais, pois muitos não poderiam ficar até à noite aguardando a comitiva.

Família recebe o kit ao entardecer.
Créditos: Divulgação

“Utilizamos uma camionete e três automóveis lotados com os kits, para atender os alunos das salas anexas da EE Filogonio Corrêa, nas comunidades circunvizinhas do Distrito de Aguaçu como Bandeiras, Machado, Monjolo, Mineira, Marcolana e outras. Algumas regiões distantes a mais de 30 quilômetros das salas anexas em Aguaçu, onde esses alunos estudam e distantes a cerca de 60 quilômetros da Sede da escola no Distrito da Guia. Daí a necessidade de montar uma logística maior”, destaca a diretora Joelma Adriana Teixeira.

Conforme Adriana, foram 110 kits para famílias com alunos matriculados nas salas anexas. Na sede da escola foram distribuídos 270 kits da segunda etapa. Em abril, foram entregues 150 conjuntos.

Os kits foram preparados com produtos da agricultura familiar.
Créditos: Divulgação

Mais e maior

Segundo o Hesloam Maia, o segundo kit é mais diversificado já que estão inclusos produtos da agricultura familiar. O kit é composto de arroz, feijão, leite, alface, mandioca, laranja, banana e frango. O valor do segundo kit, assim como o primeiro, foi estimado em R$ 45,00 cada. “A intenção é aproximar os kits da alimentação servida nas unidades escolares”, destaca Hesloam Maia.   

O pagamento dos kits de alimentação escolar será feito com os recursos financeiros do Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae), conforme Artigo 2º da Resolução nº 02 de 2020 do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).

A equipe retornou à escola somente à noite.
Créditos: Divulgação
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Mato Grosso

Município regulariza medição da qualidade da água após TAC

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O Município de Itiquira (a 361 km de Cuiabá) regularizou o monitoramento da potabilidade da água fornecida à população, incluindo a análise de metais pesados e agrotóxicos. A medida atende compromisso firmado com o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), por meio da Promotoria de Justiça de Itiquira, em Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) celebrado em maio deste ano no âmbito da política municipal de saneamento.As amostras foram coletadas em 12 pontos do sistema de abastecimento, sendo 11 locais de captação e a Estação de Tratamento de Água (ETA). Os exames contemplaram todos os parâmetros exigidos pela Portaria GM/MS nº 888/2021, do Ministério da Saúde, e apontaram resultados dentro dos padrões de potabilidade estabelecidos pela legislação.Segundo a Promotoria de Justiça, as análises realizadas anteriormente não incluíam alguns dos agrotóxicos mais utilizados na região e previstos no Anexo 9 da Portaria GM/MS nº 888/2021. Com a regularização do monitoramento, o controle passa a contemplar esses parâmetros.Além dos exames realizados por laboratório contratado pelo município, a Promotoria de Justiça de Itiquira solicitou ao Centro de Apoio Operacional às Execuções (CAEx) do MPMT a realização de uma contraprova. O objetivo é verificar se os resultados obtidos pelo laboratório privado são confirmados por análise independente.Nesta sexta-feira (2), representantes da Prefeitura de Itiquira, do Ministério Público e o professor doutor Domingos Sávio Barbosa, do Laboratório de Química Ambiental da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), reuniram-se para discutir a possibilidade de implantação de um monitoramento contínuo da qualidade da água, por meio de parceria com a instituição de ensino.Para o promotor de Justiça Claudio Angelo Correa Gonzaga, o avanço representa o cumprimento de uma demanda histórica da instituição e um importante passo para a proteção da saúde pública.“Essa é uma demanda antiga do Ministério Público. Houve compromissos firmados anteriormente e repactuados neste ano, mas o monitoramento era realizado de forma intermitente ou incompleta. Agora, o município avança para regularizar definitivamente a situação. Em um estado com uso intenso de agrotóxicos, é fundamental que a população tenha acesso a informações confiáveis sobre a qualidade da água que consome. O desafio é transformar essas análises em uma rotina permanente e fortalecer a transparência, permitindo que cada cidadão também exerça o papel de fiscal”, destacou.Transparência – Conforme previsto no TAC, todos os relatórios das análises ficarão disponíveis para consulta pública no site da Prefeitura de Itiquira. A medida busca garantir transparência e possibilitar o acompanhamento dos resultados pela sociedade. Eventuais reclamações ou inconsistências identificadas nos relatórios poderão ser comunicadas à Promotoria de Justiça de Itiquira por meio da Ouvidoria do Ministério Público de Mato Grosso, inclusive de forma sigilosa.

Foto: Reprodução Instagram.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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