Mato Grosso
Em Sinop, três jovens são executados em sequência na madrugada de sexta
Mato Grosso
Da Redação
Três homicídios foram registrados na madrugada desta sexta-feira (26) na cidade de Sinop (503 km de Cuiabá).
Segundo as informações os crimes teriam acontecido em bairros diferentes e em um curto espaço de tempo.
Edgar Alves de Souza, 18 anos foi o primeiro a ser morto por volta das 1h20 no bairro Vila Santana, Edgar recebeu três disparos de arma de fogo, dois nas costas e um no braço esquerdo. Menos de dez minutos depois, Thiago Oliveira Silva. 27 anos, também foi executado, desta vez no bairro Jardim Roma, de acordo com as informações, Thiago foi morto com um tiro na cabeça.
Uma terceira vítima foi executada com tiros que atingiram a região do tórax. Esta, não possuía documentos, por este motivo ainda não foi identificada, o crime ocorreu no bairro Jaraguá do Sul.
A polícia está investigando o crime, porém pouco se sabe até o momento, já que não foram encontradas testemunhas que possam auxiliar nas investigações.
Os investigadores acreditam, que os crimes foram cometidos por uma única pessoa que supostamente seria um justiceiro, porém, não foi divulgado se as vítimas possuíam passagens criminais.
Os corpos foram periciados e encaminhados para o Instituto Médico Legal (IML) onde aguardam liberação.
Mato Grosso
TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.
A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.
O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.
“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.
A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.
“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.
Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.
O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.
Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.
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