Mato Grosso
Em reunião com prefeitos e governo, Botelho garante avanços em proposta à saúde
Mato Grosso
Presidente Botelho tem sido incisivo nas discussões em defesa dos municípios. E defende a união de todos os poderes para destinar recursos ao setor
Da Redação
Em mais uma reunião entre prefeitos, deputados e governo estadual, realizada nesta terça-feira (30), no Palácio Paiaguás, o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Eduardo Botelho (PSB), destacou que o consenso deverá prevalecer à elaboração de uma proposta eficaz que ajude a área de saúde a sair da crise, sem penalizar os municípios. Dessa forma, será criada uma comissão especial com seis deputados, seis prefeitos e a equipe econômica do governo para formatar a proposta.
Ontem (29), o mesmo assunto foi tratado na Casa de Leis, 63 prefeitos e o presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Neurilan Franga, deixaram claro que não concordam em destinar para a saúde, os recursos que recebem do Fethab.
“Ficou definido que não vamos mexer com a questão dos municípios. Vamos direcionar parte dos recursos para a Saúde dos Fethab 1 e 2 (commodities e diesel) dos poderes e do estado, sem mexer com o Fethab dos municípios. Essa proposta ainda será elaborada pela comissão especial”, explicou Botelho, ao descartar a retirada de recursos da Comunicação do governo.
Reforçou a importância do diálogo e que está conversando com os representantes de todos os outros poderes e AMM. “Hoje não houve pressão por parte dos prefeitos. Até mesmo porque essa decisão não estava tomada. O governador pediu para discuti-la. E nós fizemos isso. E, agora, parece que estamos chegando ao consenso”, esclareceu o presidente.
A nova comissão reacende as esperanças para salvar o setor. “Precisamos encontrar uma saída para resolver a questão da saúde porque não podemos mais aceitar pessoas morrendo, hospitais fechados, PSFs sem medicamentos e ambulâncias quebradas. Esse caos que se instalou na área da saúde pública”, disse Neurilan, ao confirmar a participação na comissão especial e afirmar que os prefeitos são parceiros do Governo do Estado.
O líder do governo na ALMT, deputado Dilmar Dal Bosco (DEM), reforçou a necessidade do empenho de todos para a saúde, que precisa de recursos oriundos dos poderes, emendas de deputados federais, senadores e outras fontes.
Mato Grosso
MPMT capacita servidores sobre planejamento de contratações e uso de IA
O Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) promoveu, nos dias 24 e 25 de setembro, uma capacitação voltada aos servidores da área-meio sobre planejamento de contratações públicas e o uso de novas tecnologias no desenvolvimento dos documentos exigidos pela legislação. Com o tema “O planejamento da contratação com base na Lei 14.133/2021 – construindo ETPs e TR com uso do ChatGPT e outras tecnologias para servidores do MPMT”, o curso foi ministrado pelo professor Sandro Bernardes, auditor do Tribunal de Contas da União (TCU).Ao longo dos dois dias, os participantes tiveram contato com aspectos relacionados ao planejamento das contratações, especialmente à elaboração de documentos como o Estudo Técnico Preliminar (ETP) e o Termo de Referência (TR), além de conhecerem possibilidades de aplicação da inteligência artificial e de outras ferramentas tecnológicas na rotina de trabalho.Para o assessor especial da Subprocuradoria-Geral de Justiça Administrativa, José Fabrício Silva, a capacitação ocorre em um momento importante de adaptação às exigências trazidas pela nova legislação de contratações públicas.“Esse tipo de capacitação é fundamental por dois aspectos essenciais. O primeiro é que as equipes que constroem essas demandas de contratação ainda precisam de formação sobre a estrutura dos documentos e tudo o que precisa ser preparado para que uma contratação seja realizada”, explicou.José Fabrício também destacou a utilização da inteligência artificial como uma ferramenta capaz de auxiliar os servidores diante do volume e da complexidade dos documentos produzidos no processo de contratação. “São documentos, às vezes, de muitas páginas, de uma estrutura que a lei exige que seja feita. A capacitação realmente veio para ajudar no dia a dia”, afirmou.Na avaliação do servidor, a incorporação de novas tecnologias à administração pública tende a fazer parte cada vez mais da rotina. “Quanto mais capacitadas as pessoas para darem conta de acompanhar esse avanço, que não é só no setor público, mas também no setor privado, melhores serão os resultados para a administração e, consequentemente, para a população”, ressaltou.A servidora Débora Luz, que atua na Coordenadoria de Engenharia e acompanha atividades relacionadas ao departamento, também destacou a importância da formação continuada. Entre suas atribuições estão o assessoramento na elaboração de documentos relacionados às contratações de engenharia, com atenção à legislação e às normas aplicáveis.Para ela, cursos dessa natureza são fundamentais para o aprimoramento dos processos de contratação do Ministério Público. “Não só importante, como essencial, fundamental. Uma condição sem a qual não é possível nós evoluirmos nossas contratações e licitações aqui no Ministério Público”, afirmou.Débora defendeu ainda que a capacitação seja realizada de forma permanente, permitindo o aprofundamento dos conhecimentos e a aplicação prática dos conteúdos. “A cada etapa, a cada curso, você permite se aprofundar mais na matéria e aplicar na sua prática. Então, sem uma reincidência, um retorno disso, eventualmente até com alguns mesmos professores ou mesmas temáticas, a gente não consegue andar evoluindo os resultados”, explicou.Para a servidora, a participação de especialistas com experiência na administração pública federal também contribui para aproximar o conteúdo apresentado da realidade enfrentada pelas equipes do MPMT.O professor Sandro Bernardes ressaltou que a atualização dos servidores é essencial diante das transformações pelas quais passa a administração pública. Segundo ele, o curso integra um processo de desenvolvimento de capacidades e habilidades necessárias aos profissionais que atuam em todas as etapas da contratação pública, desde o planejamento até a entrega do objeto à sociedade. “Não existe retrocesso” no uso da inteligência artificial, afirmou o professor, ao destacar que essas ferramentas tendem a ser incorporadas cada vez mais ao cotidiano profissional.O instrutor também chamou atenção para o papel da tecnologia como instrumento de apoio ao trabalho dos servidores, e não como substituta da atuação humana. Para ele, ferramentas de inteligência artificial podem potencializar o trabalho, proporcionando maior celeridade e novas possibilidades de pesquisa e análise, mas a supervisão humana permanece indispensável. “O que as plataformas, os chats e as IAs que temos à disposição vão fazer por nós é potencializar o nosso trabalho”, explicou.Sandro Bernardes destacou ainda que a responsabilidade pelas decisões continua sendo humana, especialmente no serviço público, que tem como finalidade atender às necessidades da sociedade. “A supervisão humana ainda é necessária, primeiro pela responsabilidade que a gente tem diante da comunidade civil. A plataforma nunca vai se comportar como ser humano; ela vai emular, vai usar algoritmos, números para tentar traduzir aquilo que considera como interesse público”, afirmou.Segundo o professor, a tecnologia pode ampliar as possibilidades de atuação dos servidores, mas não substitui aspectos próprios da experiência humana, como a capacidade de compreender contextos, interpretar situações e manter proximidade com a sociedade.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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