Mato Grosso
Em menos de 24 horas, PM frustra três tentativas de furto a banco em Cuiabá e VG
Mato Grosso
Da Redação
Em menos de 24 horas, a Polícia Militar frustrou três tentativas de furto a banco na região da baixada cuiabana, da manhã de domingo (29.03) até a madrugada desta segunda-feira (30.03). Um homem foi preso e duas malas repletas de ferramentas utilizadas para invadir a agência e explodir cofres e caixas eletrônicos foi apreendida nas ações.
Nesta segunda-feira, por volta das 03h30, policiais do 3º Batalhão da PM averiguaram uma tentativa de furto a banco na Rua Pará, no bairro CPA II. Na checagem, a equipe verificou que um caixa eletrônico já havia sido danificado. Policiais do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) foram acionados e fizeram uma varredura em busca de artefatos explosivos no estabelecimento. Outra equipe segue em diligência em busca dos suspeitos.
Um pouco antes da ocorrência no bairro CPA II, policiais do Batalhão Rotam foram acionados a dar apoio as equipes do 2º Comando Regional de Várzea Grande, na mesma situação, uma tentativa de furto a banco, desta vez, na Avenida Couto Magalhães.
A polícia cercou o local e prendeu em flagrante um homem de 28 anos que contou que ele e mais dois comparsas iriam explodir os dois cofres da agência, mas ao perceber a chegada dos policiais, fugiram do local. Os policiais encontraram o buraco feito pelos suspeitos para entrar na agência e apreenderam uma maleta que o suposto trio teria abandonado em cima do telhado do banco. Nas malas os policiais encontraram diversas ferramentas como mantas térmicas, esmerilhadeira, martelete, corda, alicates dentre outros objetos.
Outra tentativa de furto a banco foi impedida por policiais do 4ª Companhia Independente da PM, no domingo (29.03). Eles foram acionados para verificar uma situação de incêndio a uma agência bancária localizada na Avenida Fernando Correa, na capital.
No local, os policiais constataram que alguns caixas eletrônicos estavam pegando fogo e perceberam um artefato explosivo no chão do estabelecimento. De imediato, os policiais solicitaram apoio de uma equipe do Bope e da Polícia Federal. A PM fez a retirada do artefato explosivo do saguão do banco e equipes seguiram em buscas dos suspeitos.
Das três ocorrências registradas nestas últimas, duas delas receberam apoio das equipes do Batalhão Rotam da PM. O comandante da unidade especializada, tenente-coronel Paulo Cesar explica que regiões bancárias e comerciais, por serem muito visadas por criminosos, são monitoradas constantemente para frustrar ações criminosas.
Foto: PMMT
Mato Grosso
TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.
A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.
O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.
“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.
A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.
“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.
Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.
O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.
Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.
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