Mato Grosso
Em menos de 24 horas, ação conjunta localiza carro roubado
Mato Grosso
Da Redação
Um veículo roubado foi localizado pelo Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) durante patrulhamento preventivo em Cuiabá. O carro, modelo Prisma de cor prata, havia sido roubado no início da noite de segunda-feira (05.06), na região da Avenida Getúlio Vargas, no Centro.
Em menos de 24 horas, já na terça-feira (06.06), o carro foi encontrado em uma área de difícil acesso, próximo ao bairro Doutor Fábio, na Capital.
O comandante do Ciopaer, coronel PM Henrique Silva Santos, disse que o patrulhamento aéreo é constante, contudo, o êxito nas ações são resultados do trabalho integrado entre as forças de Segurança Pública.
“Com base nas informações de veículos roubados e furtados na região metropolitana, a tripulação do Águia realizou a aproximação ao veículo e a checagem junto ao Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), que confirmou que o carro era roubado”, disse o comandante.
A tripulação da aeronave acionou uma viatura do 3º Batalhão de Polícia Militar, que foi até o local para encaminhar o veículo à Delegacia Especializada de Roubo e Furto de Veículo Automotor (DERRFVA).
O proprietário do veículo, Odirlei Florentino de Araújo, de 32 anos, elogiou a rápida resposta das forças de Segurança em localizar o carro que utiliza para trabalho e lazer com a família. “Por mais tenha seguro, saber que o carro foi recuperado tão rápido me deixou muito feliz”.
Balanço
A ação desta terça-feira é mais uma que resulta do trabalho integrado do Ciopaer com a Polícia Militar (PM-MT) e Polícia Judiciária Civil (PJC). De janeiro deste ano até agora, o Centro Integrado de Operações Aéreas localizou mais de 37 veículos em Cuiabá e Várzea Grande durante patrulhamento aéreo.
Neste ano, o grupamento aéreo intensificou o serviço de inteligência e a parceria com as delegacias da Polícia Judiciária Civil, em especial de roubo e furto de veículos, conforme o coronel PM Henrique.
Além de Cuiabá e Várzea Grande, o patrulhamento aéreo ocorre nas regiões circunvizinhas, com o objetivo de localizar veículos abandonados que foram roubados ou furtados.
Ciopaer
As atividades do Ciopaer foram regulamentadas pelo Governo do Estado por meio do Decreto nº 8304, de 17 de novembro de 2006. O objetivo é centralizar, em um único órgão, o controle, a operação e a manutenção das aeronaves de asas fixas e rotativas de atividade policial de Mato Grosso.
Atualmente, o Ciopaer dispõe de três helicópteros e quatro aeronaves. O efetivo é de 92 profissionais da segurança pública, entre policiais militares, policiais civis e bombeiros militares, que se dividem nas funções de pilotos, tripulantes, mecânicos e nos serviços administrativos.
Os profissionais atuam em apoio às ocorrências de roubos, cercos, perseguições, resgates, salvamentos, incêndio, defesa civil, entre outros.
Desde 2015, o Ciopaer tem auxiliado as forças de segurança pública nas ações integradas em todo o estado. Além disso, o grupamento especializado também realiza patrulhamentos preventivos com foco na redução dos índices criminais.
Em 2016, por exemplo, foram realizados 216 patrulhamentos aéreos em Cuiabá e Várzea Grande, o que contribuiu de forma direta para a redução dos índices de criminalidade nas duas maiores cidades mato-grossenses.
Mato Grosso
MPMT capacita servidores sobre planejamento de contratações e uso de IA
O Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) promoveu, nos dias 24 e 25 de setembro, uma capacitação voltada aos servidores da área-meio sobre planejamento de contratações públicas e o uso de novas tecnologias no desenvolvimento dos documentos exigidos pela legislação. Com o tema “O planejamento da contratação com base na Lei 14.133/2021 – construindo ETPs e TR com uso do ChatGPT e outras tecnologias para servidores do MPMT”, o curso foi ministrado pelo professor Sandro Bernardes, auditor do Tribunal de Contas da União (TCU).Ao longo dos dois dias, os participantes tiveram contato com aspectos relacionados ao planejamento das contratações, especialmente à elaboração de documentos como o Estudo Técnico Preliminar (ETP) e o Termo de Referência (TR), além de conhecerem possibilidades de aplicação da inteligência artificial e de outras ferramentas tecnológicas na rotina de trabalho.Para o assessor especial da Subprocuradoria-Geral de Justiça Administrativa, José Fabrício Silva, a capacitação ocorre em um momento importante de adaptação às exigências trazidas pela nova legislação de contratações públicas.“Esse tipo de capacitação é fundamental por dois aspectos essenciais. O primeiro é que as equipes que constroem essas demandas de contratação ainda precisam de formação sobre a estrutura dos documentos e tudo o que precisa ser preparado para que uma contratação seja realizada”, explicou.José Fabrício também destacou a utilização da inteligência artificial como uma ferramenta capaz de auxiliar os servidores diante do volume e da complexidade dos documentos produzidos no processo de contratação. “São documentos, às vezes, de muitas páginas, de uma estrutura que a lei exige que seja feita. A capacitação realmente veio para ajudar no dia a dia”, afirmou.Na avaliação do servidor, a incorporação de novas tecnologias à administração pública tende a fazer parte cada vez mais da rotina. “Quanto mais capacitadas as pessoas para darem conta de acompanhar esse avanço, que não é só no setor público, mas também no setor privado, melhores serão os resultados para a administração e, consequentemente, para a população”, ressaltou.A servidora Débora Luz, que atua na Coordenadoria de Engenharia e acompanha atividades relacionadas ao departamento, também destacou a importância da formação continuada. Entre suas atribuições estão o assessoramento na elaboração de documentos relacionados às contratações de engenharia, com atenção à legislação e às normas aplicáveis.Para ela, cursos dessa natureza são fundamentais para o aprimoramento dos processos de contratação do Ministério Público. “Não só importante, como essencial, fundamental. Uma condição sem a qual não é possível nós evoluirmos nossas contratações e licitações aqui no Ministério Público”, afirmou.Débora defendeu ainda que a capacitação seja realizada de forma permanente, permitindo o aprofundamento dos conhecimentos e a aplicação prática dos conteúdos. “A cada etapa, a cada curso, você permite se aprofundar mais na matéria e aplicar na sua prática. Então, sem uma reincidência, um retorno disso, eventualmente até com alguns mesmos professores ou mesmas temáticas, a gente não consegue andar evoluindo os resultados”, explicou.Para a servidora, a participação de especialistas com experiência na administração pública federal também contribui para aproximar o conteúdo apresentado da realidade enfrentada pelas equipes do MPMT.O professor Sandro Bernardes ressaltou que a atualização dos servidores é essencial diante das transformações pelas quais passa a administração pública. Segundo ele, o curso integra um processo de desenvolvimento de capacidades e habilidades necessárias aos profissionais que atuam em todas as etapas da contratação pública, desde o planejamento até a entrega do objeto à sociedade. “Não existe retrocesso” no uso da inteligência artificial, afirmou o professor, ao destacar que essas ferramentas tendem a ser incorporadas cada vez mais ao cotidiano profissional.O instrutor também chamou atenção para o papel da tecnologia como instrumento de apoio ao trabalho dos servidores, e não como substituta da atuação humana. Para ele, ferramentas de inteligência artificial podem potencializar o trabalho, proporcionando maior celeridade e novas possibilidades de pesquisa e análise, mas a supervisão humana permanece indispensável. “O que as plataformas, os chats e as IAs que temos à disposição vão fazer por nós é potencializar o nosso trabalho”, explicou.Sandro Bernardes destacou ainda que a responsabilidade pelas decisões continua sendo humana, especialmente no serviço público, que tem como finalidade atender às necessidades da sociedade. “A supervisão humana ainda é necessária, primeiro pela responsabilidade que a gente tem diante da comunidade civil. A plataforma nunca vai se comportar como ser humano; ela vai emular, vai usar algoritmos, números para tentar traduzir aquilo que considera como interesse público”, afirmou.Segundo o professor, a tecnologia pode ampliar as possibilidades de atuação dos servidores, mas não substitui aspectos próprios da experiência humana, como a capacidade de compreender contextos, interpretar situações e manter proximidade com a sociedade.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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