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Em Chapada dos Guimarães a polícia comunitária realiza palestra para mais de 70 estudantes

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Da Redação

A equipe da Coordenadoria de Polícia Comunitária, da Polícia Judiciária Civil (COORDPCOM), esteve na Câmara Municipal de Chapada dos Guimarães (67 km ao Norte), na sexta-feira (20.06), onde foi realizada uma palestra para mais 70 alunos da Escola Teles de Mileto.

Durante a conversa com os alunos, foram abordados diversos assuntos, desde o papel da Casa de Leis e de seus representantes, porém o foco principal foi temas como violências, nas suas mais variadas manifestações, especialmente as que incidem mais fortemente ao ambiente escolar e familiar, vitimando crianças e adolescentes.

Entre os assuntos abordados com os estudantes estavam “Atentados em escolas”, “Bullying e Ciberbullying”, “Violência Contra Mulher e Crianças”, dentre outros.

A palestra foi dirigida aos alunos do sexto, sétimo e oitavo ano do Ensino Fundamental. Durante o evento, também foram realizadas outras atividades como roda de conversa para esclarecimento de dúvidas dos adolescentes e sorteio de brindes. 

A investigadora da Polícia Civil Tatiane Castro, relata que ficou entusiasmada com o grau de interesse dos alunos nos temas abordados durante a palestra. “São questões que afligem os alunos em seu cotidiano. Foi uma oportunidade para eles, em que diversas dúvidas foram apresentadas e esclarecidas”, disse a policial.

O diretor da Escola externou grande felicidade em ver o grau de comprometimento dos alunos em inquerir juntos aos policiais casos e situações que já presenciaram no ambiente escolar e familiar.

O diretor Hudson Benedito, agradeceu toda a equipe da  Policia Civil, desde a Delegacia de Chapada dos Guimarães, que indicou os projetos da COORDPCOM, até mesmo o pronto atendimento prestado, no agendamento e concretização do evento.

Tendo como compromisso de estreitar os laços, o diretor se comprometeu promover novos eventos, envolvendo até mesmo outras escolas, para abordas os temas pertinentes aos alunos e seus anseios. 

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TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



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