Mato Grosso

Educação: pandemia “acende sinal de alerta” para retorno das aulas presenciais

Publicado em

Mato Grosso

Da Redação

Finalizando o primeiro semestre educacional com aulas remotas, em decorrência da pandemia do coronavírus, com a iminência de retorno das aulas presenciais para o segundo semestre, a notícia das mortes de vários profissionais da educação, seja de uma das maiores e tradicionais instituições de ensino particular da Capital, como de estabelecimentos públicos, “acenderam o sinal de alerta”, tanto aos empresários, os servidores, pais e estudantes, vereadores, prefeitos, deputados e governador.

Certo que todos buscam minimizar os prejuízos educacionais, que a pandemia está causando em toda uma geração de estudantes, seja para quem está iniciando no maternal, infantil, como também, para aqueles que estão buscando ingressar em um curso universitário, ou concluído a sua vida acadêmica.

Os debates entre os agentes públicos, visão proporcionar melhores condições aos profissionais da educação, e aos estudantes em geral, porém as dúvidas, o número de pessoas vacinadas, os dados de contaminação e vítimas anunciadas exclusivamente deste setor, ainda geram muitas dúvidas, questionamentos e medo, seja por parte dos profissionais, alunos e pais de serem contaminados e perderem  as suas vidas ou de entes queridos, para uma doença que ainda continua descontrolada, dilacerando famílias em todo instante.

Nos últimos dias, os veículos que comunicação da capital publicaram como número de mortes, vários profissionais da educação que trabalhavam em Mato Grosso, são eles:

Professora Odilza Jara Gomes, 53 anos.

Professora Marilei Carlini, 58 anos.

Técnica administrativa Alexandra Nogueira, 47 anos.

Vigilante Aparecido Porto de Aguiar, 54 anos.

Professora, Sandra Maria Oliveira Barboza, 55 anos.

Professora, Sione dos Reis, 46 anos.

Coordenadora, Padagógica Rógena Bucair Nogueira, 53 anos

Professora, Zenilda Pereira Sampaio, 60 anos,

No site do Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público de Mato Grosso (Sintep-MT), as notas de pesar estão estampadas, prestando as devidas condolências e solidariedades. Está previsto para os próximos dias, uma reunião envolvendo os representantes do Sintep-MT com os agentes públicos, para debater sobre as melhores ações e posicionamento de retorno as aulas.

O assunto é extremamente delicado e polêmico, já que envolve muitas questões, desde o principal que é resguardar a vida das pessoas, como evitar os prejuízos educacionais a uma geração toda, como também das questões econômicas, para os empresários donos de instituição de ensino particular, a crise já foi instaurada, com a diminuição de alunos, cortes de funcionários, atrasos salarias e demissões constantes.

Durante esta semana, novos rumos deverão ser apresentados, principalmente depois das reuniões com os representantes do setores, já que nem a maioria dos servidores da educação foram vacinados para ingressar no sistema de aula presencial.

Para os pais, a preservação da vida dos seus filhos está em primeiro lugar. Para os alunos, o receio de contaminação em sala é constante, sem falar dos profissionais, que praticamente todos os dias recebem notícias de colegas de profissão, como mais uma na lista de vítimas da Covid-19.

Foto: SECOM/MT

 

COMENTE ABAIXO:
Propaganda
Clique para comentar

Você precisa estar logado para postar um comentário Login

Deixe uma resposta

Mato Grosso

Município regulariza medição da qualidade da água após TAC

Publicados

em


O Município de Itiquira (a 361 km de Cuiabá) regularizou o monitoramento da potabilidade da água fornecida à população, incluindo a análise de metais pesados e agrotóxicos. A medida atende compromisso firmado com o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), por meio da Promotoria de Justiça de Itiquira, em Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) celebrado em maio deste ano no âmbito da política municipal de saneamento.As amostras foram coletadas em 12 pontos do sistema de abastecimento, sendo 11 locais de captação e a Estação de Tratamento de Água (ETA). Os exames contemplaram todos os parâmetros exigidos pela Portaria GM/MS nº 888/2021, do Ministério da Saúde, e apontaram resultados dentro dos padrões de potabilidade estabelecidos pela legislação.Segundo a Promotoria de Justiça, as análises realizadas anteriormente não incluíam alguns dos agrotóxicos mais utilizados na região e previstos no Anexo 9 da Portaria GM/MS nº 888/2021. Com a regularização do monitoramento, o controle passa a contemplar esses parâmetros.Além dos exames realizados por laboratório contratado pelo município, a Promotoria de Justiça de Itiquira solicitou ao Centro de Apoio Operacional às Execuções (CAEx) do MPMT a realização de uma contraprova. O objetivo é verificar se os resultados obtidos pelo laboratório privado são confirmados por análise independente.Nesta sexta-feira (2), representantes da Prefeitura de Itiquira, do Ministério Público e o professor doutor Domingos Sávio Barbosa, do Laboratório de Química Ambiental da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), reuniram-se para discutir a possibilidade de implantação de um monitoramento contínuo da qualidade da água, por meio de parceria com a instituição de ensino.Para o promotor de Justiça Claudio Angelo Correa Gonzaga, o avanço representa o cumprimento de uma demanda histórica da instituição e um importante passo para a proteção da saúde pública.“Essa é uma demanda antiga do Ministério Público. Houve compromissos firmados anteriormente e repactuados neste ano, mas o monitoramento era realizado de forma intermitente ou incompleta. Agora, o município avança para regularizar definitivamente a situação. Em um estado com uso intenso de agrotóxicos, é fundamental que a população tenha acesso a informações confiáveis sobre a qualidade da água que consome. O desafio é transformar essas análises em uma rotina permanente e fortalecer a transparência, permitindo que cada cidadão também exerça o papel de fiscal”, destacou.Transparência – Conforme previsto no TAC, todos os relatórios das análises ficarão disponíveis para consulta pública no site da Prefeitura de Itiquira. A medida busca garantir transparência e possibilitar o acompanhamento dos resultados pela sociedade. Eventuais reclamações ou inconsistências identificadas nos relatórios poderão ser comunicadas à Promotoria de Justiça de Itiquira por meio da Ouvidoria do Ministério Público de Mato Grosso, inclusive de forma sigilosa.

Foto: Reprodução Instagram.

Fonte: Ministério Público MT – MT



COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTE

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA