Mato Grosso
Duzentas escolas da rede estadual serão reformadas
Mato Grosso
Da Redação
Duzentas escolas da rede estadual de ensino passarão por reformas preventivas. O anúncio foi feito pelo governador Mauro Mendes, na última sexta-feira (07.02), durante a assinatura da ordem de serviço para a retomada das obras de construção de uma escola no bairro Jardim Maria Tereza, no município de Rondonópolis.
A manutenção será feita nas 100 escolas com melhores notas do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) e nas 100 que estão com piores condições físicas, de acordo com o critério estabelecido pelo Estado.
“Serão reparos básicos como pintura, conserto da parte hidráulica, como troca de torneira, vaso sanitário, parte elétrica e também conserto nos telhados”, adiantou.
Em seu discurso, o governador lembrou que, através de fotos, viu muitas unidades em situações precárias. “Dá vergonha de ver as condições que estão essas unidades escolares e nada foi feito”, assinalou.
Piores condições
Para definir as escolas em piores condições, será feita uma avaliação da infraestrutura. O secretário adjunto Executivo da Seduc, Alan Porto, informou que já existe um diagnóstico realizado pela Secretaria de Educação. A lista ainda não foi apresentada à titular da pasta e nem ao governador. “Assim que a lista for validada, será de conhecimento público”, assegura.
Ideb
Em relação ao Ideb, a rede estadual de ensino possui três etapas do índice – anos iniciais e anos finais do ensino fundamental e ensino médio. A secretária Marioneide Kliemaschewsk vai definir com o governador quais os critérios a serem adotados para a escolha das 100 melhores escolas.
Foto: Christiano Antonucci Secom MT
Mato Grosso
Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri
Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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