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Duas aeronaves equipadas farão transporte de pacientes de urgência e emergência em Mato Grosso

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Da Redação

Duas aeronaves equipadas com UTI foram incorporadas à frota do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer), unidade da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT). Um dos aviões, modelo Chayenne II XL, já começa a operar em fevereiro. Com o incremento, o Governo de Mato Grosso deve economizar inicialmente cerca de R$ 5 milhões ao ano com transporte de pacientes de urgência e emergência. Hoje este serviço é feito, exclusivamente, por uma empresa terceirizada.

O segundo avião passará por manutenção e instalação dos equipamentos médicos e, posteriormente, já estará apto para o transporte de pacientes do interior do Estado para a Capital.

Para a aquisição e adequação dos aviões, o Ciopaer criou uma Comissão de Implantação de Serviço Aeromédico, que definiu modelo, equipamento e atuação que melhor atende à demanda do Estado. Dentro da Comissão há também o processo de treinamento dos tripulantes, médicos e enfermeiros, que foram disponibilizados pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT).

A aeronave adquirida nos Estados Unidos da América (EUA) tem capacidade para dois tripulantes, seis passageiros e autonomia de seis horas e 30 minutos de voo. A aquisição da primeira aeronave e a adequação de outra unidade custaram R$ 3,8 milhões e o valor foi viabilizado pelo Ministério Público Estadual (MPE) e o Poder Judiciário, por meio de Termo de Ajustamento de Conduta (TAC).

“O trabalho da comissão se baseou em ter os mesmos modelos e equipamentos que são fornecidos no setor privado. O objetivo é gerar economia para o Estado e garantir a capacidade de levar este tipo de política pública para o interior do Estado. Após a apresentação de um projeto foi montada uma comissão, que analisou o avião mais eficiente, com boa manutenção e boa disponibilidade de horas de voo e que faça o serviço com baixo custo operacional”, afirma o presidente da Comissão, tenente-coronel BM, Flávio Glêdson Vieira Bezerra.

O secretário de Estado de Saúde, Gilberto Gomes de Figueiredo, enfatiza que a parceria entre a SES e a Sesp vai proporcionar uma redução de custo em torno de 30 a 40%, contudo, a Secretaria de Saúde vai continuar utilizando uma parcela dos serviços da rede privada. Por mês, a SES utiliza, em média, 70 voos para transporte de pacientes. O Ciopaer vai conseguir suprir 23 deslocamentos.

“Mesmo com o incremento, o Estado não tem capacidade técnica de absorver toda a necessidade porque rodamos mais de 70 mil quilômetros por mês. Mas a recente parceria vai proporcionar ao Estado a ampliação dessa capacidade de atendimento e, ao mesmo tempo, busca reduzir os custos que nós temos na área de transporte aéreo para poder investir mais na saúde”, frisa.

Fonte/Foto: Governo de Mato Grosso

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Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri

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Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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