Mato Grosso

Drogas, estelionato e maus tratos contra animais lideram denúncias

De janeiro a junho, o Disque-Denúncia da Polícia Judiciária Civil (197) e o Disque Denúncia Nacional (181) receberam o total de 3.673 ligações

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Mato Grosso

Foto: Lenine Martins

O Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), vinculado à Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT), recebeu, neste primeiro semestre de 2021, 3.673 denúncias anônimas. Os registros foram feitos por meio do Disque-Denúncia da Polícia Judiciária Civil (197) e o Disque Denúncia Nacional (181).

O ranking é liderado pelas denúncias de tráfico de drogas, que somaram 1.296 ligações anônimas. Já a segunda modalidade de crime mais denunciado foi estelionato/fraude, com 412 registros e em terceiro lugar, maus tratos contra animais, com 223 ligações.

Em relação às denúncias de tráfico de drogas, a gerente de Denúncias Anônimas do Ciosp, Daise Beckmann Luck, diz não ter alterado muito em relação ao mesmo período de 2020, quando foram registradas 1.385 ligações e também figurou como primeira modalidade no ranking.

Já as denúncias de estelionato cresceram, já que em 2020 foram registradas 289 ligações contra as 412 deste primeiro semestre. Na avaliação de Daise, a pandemia pode ter propiciado um maior tempo das pessoas na internet, logo uma maior probabilidade de crescimento de golpes aplicados.

“Os golpes de sites como OLX ou até mesmo de clonagem de WhatsApp, com pedido de dinheiro a familiares e amigos, têm se tornado muito comum. Até mesmo de pessoas que compram veículo pela internet, chegam a depositar o dinheiro e depois descobrem que não havia carro nenhum. Nós sempre orientamos as pessoas a estarem atentas a essas coisas para evitar perdas materiais”, pontuou Daise Luck.

Todas as denúncias recebidas na central são encaminhadas a uma unidade policial para verificação e, em seguida, tem início a investigação. Os canais de denúncia do 197 – que atendem Cuiabá e Várzea Grande – e 181 – para atendimento dos municípios do interior – funcionam 24 horas por dia, durante os sete dias da semana.

“A denúncia é feita completamente no anonimato, assegurado ao denunciante, até porque o que interessa para a segurança pública são as informações que essa pessoa tem para passar, para que então seja feita uma investigação acerca do fato. Faça sua parte, colabore, denuncie, ligue 197 e 181”, finalizou a gerente do Ciosp.

Outras denúncias

Entre outros tipos de denúncias que aparecem no levantamento do Ciosp estão uso ou porte de drogas (210 registros), formação de bando/quadrilha (195), crime ou infração ambiental (112), coronavírus – que engloba todas as denúncias relacionadas a descumprimento de medidas de segurança – (112), homicídio (89), roubo (86), ameaça (84), dentre outros.

Trotes

Vale lembrar que qualquer tipo de falsa comunicação de crime ou de contravenção também se enquadra como crime previsto no artigo nº 340 do Código Penal, cuja pena é detenção de um a seis meses ou multa.

Os trotes não só prejudicam o trabalho das forças de segurança, como também geram prejuízo ao Estado, principalmente quando há o deslocamento de viaturas e de servidores das forças de segurança.

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Mato Grosso

Escola Institucional lança projeto sobre IA nesta sexta-feira em Cáceres

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O Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), em parceria com o Centro de Apoio Operacional de Defesa de Dados Pessoais e Inteligência Artificial (CAOIA), lança, nesta sexta-feira (28), o projeto “Diálogos com a Inteligência Artificial – Da rotina das Promotorias às soluções possíveis”. A ação passa a integrar a programação das reuniões de polo promovidas pela Procuradoria-Geral de Justiça, tendo como ponto de partida o encontro que será realizado em Cáceres (a 225 km de Cuiabá). A primeira edição será conduzida pelo promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto.A proposta é aproximar membros e servidores das principais ferramentas de inteligência artificial generativa disponíveis atualmente, demonstrando aplicações práticas voltadas à atividade ministerial e incentivando a cultura de inovação no âmbito institucional.Com formato itinerante, o projeto acompanhará as reuniões de polo realizadas em diferentes regiões do estado, oferecendo uma capacitação introdutória e prática sobre o uso responsável da inteligência artificial no contexto do Ministério Público. A expectativa é fomentar a troca de experiências, ampliar o conhecimento sobre as novas tecnologias e apresentar soluções capazes de contribuir para a produtividade, a organização das informações e o aperfeiçoamento das rotinas de trabalho.A programação abordará conceitos fundamentais da inteligência artificial generativa, o funcionamento dos modelos de linguagem de grande escala (LLMs), suas potencialidades e limitações, além de técnicas para elaboração de comandos e prompts mais eficientes. Os participantes também conhecerão ferramentas amplamente utilizadas no mercado, como Microsoft 365 Copilot, Claude, Gemini e NotebookLM, explorando recursos voltados à pesquisa, análise documental, elaboração e revisão de textos e criação de assistentes personalizados.A capacitação foi estruturada com foco na aplicação prática dos conhecimentos ao cotidiano das Promotorias de Justiça. Além da apresentação dos conceitos e ferramentas, os participantes realizarão atividades voltadas à resolução de demandas reais dos gabinetes, experimentando diferentes funcionalidades e identificando possibilidades de uso em tarefas recorrentes. Entre os temas previstos estão a sistematização de informações, a organização de estudos, a análise de documentos extensos e o desenvolvimento de soluções personalizadas para apoio às atividades institucionais.Conforme o coordenador do Ceaf, promotor de Justiça Caio Márcio Loureiro, além dos aspectos tecnológicos, o projeto dará destaque ao uso ético, crítico e seguro da inteligência artificial. Nesse sentido, a formação reforçará orientações sobre proteção de dados pessoais, sigilo funcional, confidencialidade das informações e a indispensável supervisão humana de todo conteúdo produzido com o auxílio dessas ferramentas, em conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

Fonte: Ministério Público MT – MT



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