Mato Grosso
“Dona Terezinha”: Uma empreendedora no passado que transformou o futuro de Bonsucesso
Mato Grosso
Da Redação.
Cobiçada desde o período de 1800, pelas suas belezas naturais, a Sesmaria de Bonsucesso, vem passando por transformações ao longo dos anos, onde já foi território indígenas, morada de negros e portugueses, hoje, o Distrito de Bonsucesso é local de gente alegre, hospitaleira e empreendedora.
Um dos principais pontos turísticos de Várzea Grande, integrante da rota do peixe na Baixada Cuiabana, Bonsucesso ficou conhecida pela qualidade de seus produtos, no âmbito estadual, nacional e internacional.
Com potencial turístico e econômico, na década de 1980, a saudosa dona Antônia Terezinha Souza, empreendedora e pioneira na gastronomia tradicional da região, aproveitou a abundância da matéria prima na época, e abriu a primeira peixaria em Bonsucesso.
“Antes da iniciativa de Dona Terezinha, Bonsucesso era visto como a vila dos pescadores e produtores de rapadura”.
De acordo com Francenil de Jesus, popularmente conhecido como “Bola”, filho de Dona Terezinha, na época em que sua mãe decidiu abrir o primeiro estabelecimento comercial na região, serviu de chacota para várias pessoas.

Foto: Reportagem
“Quando minha mãe e meu pai começaram o peixe era em abundância, eram servidos de petiscos para atrair cliente, a iniciativa de cobrar pelos pratos, foi motivo de risada de muitos moradores, que questionavam: com tanto peixe no rio, quem vai pagar para comer peixe aqui?”, explicou Bola.

Foto: Reportagem
O filho de Dona Terezinha ainda falou que na década de 90, depois que o Governador do Estado, Dante Martins de Oliveira fez o asfalto na estrada, ligando o Distrito de Bonsucesso a BR-070, Rodovia do Imigrante, aumentou o número de clientes, assim, aquelas pessoas que riram da Dona Terezinha, copiaram o seu empreendedorismo e abriram outras peixarias.
“Com o empreendedorismo inicial de Dona Terezinha, hoje a economia movimentada pelas peixarias, geram emprego e renda na região”.

Foto: Reportagem
Franciney de Jesus, outro filho de Dona Terezinha lembrou do tempo que mesmo em estrada de chão, as pessoas percorriam todo trajeto para frequentar o restaurante da mãe.
“Quero aqui agradecer a minha mãe, Dona Terezinha e a todos que colaboraram para o desenvolvimento gastronômico do Distrito de Bonsucesso, se hoje o reconhecimento é até internacional, foi devido ao trabalho de cada um, que faz das peixarias os seus modos de subsistência”, disse Franciney.

Foto: Arquivo pessoal
Os filhos que são empresários na região, estavam visivelmente emocionados ao lembrar de Dona Terezinha, para contar a história da gastronomia e desenvolvimento econômico, através das peixarias de Bonsucesso.

Foto: Arquivo Pessoal
Dona Terezinha, que foi professora, poetiza, rendeira e pioneira no empreendedorismo das peixarias em Bonsucesso, faleceu neste ano, deixando um legado pautado no trabalho, respeito, carinho e amor pela sua família e ao Distrito de Bonsucesso.
Foto: Rogério Florentino/Olhardireto
Mato Grosso
Botelho defende valorização dos artistas regionais e fortalecimento da cultura
A valorização dos artistas regionais e o fortalecimento da identidade cultural de Mato Grosso estão entre as pautas defendidas pelo deputado estadual Eduardo Botelho (MDB). Ao lado da deputada Janaina Riva (MDB), ele foi autor da Lei nº 11.967/2022, que estabeleceu a obrigatoriedade de destinar parte dos recursos públicos utilizados na realização de eventos culturais à contratação de artistas locais.
A legislação determinou a reserva de, no mínimo, 30% do valor do evento para a contratação de cantores, instrumentistas, bandas e conjuntos musicais regionais, desde que devidamente cadastrados junto à Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel).
A iniciativa buscou ampliar as oportunidades para os profissionais da música mato-grossense, garantindo maior participação nas programações culturais financiadas com dinheiro público e contribuindo para o fortalecimento da economia criativa no Estado.
“Mato Grosso tem artistas talentosos, que carregam a nossa história, as nossas tradições e a identidade do nosso povo. Nosso compromisso é garantir que esses profissionais tenham oportunidades, reconhecimento e espaço para mostrar seu trabalho. Valorizar a cultura regional também significa gerar emprego, renda e desenvolvimento para o nosso Estado”, destaca Botelho.
A Lei nº 11.967/2022, foi posteriormente revogada pela Lei nº 12.082/2023, sancionada em 18 de abril de 2023. A nova legislação, de autoria de lideranças partidárias, passou a disciplinar a contratação de artistas em shows e eventos musicais financiados com recursos públicos estaduais, inclusive por meio de parcerias e convênios.
A nova regulamentação manteve a diretriz de valorização dos artistas regionais, estabelecendo a destinação de, no mínimo, 30% dos recursos destinados aos cachês artísticos para essas contratações. Também definiu regras para os repasses financeiros, os pagamentos de cachês e a prestação de contas dos recursos públicos utilizados.
Dessa forma, embora a Lei nº 11.967/2022 tenha sido expressamente revogada, a atuação de Botelho na formulação da legislação anterior integra o histórico de iniciativas voltadas à ampliação do espaço dos artistas regionais nas políticas públicas de cultura.
Para Botelho, a valorização da chamada “prata da casa” vai além da presença de músicos locais em festas e grandes eventos. Trata-se de reconhecer a cultura como instrumento de desenvolvimento econômico, inclusão social e preservação das tradições mato-grossenses.
Cantores, instrumentistas, bandas e grupos regionais movimentam a economia, geram empregos e mantêm vivas as diferentes manifestações culturais do Estado. A ampliação do acesso às contratações públicas pode contribuir para fortalecer carreiras, incentivar novos talentos e criar condições para que os profissionais da arte cresçam em sua própria região.
Ao defender políticas de incentivo à produção artística local, Eduardo Botelho reforça a importância de assegurar que os investimentos públicos também se convertam em oportunidades para os talentos de Mato Grosso.
“A cultura precisa ser reconhecida como parte do desenvolvimento de Mato Grosso. Quando valorizamos nossos artistas, estamos fortalecendo a nossa identidade, movimentando a economia e criando oportunidades para quem vive da arte. Os talentos da nossa terra merecem espaço e reconhecimento”, conclui o parlamentar.
Fonte: ALMT – MT
-
Polícia6 dias atrásMPT investiga padaria em Cuiabá após denúncia de pressão para voto em Flávio Bolsonaro
-
Política6 dias atrásAssembleia Legislativa instala Câmara Setorial para ampliar atendimento às pessoas com obesidade
-
Cidades3 dias atrásEspaço de Acolhimento à Mulher do HMC garante sigilo e amparo às vítimas de violência
-
Política5 dias atrásThiago Silva reúne-se com governador e defende investimentos em educação e saúde
-
Política5 dias atrásRquerimento cobra celeridade em obras de escola em Rondonópolis
-
Cidades5 dias atrásPrefeitura e Estado discutem melhorias na segurança viária da Avenida da FEB durante obras do BRT
-
Política2 dias atrásGuarda Municipal de Várzea Grande é a primeira de MT a operar sistema nacional de segurança
-
Economia5 dias atrásBC reforça regras de proteção ao consumidor nas ofertas de crédito


Você precisa estar logado para postar um comentário Login