Mato Grosso

Dois homens são presos com munições de arma de fogo e por corrupção de uma menor que havia desaparecida em Colniza

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Mato Grosso

Da Redação

Na noite desta terça-feira (19), durante uma batida da Policia Militar (PM) no bairro Jardim Umuarama, em Cuiabá, receberam uma denúncia anônima, logo após foram até o local informado na rua 22 do mesmo bairro. Ao se aproximarem da residencia a guarnição militar avistaram dois homens na porta, que ao perceberam a presença da viatura correram para dentro da casa, eles eram acusados de um roubo de carro Honda Civic.

Os policiais fizeram acompanhamento, entraram na residência e fizeram varredura local. Em cima de uma mesa foram apreendidas seis munições calibre 38. No quintal foi encontrado um monte de terra recentemente mexida que ao ser revirado foi localizado documentos pessoais de várias pessoas.

Após consulta desses documentos, por meio do Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), foi constatado que se trata de pessoas vítimas de roubo.

Segundo a Polícia,os bandidos foram questionados sobre o fato, e os ladrões simplesmente disseram que não sabiam de nada.

Encontraram também no interior da casa uma adolescente de 15 anos, de nome não revelado.

Os militares perguntaram a idade dela, espontaneamente, ela respondeu que tinha 15, que era do município de Colniza, mas que tinha deixado a cidade para viver com um dos bandidos aqui na Capital.

Questionada se os pais dela sabiam sobre seu paradeiro, ela disse que não.

O pai da menor havia registrado um boletim de ocorrência informando o desaparecimento da filha, em 2019.

O conselho Tutelar foi acionado para acompanhar a menor durante os procedimentos na unidade policial.

A ocorrência foi registrada por crimes de receptação, manter pessoa menor de 18 anos sob guarda, posse irregular de arma de fogo e corrupção de menores.

A dupla foi algemada e encaminhada à Delegacia de Polícia Civil, onde foram ouvidos pelo delegado de plantão e ficaram à disposição da Justiça.

 

 

Foto: PGM Da Gente

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TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



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