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Dois envolvidos em roubo de frigorífico em Várzea Grande são presos pela Polícia Civil

Publicado em

Mato Grosso

Da Redação

 

Dois suspeitos de integrar uma associação criminosa envolvida no roubo de um frigorífico foram presos pela Polícia Civil, durante trabalho investigativo da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Várzea Grande (Derf-VG). O assalto, planejado por um funcionário, tinha o objetivo de roubar o pagamento do mês e a valiosa “Pedra do Rim do Boi”, avaliada em mais de R$ 200,00, o grama.

O funcionário da empresa, Marllon Vinicius Leite da Rosa, 22, e seu comparsa, Luiz Henrique Fidélis de Figueiredo, 24, foram autuados em flagrante pelos crimes de roubo majorado pelo concurso de pessoas e pelo emprego de arma de fogo e associação criminosa armada. Um terceiro suspeito também foi identificado e está foragido.

Os suspeitos foram identificados pela equipe da Derf-VG como envolvidos no roubo do frigorífico, ocorrido na noite de segunda-feira (06), no bairro Souza Lima em Várzea Grande. Na ocasião, cinco homens armados invadiram o estabelecimento e após renderem os funcionários, subtraíram diversos objetos da empresa e das vítimas.

Assim que foram acionados do roubo, os policiais da Derf-VG iniciaram as diligências conseguindo identificar os autores do crime. Segundo as investigações, Marllon, por ser funcionário da empresa tinha informações privilegiadas sobre a rotina, funcionamento e segurança do local .

De acordo com a delegada, Elaine Fernandes da Silva, no dia do crime, os funcionários localizaram em um dos cortes a chamada “Pedra do Rim do Boi”, a qual o preço de mercado é avaliado em aproximadamente R$ 200,00, o grama. O funcionário Marllon por atuar no abate do gado, tinha essa informação.

Durante a ação, os criminosos foram extremamente violentos, agindo com ameaças e chegando a agredir as vítimas com coronhadas na cabeça. Acreditando que o bem valioso ainda estava no local, ao entrarem no estabelecimento, os assaltantes exigiram o cofre e a “pedra”, demonstrando que tinham conhecimento do que acontecia na empresa.

“Além do pagamento, os criminosos queriam roubar a pedra que foi encontrada naquele dia. A pedra do calculo biliar bovino, tem o valor econômico altíssimo, sendo usada na fabricação de medicamentos e muito valorizada no oriente médio”, disse a delegada.

Na manhã seguinte, Marllon faltou ao trabalho, fato que levantou suspeitas, uma vez que o suspeito não compareceu nem mesmo para receber o pagamento. Dando continuidade as diligências, os investigadores foram até a casa do suspeito, que tentou fugir ao perceber a presença dos policiais, porém acabou detido.

Em análise no aparelho celular do investigado, foi verificado que ele apagou todas as conversas por mensagens, porém havia uma chamada de vídeo para seu comparsa Luiz Henrique. Com a informação de que Luiz Henrique estava em uma residência em Cuiabá, os policiais foram até o endereço, onde realizaram a sua prisão.

Durante a abordagem o suspeito também tentou fugir porém foi detido pelos policiais. No celular dele foram encontradas várias conversas com o terceiro comparsa (já identificado), que com detalhes sobre o roubo e que sobre a ação da Polícia.

Diante das evidências, os suspeitos foram conduzidos a Derf-VG, onde após serem interrogados foi lavrado o flagrante. As investigações estão em andamento para identificar e prender os demais envolvidos no crime.

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Município regulariza medição da qualidade da água após TAC

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O Município de Itiquira (a 361 km de Cuiabá) regularizou o monitoramento da potabilidade da água fornecida à população, incluindo a análise de metais pesados e agrotóxicos. A medida atende compromisso firmado com o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), por meio da Promotoria de Justiça de Itiquira, em Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) celebrado em maio deste ano no âmbito da política municipal de saneamento.As amostras foram coletadas em 12 pontos do sistema de abastecimento, sendo 11 locais de captação e a Estação de Tratamento de Água (ETA). Os exames contemplaram todos os parâmetros exigidos pela Portaria GM/MS nº 888/2021, do Ministério da Saúde, e apontaram resultados dentro dos padrões de potabilidade estabelecidos pela legislação.Segundo a Promotoria de Justiça, as análises realizadas anteriormente não incluíam alguns dos agrotóxicos mais utilizados na região e previstos no Anexo 9 da Portaria GM/MS nº 888/2021. Com a regularização do monitoramento, o controle passa a contemplar esses parâmetros.Além dos exames realizados por laboratório contratado pelo município, a Promotoria de Justiça de Itiquira solicitou ao Centro de Apoio Operacional às Execuções (CAEx) do MPMT a realização de uma contraprova. O objetivo é verificar se os resultados obtidos pelo laboratório privado são confirmados por análise independente.Nesta sexta-feira (2), representantes da Prefeitura de Itiquira, do Ministério Público e o professor doutor Domingos Sávio Barbosa, do Laboratório de Química Ambiental da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), reuniram-se para discutir a possibilidade de implantação de um monitoramento contínuo da qualidade da água, por meio de parceria com a instituição de ensino.Para o promotor de Justiça Claudio Angelo Correa Gonzaga, o avanço representa o cumprimento de uma demanda histórica da instituição e um importante passo para a proteção da saúde pública.“Essa é uma demanda antiga do Ministério Público. Houve compromissos firmados anteriormente e repactuados neste ano, mas o monitoramento era realizado de forma intermitente ou incompleta. Agora, o município avança para regularizar definitivamente a situação. Em um estado com uso intenso de agrotóxicos, é fundamental que a população tenha acesso a informações confiáveis sobre a qualidade da água que consome. O desafio é transformar essas análises em uma rotina permanente e fortalecer a transparência, permitindo que cada cidadão também exerça o papel de fiscal”, destacou.Transparência – Conforme previsto no TAC, todos os relatórios das análises ficarão disponíveis para consulta pública no site da Prefeitura de Itiquira. A medida busca garantir transparência e possibilitar o acompanhamento dos resultados pela sociedade. Eventuais reclamações ou inconsistências identificadas nos relatórios poderão ser comunicadas à Promotoria de Justiça de Itiquira por meio da Ouvidoria do Ministério Público de Mato Grosso, inclusive de forma sigilosa.

Foto: Reprodução Instagram.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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