Mato Grosso
Disputa eleitoral em Jangada começa tomar definições
Mato Grosso
Da Redação.
O que começou com um candidato favorito, para vencer as próximas eleições e comandar a cidade de Jangada, mudou todo cenário com a Operação da Polícia, como também com as revelações que decepcionou boa parte dos eleitores.
O vereador e candidato a prefeito de Jangada, Rogerinho Meira (PP) era apontado como o favorito para vencer a eleição, pois já vinha atendendo a demanda da população de várias formas, o que ninguém sabia é de onde estava vindo tanto recurso, coincidência ou não, o cenário de tudo mudou quando membros de sua família, como pai, tio e irmão foram presos, acusados de chefiarem e fazerem parte de uma das maiores quadrilhas de roubos de gado de Mato Grosso.
A notícia do envolvimento de membros da família do candidato a prefeito, Rogerinho Meira com uma quadrilha violenta de roubos de gados, caiu como um “balde de água fria” nos eleitores que estavam dispostos a depositar sua confiança no candidato.

Foto: facebook
Hoje, para quem passa por Jangada e pergunta sobre política, a resposta é praticamente unanime:
“Rogerinho até ia ganhar, mas com tudo que aconteceu, não tem mais como votar nele, a disputa vai ficar entre o atual prefeito, Ederzio de Jesus Mendes (DEM), o popular “Garrincha” contra o ex-prefeito Valdecir Kemer, mais conhecido como “Gauchinho”.
De acordo com informações da equipe de reportagem do Grupo O Mato Grosso de Comunicação, mesmo com tanta rejeição e inviável economicamente, Rogerinho Meira ainda conta com a esperança da benção do “padrinho”, deputado federal Neri Geller, que estaria disposto a fazer de tudo para atender as reivindicações do “afilhado”.

Foto: Divulgação
Apesar do desgaste de quem está no mandato, Garrincha agora possui a vantagem de estar com a máquina na mão, com a base formada e várias obras como discurso de campanha, entre elas, as pavimentações asfálticas em várias localidades, como também a inauguração da primeira praça da pública da cidade.

Foto: Biorosário
Já o Gauchinho, além de possuir os desgastes do seu período no comando da Prefeitura de Jangada, perdeu boa parte de sua base eleitoral, sem falar do boato na cidade de que a saúde dele não ficou 100%, depois do acidente de carro que aconteceu no último mês de junho.
Pelo que tudo indica, os eleitores de Jangada, já começaram a definir em quem irão votar.
Foto: Divulgação
Mato Grosso
Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri
Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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